<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114</id><updated>2012-02-08T09:57:04.421-08:00</updated><category term='Contos'/><category term='Influxo'/><category term='Artigos'/><category term='Imagens'/><category term='Estranhos-amigos'/><category term='Poemas'/><title type='text'>Intimidade Entre Estranhos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3949555789274043693</id><published>2012-02-06T21:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T21:32:45.485-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O fino fio do ciúme.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://stat.correioweb.com.br/arquivos/divirta/materias2007/eter_materia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://stat.correioweb.com.br/arquivos/divirta/materias2007/eter_materia.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto o sabor de sal em minha boca. O mar ainda parece molhar meus lábios com suas águas agitadas. Gostaria de voltar ao passado. Retomar o dia que ela partiu. O beijo da despedida aconteceu próximo a Yemanjá. Ela queria que alguém testemunhasse seu ato final. Pois escolheu o forte, lá na ponta onde o mar faz a curva, numa cabana bem desgastada pelo tempo. Nosso primeiro beijo aconteceu nessa mesma cabana. Ela é cheia deste negócio de coincidências da vida. Para ela, o lance final ser vivido ali era como encerrar uma fina linha do tempo. O nosso romance estaria acabado caso a ordem das coisas decidisse ser perfeito. Mas as imperfeições são ferozes. Devoram nossas expectativas, estilhaçam os planos límpidos que formulamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso romance foi um espiral com dois fios desencapados. Teve seu lado poético e passional, do qual nós fizemos parte enfrentando desavenças, resgatando a paixão do primeiro beijo e, sobretudo, mantendo a chama viva e ardente. Teve também seu lado dramático e este escolheu sua face mais vergonhosa e distorcida para desfilar: o ciúme. O ciúme é uma moeda sem troco. É como a bunda do amor, a parte pornográfica da lealdade ou, como prefiro comparar, o ciúme é a paixão às avessas que expõe a parte interna e escamosa da confiança.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro, João, Leonardo, Bentinho. Para mim eram todos prováveis nomes do outro, o amante, esta figura diabólica que arrebenta até o laço mais forte da confiança. Bastava eu saber de outro homem participando da vida dela, para acender em mim a mais brava  e, confesso, vergonhosa vontade de esmagar um ser humano. Nunca fui violento, mas também nunca fui de meios sentimentos e nem tampouco já corri de alguém que calçasse 42 ou vestisse calças menores que a minha. No meio disso tudo apareceu Lucas, um fedorento rapaz que malhava na mesma academia que ela. Saber que ele existia no habitat dela para mim já era um insulto, uma provocação. Quando então me chegou a informação de que ele havia trocado de horário para espiar minha pequena, foi como um saco de gudes jogados num chão liso. Não mais conhecia o sossego. Para mim, tudo que eu faria era potencial motivo ou desculpa para ela se atirar nos braços dele e testemunhar a forma mais cruel de me ver desmoronar. Era muito amor. Eu mataria por ela. Eu morreria por ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha pequena também dá nó em pingo d’àgua. Além de provocativa, ela tem a habilidade descomunal e vil de provocar com estilo. Seus gestos suaves, o loiro do cabelo escorrendo-lhe os ombros torneados, a boca como duas uvas pintadas de vermelho, e principalmente, o jeito adoravelmente de mulher formavam gravuras tatuadas em meu pensamento. Perdê-la era como ver perdido um braço, um órgão, qualquer parte vital de mim. E isso me estimulava a nunca traí-la. Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando depois de explodida mais uma briga de ciúme, ela decidiu que nos encontrasse para uma conversa definitiva na cabana. Conversávamos e não chegávamos a conclusão alguma. Em dado momento, em seu respiro mais sincero, me admitiu não só ter me traído com Lucas, como com Pedro, João, Leonardo e todos os nomes comuns que minha mente processava todas as noites antes de dormir. Havia nela a sensação estranha de rebeldia, de glória, de vingança. Pela primeira vez tive o constrangedor impulso de esbofetear uma mulher. Quando ergui a mão formando um futuro tapa no ar, ela segurou fortemente minha mão erguida e olhando meus olhos, disse, pronunciando palavra por palavra num jato: pela primeira vez seja homem e me bata. Nunca mais brigamos. Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Bruno Silva - Janeiro de 2012) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3949555789274043693?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3949555789274043693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3949555789274043693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3949555789274043693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3949555789274043693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2012/02/o-fino-fio-do-ciume.html' title='O fino fio do ciúme.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2071470963460369786</id><published>2011-12-13T18:45:00.001-08:00</published><updated>2011-12-13T18:48:11.679-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Outra Metade do Beijo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ergo meus olhos em direção ao último copo de vinho Campo Largo descansando na bandeja. Bafo-a e bebo na típica violência faminta. A sobriedade já se foi a algumas horas. Eloisa também quando percebeu meu hálito fresco levemente misturado ao sabor de uvas mordidas, partiu. Eu acho que as sereias têm este hálito quente do último e decadente vinho vagabundo.  &lt;p align="justify"&gt;Confesso que não foi uma ótima noite. Entreguei-me tanto aos lindos lábios da madrugada, que confundi alho com bugalhos, troquei nomes, disse coisas, ouvi muitas outras e por fim, como no último ato de um teatro dramático, rodrigueano dirão, beijei feroz uma garota que dançava solitária na pista. &lt;p align="justify"&gt;Até aí tudo bem. Homem é este bicho sedento pelo sabor insípido de bocas macias. Tudo bem que as mulheres sabem disso e arrotam estas verdades por todo canto. Tudo bem que a bebida foi a razão de eu sentir um deus dentro de mim, a ponto de tomar por meu quaisquer lábios aliviados que estivessem dando sopa. Tudo bem que não estava tudo bem entre mim e Eloisa.  &lt;p align="justify"&gt;Eloisa é geniosa. Reza a lenda que dá nó em pingo d’agua. É um oceano de gestos insinuosos. Ela me conquistou, por exemplo, me tirando pra dançar, me argolando as mãos no pescoço, de modo que não restava outra solução que não o beijo.  &lt;p align="justify"&gt;Da mesma forma ela me atirou um copo de bebida barata quando só restavam duas na bandeja. Um desperdício, dirão. Tanto drama deveria ser melhor usado entre um homem e uma mulher. É dramática nos outros sentidos também, se querem saber, na cama então. Se eu descrevê-la dirão que é muito para minha carroceria. Pois eu carreguei até o fim toda aquela areia. Fui nobre também: pedi desculpas. Disse que foi engano o beijo alheio. Que estava escuro, mas nada a convenceu do contrário, de modo que tomei um jato de bebida na cara. E agora que ela se foi, nada mais me resta a não ser o consolo de concluir o beijo que deixei pela metade na boate.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2071470963460369786?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2071470963460369786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2071470963460369786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2071470963460369786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2071470963460369786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/12/outra-metade-do-beijo.html' title='A Outra Metade do Beijo'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8535502202083566373</id><published>2011-11-27T22:22:00.001-08:00</published><updated>2011-11-28T17:34:31.398-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Respostas Sentimentais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria vestir um conto meu com tua pele, com teu beijo, com as marcas que deixastes por todo lugar nesta casa. A cerâmica vermelha, tua escolha, recebem o fardo de me ver deslizar por todos os cômodos, te procurando, te fuçando, como o cão que tu levastes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixares um perfume de Carmélia que tritura meus suspiros. A nossa varanda continua intacta. Não há beleza em desposar dela, sentar-se e delirar com o brilho das estrelas. Nunca mais cheguei perto do canto que mais esposávamos. Sento, com a cabeça enterrada por entre os dedos, como que sentindo o meu fracasso pesar o volume de uma cabeça no poço das mãos. Com algo me ruindo sofreguidamente e sem o consolo de teu olhar, de teus cílios fartos estirando-se sobre os meus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade de tua resposta era uma âncora que me aparavas. Agora, que recebo esta tua carta mais cruel e mais sentimental, confessando seu amor por outro, envolvida em novo relacionamento, compartilhando a mesma lua antes só nossa, não vejo outro caminho. A virgem lua perdeu o mel azul que a encobria. Neste momento nada mais importa e ao bater a última palavra desta vil mensagem que lhe respondo, me atirarei da mesma sacada que alimentou nosso amor e será a minha forma menos cruel de terminar a carta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Bruno Silva - Novembro - 2011)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8535502202083566373?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8535502202083566373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8535502202083566373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8535502202083566373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8535502202083566373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/11/respostas-sentimentais.html' title='Respostas Sentimentais'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-9167426438915515919</id><published>2011-11-19T18:27:00.001-08:00</published><updated>2011-11-19T18:27:06.060-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>A Dança das Nuvens</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-hZTdYuTKPVM/TshlagHKvSI/AAAAAAAACZo/uh2-wmusJls/s1600-h/lua10%25255B1%25255D%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="lua10[1]" border="0" alt="lua10[1]" src="http://lh4.ggpht.com/-lH2-G6HOD9g/TshleKULHuI/AAAAAAAACZw/UYP2GbB7E5Q/lua10%25255B1%25255D_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="382" height="294"&gt;&lt;/a&gt; Esta noite o botão de seus olhos&lt;br&gt;desapareceu como o reflexo&lt;br&gt;Do céu negro preso na superfície molhada&lt;br&gt;De um lago vacilante.  &lt;p align="center"&gt;As nuvens confusas em suas cores&lt;br&gt;Enlaçaram teu brilho&lt;br&gt;Escondendo tua eterna e uivante&lt;br&gt;Beleza.&lt;br&gt;Mesma beleza pornográfica&lt;br&gt;Dos amantes que se estiram no campo&lt;br&gt;Para tê-la, estonteante, cheia e azulada.&lt;br&gt;Foi pressentimento de que teu gemido lacrimoso&lt;br&gt;Penhorasse meus sentidos racionais&lt;br&gt;E eu fosse capturado pela aura misteriosa&lt;br&gt;E doce que me fascina em ti. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Tua imagem em milênios, nunca foi tão linda.&lt;br&gt;E agora, lambida por estas nuvens, &lt;br&gt;Me parece ainda mais atraente, embora menos&lt;br&gt;Alcançável.&lt;br&gt;Ouço, de tempos em tempos, &lt;br&gt;O teu doce ruído na fresta das nuvens&lt;br&gt;Como que rompendo o silêncio erosivo&lt;br&gt;No deserto da alma. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;É neste deserto que me aconchego,&lt;br&gt;Sem paz, sem teu brilho, seu tem colo&lt;br&gt;Condenado ao sarcasmo deste calor&lt;br&gt;Que não aquece.&lt;br&gt;D’onde os amantes sobrevividos&lt;br&gt;Desta passagem de tempo que te esconde,&lt;br&gt;Encostam o peito na rara calma dos versos. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Bruno Silva&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-9167426438915515919?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/9167426438915515919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=9167426438915515919&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/9167426438915515919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/9167426438915515919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/11/esta-noite-o-botao-de-seus-olhos.html' title='A Dança das Nuvens'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-lH2-G6HOD9g/TshleKULHuI/AAAAAAAACZw/UYP2GbB7E5Q/s72-c/lua10%25255B1%25255D_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2263186771258085051</id><published>2011-11-07T00:40:00.001-08:00</published><updated>2011-11-07T00:41:50.245-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Teu par</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-eKS-uXJI2UU/TreZld44evI/AAAAAAAACZM/01MB5ovBXDM/s1600-h/argentina%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="argentina" border="0" alt="argentina" src="http://lh6.ggpht.com/-BN1kK6dfW1k/TreZmRfR2jI/AAAAAAAACZU/bRcz-JCp6Es/argentina_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="350" height="266"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Ruídos abafam seu tom &lt;br&gt;Poético e frágil.&lt;br&gt;Danças a meia valsa&lt;br&gt;No salão do meio&lt;br&gt;Completamente ébrio&lt;br&gt;Balançando palavras de teus &lt;br&gt;Lábios carnudos, vermelhos&lt;br&gt;Seus cílios felpudos&lt;br&gt;Olhando um horizonte não&lt;br&gt;Existente entre tu e teu par&lt;br&gt;Balanças o cabelo como&lt;br&gt;Garotas ao vento&lt;br&gt;Teu rebento olha em delírios&lt;br&gt;Teus pupilos&lt;br&gt;Recheios do passo de dança&lt;br&gt;Balança&lt;br&gt;Corre, curva, torce, retorce,&lt;br&gt;Estica, enterra teu corpo no meu&lt;br&gt;Encerra meu beijo no teu. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;(Bruno Silva)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2263186771258085051?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2263186771258085051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2263186771258085051&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2263186771258085051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2263186771258085051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/11/teu-par.html' title='Teu par'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-BN1kK6dfW1k/TreZmRfR2jI/AAAAAAAACZU/bRcz-JCp6Es/s72-c/argentina_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3362688790541345253</id><published>2011-10-12T22:29:00.001-07:00</published><updated>2011-10-12T22:43:35.931-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Dedos Trêmulos</title><content type='html'>Reparo uma moça passar a oito meses. Costumeiramente às sete horas da manha. Ela passeia, vaidosa e sonolenta, pelas ruas de minha cidade e pelas vielas de meu pensamento sinuoso. É deslumbrante vê-la como uma película, fina e delicada, atravessando mafiosa a avenida de meu sonho e dando certa graça ao aspecto encardido de minhas fantasias. Nesse sonho ouso tocá-la. Sinto, na ponta dos dedos trêmulos, aquela pele que reveste a delicia de um ser. No sonho devasso chego a arfar, no canto de seu ouvido, uma opinião boba de um passante. Chego a dizer “cuidado com essa lateral da calçada”, num tiro oco e agitado. Consigo, no bendito sonho, receber dois segundos de um olhar que tenho em mim eterno. Um olhar enviesado, indireto, torcido, com o par de olhos a mirar o além, seguido por um “obrigado, senhor” lento e demorado assoprados de uma vez só, sem qualquer piedade. Reajo como quem aproveita o máximo daqueles dois segundos perenes ou como quem tem cravado um punhal de instantes no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado de meu passeio, eu alucino todas as minhas manhãs e perverto todas as minhas madrugadas de histórias imaginárias jorradas daquele olhar. Fico meia hora perturbado, quase sentindo o rastro de suas passadas. O coração palpita forte, corajoso, vivo. E ela passa estonteante pra buscar a sua habitual sacola de pães. Nem sei onde ela mora. Minha ilusão não me permite passar daquele momento. Segui-la seria, facilmente, entediante. Quero tê-la sempre na escassez. Só um pouco dela, feito o vinho que umedece o paladar para o banquete por vir. Feito o pôr-do-sol que se torna especial por ter pouco tempo em sua estréia vespertina. Todo fim de tarde um novo crepúsculo surge apenas pra nos inculcar a imortalidade de alguns minutos. E são esses minutos, quando ela desfila, que me embriaga de emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Bruno Silva) &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3362688790541345253?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3362688790541345253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3362688790541345253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3362688790541345253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3362688790541345253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/10/dedos-tremulos-reparo-uma-moca-passar.html' title='Dedos Trêmulos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3116775006919414334</id><published>2011-10-08T09:32:00.001-07:00</published><updated>2011-10-12T19:26:44.430-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-WzeUjTLMTp0/TpB7BJKlsNI/AAAAAAAACYc/BAd7m-5THb4/s1600-h/Fases-Da-Lua-2013%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="Fases-Da-Lua-2013" border="0" height="259" src="http://lh4.ggpht.com/--DheO62d2C4/TpB7CDJLI_I/AAAAAAAACYg/CHukNA7Umtk/Fases-Da-Lua-2013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Fases-Da-Lua-2013" width="339" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Ode a Lua &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Anoiteceu. O vento sacode porções de água no mar, desenha pequenos relevos negros no oceano. Estamos eu e Fábio, amigo de longa data na sacada de minha suíte no Palácio Oceânico. Viemos juntos com nossas mulheres passar um final de semana apreciando as praias de Aracaju, as belas pedras que as decoram. Eu sou Agente Federal, a muitos anos na mesma função, prendendo e amordaçando traficantes de drogas. No Brasil, os cartéis mais famosos cuja estrutura eu e minha equipe desmotamos, foram os que se articulavam no Rio de Janeiro. Todos nós moramos no Rio. Minha mulher pinta quadros para a pequena burguesia – ou a classe média ascendente – que aprecia arte ou que finge gostar. Trafegamos a alta sociedade carioca, embora em nós vive o lampejo de largar toda aquela postura social e vivermos numa ilha semi-deserta, de preferência Caribe, para mim, costa do Brasil, para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trouxemos este casal de amigos, Fábio e Luciana, porque são pessoas completamente diferentes de nós. Ele é advogado – gestos rudes e aparenta ter quarenta, mas sustenta trinta anos naqueles cabeços semi-embranquecidos, tem porte europeu e uma argumentação poderosa. A Luciana é riquíssima, tem gestos bem doces, uma mulher sutil, bem elegante, embora de uma simplicidade apostolar. São um casal bem normal. Estamos hospedados num hotel de fronte a orla. Estou escrevendo isso enquanto me lembro da noite de ontem que se reúne, vagarosamente, na minha memória com detalhes saborosos, impronunciáveis de boca alta, porém ainda em pequenos trechos e flashes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saímos ontem, eu e Fábio, e deixamos Luciana e minha mulher, a Sabine, dormindo. Queríamos sentir a noite tropical de Aracaju. Apanhamos um taxi, felizes, discutindo para aonde iríamos. Eu abotoava a camisa azul folgadíssima quando Fábio propôs um barzinho ao fim da Orla, ensandecido, quente e que batucava ao longe. Assenti com a cabeça e só voltei oferecer resposta quando garçom me ofereceu a bebida mais quente do cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Estamos servindo uma boa cachaça mineira - , disse ele convidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O asco me corroeu por dentro. Respondi sem expressão nenhuma, embora o ímpeto era de ranger os dentes, estirar o dedo na cara do garçom e futucar-lhe os olhos de peixe morto que detém na fuça. Detesto algumas coisas, dentre elas garçons desinibidos, sem o requinte e a educação necessária. Me contive. Esqueci olhando, juntamente com Fábio, duas gazelas dançarem na mesa ao lado. Espiei o Fábio molhar os lábios – como quem deseja devorar uma bela moça. A esta altura da noite, tomando uns drinks, os instintos acesos, as palavras eram, sim, mais implacáveis e pouco civilizadas. Retrato-as aqui com a fidelidade de um bêbado que acorda, no dia seguinte, nu de pensamentos. Muito embora da minha sacada vejo a lua montar seu espetáculo, e isto me provoca a fonte das memórias, trazendo-as como que lavadas e enxaguadas, limpas e, sobretudo, dispostas deitar no papel.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Chegaremos nelas ou esperaremos a lua mudar de cor? – disse a Fábio com meu tom habitual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Demorou. Estou ótimo. Vamos. – respondeu veemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos encostamos com a firmeza que nos é característica, a esta hora vi deslizar o sorriso das moças quando nos aproximamos. Estas mulheres adoram uma platéia feito nós. Porte de grã-fino, bem alinhados e, obviamente, com palavras que escorregam em seus ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;- Podemos contemplar este pequeno e íntimo show de vocês? – Disse Fábio em tom audível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro. – respondeu balançando a cabeça a quem futuramente saberemos ser Arlete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficamos alguns minutos na suave dança do flerte visual. Uivamos. Insistimos. E cultivamos, após todo aquele desprezo inicial feminino, algumas respostas. Arlete era atriz regional, traços fortes, morena, cabelos cacheados, os olhos como que duas pedras esmeraldas pregadas na face, as pernas macias como duas almofadas persas e os seios abundantes, espalhados naquele decote. Provocativa e falastrona sugeriu-nos logo a sentar. Estavam no passeio habitual. Eram elas de lá de Aracaju mesmo e nos confessou que aquele bar era seu canto predileto. A outra, cujo nome é dispensável, mau falava e foi a quem Fábio desejou de primeira. Eu aprecio mulheres que sabem conversar. Fábio não. Em alguns instantes só restara na mesa eu, Arlete e aquele violento apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos algumas horas entre conversas, afagos e passos de dança. Arlete era mesmo intensa e feérica. Tive de me valer da hipocrisia feminina, confessando-lhe paixão de primeira vista, palavras irresistíveis, gestos sinceros, doces mentiras, tudo que ela desejara ouvir – e que juro estar sentindo naquele instante, leitor. E isto me rendeu algumas horas a mais com ela em profundidades donde a luz da lua nunca alcançara. Foram bons momentos. Fatos amorosos impronunciáveis se sucederam. Ao fim da madrugada, já bastante ébrios, nos despedimos, e nem se quer peguei um telefone, email, qualquer coisa que prove que ela existiu. Preferimos assim. Sou casado. Amo minha mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei Fábio, há poucas horas atrás, no jantar. Nossas mulheres disseram que estão se divertindo muito com os temperos de Aracaju. Nós também. E não é por menos. Agora mesmo, enquanto ouço da sacada ondas explodir docemente provocando um estardalhaço noturno e este azulado da lua invadir o piso do quarto e juntamente o meu ser, persigo a ideia de que nada melhor que uma noite tropical para fazer escorregar os dias.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3116775006919414334?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3116775006919414334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3116775006919414334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3116775006919414334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3116775006919414334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/10/ode-lua.html' title=''/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/--DheO62d2C4/TpB7CDJLI_I/AAAAAAAACYg/CHukNA7Umtk/s72-c/Fases-Da-Lua-2013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2930522849560934311</id><published>2011-08-09T19:50:00.001-07:00</published><updated>2011-08-09T19:52:14.601-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Entre Pedras e Lírios</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-j5Ic-7oEdmM/TkHx4ZBiQpI/AAAAAAAACOs/3P79tGwKJes/s1600-h/jardim-1989%25255B11%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="jardim-1989" border="0" alt="jardim-1989" src="http://lh6.ggpht.com/-h_NXH5Z8oC8/TkHx7qRiY0I/AAAAAAAACOw/PrhrKMVNBpU/jardim-1989_thumb%25255B9%25255D.jpg?imgmax=800" width="468" height="356"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br&gt;Descobri a poesia para esconder Deus na minha alma&lt;br&gt;Não existe, para mim, Deus na violência,&lt;br&gt;E só acredito em Deus quando dá calma. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Pequenas e cintilantes são as razões&lt;br&gt;Para se crê em um Deus &lt;br&gt;Que tem espetaculares formas &lt;br&gt;De se mostrar aos pequenos &lt;br&gt;E cintilantes seus&lt;br&gt;E escolhe manifestar sua graça&lt;br&gt;Numa pequena praça, dentre as pedras&lt;br&gt;De um jardim cujas flores sensíveis&lt;br&gt;Aos olhares potencializam&lt;br&gt;Este Deus por fim. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Revelei, outrora, a poesia guardada em minha pele,&lt;br&gt;Da existência divina tatuada em meu ser&lt;br&gt;E a gota da chuva pincele&lt;br&gt;Em meus olhos sua presença arder&lt;br&gt;Que a religião encastele,&lt;br&gt;Porém Sua paixão por mim &lt;br&gt;Imoderável e que não tem fim&lt;br&gt;A essa ideia rebele.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E cabe a poesia trazer Deus&lt;br&gt;Para seu devido lugar entre os seus&lt;br&gt;Porque não há nenhum martírio &lt;br&gt;E contrário é o Seu pensamento&lt;br&gt;Viver entre pedra e lírio&lt;br&gt;É seu o melhor momento&lt;br&gt;De poder ser Deus por inteiro.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;(Bruno Silva&amp;nbsp; - Agosto de 2011)   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2930522849560934311?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2930522849560934311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2930522849560934311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2930522849560934311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2930522849560934311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/08/entre-pedras-e-lirios.html' title='Entre Pedras e Lírios'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-h_NXH5Z8oC8/TkHx7qRiY0I/AAAAAAAACOw/PrhrKMVNBpU/s72-c/jardim-1989_thumb%25255B9%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3275420307140122028</id><published>2011-07-23T14:02:00.001-07:00</published><updated>2011-07-23T14:08:39.939-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>O menino ao piano</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-H4k0aRwN3lI/Tis26bWFYzI/AAAAAAAACNk/_71McEqO1ks/s1600-h/Piano%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Piano" border="0" alt="Piano" src="http://lh4.ggpht.com/-GAQZ6HCOB4o/Tis27B5UWeI/AAAAAAAACNo/TBivWSr7FjA/Piano_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="440" height="300"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;No piano abandonado&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Está o menino&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A roçar&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nas malditas teclas&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma canção de chorar. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Falava de amor&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O amor que não sentiu&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele que nunca amou.  &lt;p&gt;O menino ao piano&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coitado, apaixonado&lt;br&gt;Arrisca umas notas &lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nunca tentadas&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tampouco sonhadas&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em sua costura poética&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enfileirada.  &lt;p&gt;O menino de coração flamejante&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Incendiado&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pouco a pouco&lt;br&gt;Por suas sonoras agonias&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se deixa levar pela canção&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Que próprio compôs tecendo&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Palavras emudecidas &lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Balbuciadas ao próprio piano&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em imensa ternura&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com gratidão&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por ser mais um&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E apenas um&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Menino&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Piano.&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;(Bruno Silva - julho de 2011)&lt;br&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/kelensantos"&gt;Kelen Santos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3275420307140122028?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3275420307140122028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3275420307140122028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3275420307140122028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3275420307140122028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/07/o-menino-ao-piano.html' title='O menino ao piano'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-GAQZ6HCOB4o/Tis27B5UWeI/AAAAAAAACNo/TBivWSr7FjA/s72-c/Piano_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6810714074628724629</id><published>2011-06-27T18:34:00.001-07:00</published><updated>2011-10-14T21:56:57.880-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>A-BRASA-ME</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ZA4awcRqV5o/Tgkvszqr_tI/AAAAAAAACLk/uNWZ_ITl2NM/s1600-h/abra%2525C3%2525A7os4%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="abraços4" border="0" height="302" src="http://lh3.ggpht.com/-0RJfaRCDAT4/TgkvuMPd_tI/AAAAAAAACLo/WfmQaX_W5TI/abra%2525C3%2525A7os4_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; display: inline; margin: 0px 0px 5px;" title="abraços4" width="486" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Poeto os dias&lt;br /&gt;em mim nublados.&lt;br /&gt;Vapores baratos de pensamentos e&lt;br /&gt;rastros de poesia.&lt;br /&gt;O que há em existir&lt;br /&gt;Debaixo dos versos&lt;br /&gt;Se dele não me cobrir?&lt;br /&gt;Não me lavar&lt;br /&gt;Não limpar e sujar &lt;br /&gt;As bordas do desejo&lt;br /&gt;A boca sem ensejo&lt;br /&gt;O beijo fora da rotina&lt;br /&gt;Abraços mudos&lt;br /&gt;A tarde fria&lt;br /&gt;As noites quentes&lt;br /&gt;Madrugadas acalentando&lt;br /&gt;A brisa suave que fugura entre nós&lt;br /&gt;Que nos assobia na intenção de nos&lt;br /&gt;Chamar a atenção – já prejudicada. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quantos sóis existirão até&lt;br /&gt;Que nosso desejo se ilumine?&lt;br /&gt;E a brasa quente aquecendo &lt;br /&gt;Com a força de mil úteros.&lt;br /&gt;E na manhã seguinte nascer&lt;br /&gt;Nosso prematuro amor &lt;br /&gt;E as luzes do mundo se arrefecendo&lt;br /&gt;E apagando em nós qualquer duvida.&lt;br /&gt;Toda indecisão aplacada com a força&lt;br /&gt;Magnânima e única &lt;br /&gt;Do coração intenso e implacável &lt;br /&gt;Que há em nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Forço-te um beijo,&lt;br /&gt;Mas desejo mesmo&lt;br /&gt;Em ritmo de urgência&lt;br /&gt;É absorver e reter&lt;br /&gt;Sua &lt;br /&gt;Mais&lt;br /&gt;Doce&lt;br /&gt;Essência.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;Bruno Silva, Junho, 2011&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6810714074628724629?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6810714074628724629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6810714074628724629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6810714074628724629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6810714074628724629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/brasa-me.html' title='A-BRASA-ME'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-0RJfaRCDAT4/TgkvuMPd_tI/AAAAAAAACLo/WfmQaX_W5TI/s72-c/abra%2525C3%2525A7os4_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4346358765220167769</id><published>2011-06-19T20:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T21:01:22.122-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Vácuo Poético</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4E3H2LqQzKc/Tf7FZCchG4I/AAAAAAAACLQ/c9RulzMmm94/s1600/La_Distancia__by_loganart.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-4E3H2LqQzKc/Tf7FZCchG4I/AAAAAAAACLQ/c9RulzMmm94/s320/La_Distancia__by_loganart.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não deixei nem mesmo ela respirar,&lt;br /&gt;Ela aproximou e já desaguei minha ira.&lt;br /&gt;Envelheci vinte anos no caminho ao seu encontro&lt;br /&gt;Cheguei rude&lt;br /&gt;Beijei rude&lt;br /&gt;Um afago complacente,&lt;br /&gt;Nenhum mistério no olhar&lt;br /&gt;Em fúria, arrastei todas as palavras &lt;br /&gt;Escondidas na dobras,&lt;br /&gt;Nas esquinas&lt;br /&gt;Das meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lábio enfraquecido,&lt;br /&gt;Vencendo a tristeza de &lt;br /&gt;Dizer aquelas que eram&lt;br /&gt;Palavras tão,&lt;br /&gt;Mas tão infinitamente&lt;br /&gt;Angustiosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar dela a me enfurecer,&lt;br /&gt;Me escarnecer,&lt;br /&gt;E havia um tom inapropriado em seus cílios&lt;br /&gt;Sedutor.&lt;br /&gt;E um cheiro de Gudang.&lt;br /&gt;Detesto quando ela fuma&lt;br /&gt;Sem me dar a imagem dela com os dedos finos&lt;br /&gt;Segurando o cigarro entre os lábios.&lt;br /&gt;Reparei, entre um argumento e outro que&lt;br /&gt;Meu coração nem batia,&lt;br /&gt;Palpitava sim afiadas sensações&lt;br /&gt;De não deixar nada para trás.&lt;br /&gt;O hoje e o agora evidenciariam minha franqueza.&lt;br /&gt;Sem mentiras, por mais que sinceras.&lt;br /&gt;De minha parte, era desfecho.&lt;br /&gt;Nem um facho de alegria em suas respostas.&lt;br /&gt;Nem uma preocupação nas minhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava repleto de mim, me defendendo&lt;br /&gt;A qualquer custo, sem pestanejar,&lt;br /&gt;Deitar ou cair.&lt;br /&gt;Ela acha o que? Que pode me manipular?&lt;br /&gt;Pois desatei os nós. &lt;br /&gt;Enfilerei as razões pra deixá-la para todo sempre.&lt;br /&gt;Seu rosto expressava franqueza obtusa e um&lt;br /&gt;Arrependimento frouxo, cínico, &lt;br /&gt;Começou a rir um sorriso cúmplice&lt;br /&gt;De uma cumplicidade que eu alegava não ter.&lt;br /&gt;Deixei-me sorrir por alguns segundos&lt;br /&gt;Mas retomei o passo&lt;br /&gt;Queria ela longe,&lt;br /&gt;De mim&lt;br /&gt;De nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia falta nenhuma daquele sorriso,&lt;br /&gt;E me bastaria dar um ponto final:&lt;br /&gt;Acabar com os ganchos, as pontas soltas,&lt;br /&gt;Os caminhos de mão dupla.&lt;br /&gt;Não pela natureza dos fiapos, &lt;br /&gt;Sim por ela não saber manuseá-los.&lt;br /&gt;Um abrasamento a me consumir,&lt;br /&gt;Nenhum receio,&lt;br /&gt;Parecia um coração parado e mudo.&lt;br /&gt;Em um instante chequei minha respiração&lt;br /&gt;Pra ter certeza que estava vivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estava vivo, &lt;br /&gt;Naquele momento só eu estava vivo em mim.&lt;br /&gt;Nada mais, nem esse verso que vos fala,&lt;br /&gt;Nem o canto triste das crianças ao relento,&lt;br /&gt;Nenhuma fome tocava minha compaixão,&lt;br /&gt;As contradições sumiram.&lt;br /&gt;Deixaram um espaço largo e vazio,&lt;br /&gt;Convincente e preciso&lt;br /&gt;Completamente, e talvez, fatalmente, &lt;br /&gt;Leal a si próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praça ao lado um tom azul escuro&lt;br /&gt;Soava ao fundo.&lt;br /&gt;Uma música triste e cafona buscou me incriminar.&lt;br /&gt;Mas não havia romantismo nenhum em estar&lt;br /&gt;Sentimentalmente abalado.&lt;br /&gt;O vento tentava levantar os cabelos dela,&lt;br /&gt;Presos, porém, pelas mãos que os prendiam,&lt;br /&gt;Em óbvio choque por minha&lt;br /&gt;Completa e infinita sobriedade.&lt;br /&gt;Nenhuma saudade.&lt;br /&gt;Nem pingo e nem rastro de desejo.&lt;br /&gt;Seu corpo parecia um corpo sem vida.&lt;br /&gt;Um astro que caiu do céu, enciumado,&lt;br /&gt;Vaidoso dos brilhos mais jovens&lt;br /&gt;Mais latentes&lt;br /&gt;Em cores vibrantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava num vácuo poético.&lt;br /&gt;E eu, finalmente, incendiado pelo meu &lt;br /&gt;Verdadeiro – embora transitório -&lt;br /&gt;Orgulho de Ser eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bruno Silva, Junho, 2011&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4346358765220167769?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4346358765220167769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4346358765220167769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4346358765220167769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4346358765220167769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/vacuo-poetico.html' title='Vácuo Poético'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4E3H2LqQzKc/Tf7FZCchG4I/AAAAAAAACLQ/c9RulzMmm94/s72-c/La_Distancia__by_loganart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2685858808893071262</id><published>2011-06-12T09:10:00.001-07:00</published><updated>2011-06-12T09:25:54.959-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Subir o Farol</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-k5L-bRInhPk/TfTmnXszYPI/AAAAAAAACLA/myiyXSv7k9g/s1600-h/farol_praia_da_concha%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="farol_praia_da_concha" border="0" alt="farol_praia_da_concha" src="http://lh6.ggpht.com/-W-s3KAC4zE0/TfTm5LMRunI/AAAAAAAACLE/dMFuyTU0uTI/farol_praia_da_concha_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="249" height="331"&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje eu não queria sentir nada disso,&lt;br&gt;queria ouvir uma música sem refrão&lt;br&gt;ver o sol no meio da madrugada&lt;br&gt;desligar todos os telefones, todos os aparelhos,&lt;br&gt;todos os pensamentos,&lt;br&gt;todas as lembranças,&lt;br&gt;um homem nú, sem memórias, perdido num horizonte qualquer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seja em Curitiba ou em qualquer lugar,&lt;br&gt;encontrar pessoas que nunca vi, na praia -&lt;br&gt;e sentir aquela conexão que sinto&lt;br&gt;e esquecer o celular mergulhado na areia&lt;br&gt;e pisar no mar. Beijar as sereias.&lt;br&gt;Subir no farol.&lt;br&gt;Ficar descalço.&lt;br&gt;Ir ao redor do farol, onde o mundo é minúsculo.&lt;br&gt;Sentar&lt;br&gt;olhar a onda assumindo sua beleza,&lt;br&gt;vê-la envolver pessoas quem não conheço,&lt;br&gt;porque tá muito longe, e não quero a nitidez dos óculos.&lt;br&gt;Jogar o óculos do alto do farol&lt;br&gt;&lt;br&gt;E de lá de cima, a brisa trazer do céu &lt;br&gt;uma estação de radio que eu nunca ouvi&lt;br&gt;e escutar uma canção que ficará marcado em mim&lt;br&gt;e dormir&lt;br&gt;e sonhar&lt;br&gt;e acordar noutro pais,&lt;br&gt;num lugar gelado, onde as pessoas só andam de casacos&lt;br&gt;e bem próximas umas das outras&lt;br&gt;e um esbarrão gera uma multidão de sensações,&lt;br&gt;vira um contato imensamente íntimo.&lt;br&gt;E que seja de noite&lt;br&gt;e que num barzinho próximo toque um blues&lt;br&gt;e gente falando &lt;i&gt;oh baby oh baby&lt;br&gt;&lt;/i&gt;e rindo&lt;br&gt;e amando&lt;br&gt;e antes dos créditos subir, &lt;br&gt;eu toque a língua na palma da mão,&lt;br&gt;quando fizer reação de surpresa,&lt;br&gt;e sentir um sal tropical na pele&lt;br&gt;e lembrar do dia em que eu só queria subir o farol. &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;09/06/11&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2685858808893071262?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2685858808893071262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2685858808893071262&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2685858808893071262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2685858808893071262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/subir-o-farol.html' title='Subir o Farol'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-W-s3KAC4zE0/TfTm5LMRunI/AAAAAAAACLE/dMFuyTU0uTI/s72-c/farol_praia_da_concha_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1987280729992447590</id><published>2011-06-09T17:29:00.001-07:00</published><updated>2011-06-09T17:34:13.104-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Nunca mais “Alone Togheter” - #SarauLetras365</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-DV5Yy3C10d0/TfFlYHd9rEI/AAAAAAAACKg/DWPxNjCJ6jQ/s1600-h/book-articleInline%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="book-articleInline" border="0" alt="book-articleInline" align="right" src="http://lh5.ggpht.com/-TgSDow66L6U/TfFlZRdeQuI/AAAAAAAACKk/Vv0uiFDDDxY/book-articleInline_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="101" height="156"&gt;&lt;/a&gt;A escritora Sherry Turkle publicou seu novo livro “Alone Togheter” (numa tradução rápida, Sozinho Juntos) pra afirmar que a vida nas redes sociais são superficiais e emocionalmente preguiçosos. E embora a autora, também psicanalista, faça um bom resumo dos arquétipos humanos e dos relacionamentos virtuais, sua assertiva pode ser considerada enganosa.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Está no horizonte próximo um projeto de aproximação de pessoas a partir da literatura e da paixão pela arte. Dentro da plataforma do Twitter, um coletivo aberto – com poetas, músicos, artistas, e sobretudo leitores – estarão juntos num Sarau para todos os gostos, estilos, sabores e você também está convidado.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-h0a8kjBffaU/TfFlaW6OLFI/AAAAAAAACKo/w8nbB6_8DRE/s1600-h/cartazsarauliter%2525C3%2525A1rio_thumb101%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px" title="cartazsarauliter&amp;aacute;rio_thumb101" border="0" alt="cartazsarauliter&amp;aacute;rio_thumb101" src="http://lh3.ggpht.com/-avUKdlhZGB4/TfFlb6UunvI/AAAAAAAACKs/6QJT-fpGCyU/cartazsarauliter%2525C3%2525A1rio_thumb101_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="529" height="317"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não há barreiras e nem fronteiras que sufoquem as vozes da literatura. Participe. Não há regras de entrada e nem procedimento de iniciação. É só escrever seus minicontos, poemas, cordel, etc e publicá-los, divulgando textos de autoria própria, e automaticamente estaremos compartilhando sensações.  &lt;p&gt;Sugestões por &lt;a href="@renanrop"&gt;Renan&lt;/a&gt; e por mim:  &lt;ul&gt; &lt;li&gt;Não publique textos de terceiros.  &lt;li&gt;Não use o espaço apenas pra divulgar seu blog.&amp;nbsp; &lt;li&gt;Não tenha vergonha do que escreves. Envie-os e aplausos (RTs) serão imediatos.  &lt;li&gt;Não publique outra coisa que não sejam textos literários, RTs e comentários durante essas duas horas: já que você vai no sarau, está lá, acredito que os outros assuntos possam ser adiados.  &lt;li&gt;Não se esqueça da data, horário e o principal a hashtag: &lt;strong&gt;#sarauletras365&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p&gt;Encontro você lá.&lt;br&gt;@justbrunos&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1987280729992447590?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1987280729992447590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1987280729992447590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1987280729992447590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1987280729992447590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/nunca-mais-alone-togheter.html' title='Nunca mais “Alone Togheter” - #SarauLetras365'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-TgSDow66L6U/TfFlZRdeQuI/AAAAAAAACKk/Vv0uiFDDDxY/s72-c/book-articleInline_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5066808786590934145</id><published>2011-06-06T20:10:00.001-07:00</published><updated>2011-06-06T20:19:17.985-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Alma dos Leitores</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ns6Eq-yoRXQ/S7YZCT_COFI/AAAAAAAAAsY/Nf9mU_KUZ80/s1600/Jovem_leitor_02.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Jovem_leitor_02" border="0" alt="Jovem_leitor_02" src="http://lh3.ggpht.com/-HcDx0sHXN9U/Te2WpdQMW6I/AAAAAAAACKY/pSBjp__QvH0/Jovem_leitor_02%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="464" height="236"&gt;&lt;/a&gt; Tinha a emoção de uma criança perturbada. Não conseguia aquietar sua natureza e não parecia fazer esforço algum para tanto. Naquele dia, em particular, chorou cachoeiras de lágrimas por ter se perdido mais uma vez na fluência de seus próprios caminhos. Estava perdida dentro de um paradigma emocional que a deixava desconcertada, infeliz e levemente indisposta a viver. &lt;p align="justify"&gt;A sua alma caminhava por um tortuoso caminho do qual não se orgulhava. Seus pés exageradamente martirizados engoliam o chão com inquietantes passadas. Ela parecia um objeto de borracha disposto a ser o que o destino propusesse. Sem conseguir enxugar os pensamentos e dirigir-se a lucidez, deixou-se encher de angústias e sofrimentos.  &lt;p align="justify"&gt;Fechada no seu canto e repleta de solidão, era a única maneira que ela experimentava seu próprio transtorno. Pegou um livro da sua cabeceira e começou a folhear em silêncio como se pedisse a Deus um verso para apascentá-la. Viu o relógio e marcava Dezessete horas. Constatou no reflexo morno do relógio, a figura de uma menina que se queria mulher. Alisou os próprios cabelos com assombro e satisfação.  &lt;p align="justify"&gt;Arregalou os olhos e aprofundou em sua própria imagem que ria com certa hostilidade de si mesma. Virou-se para o livro novamente, e abriu as páginas com velocidade num capitulo que dizia muito em poucos versos. Chorou meticulosamente, como se lágrimas alisassem sua face com uma sutileza apostólica.  &lt;p align="justify"&gt;Embriagada pelas decisões que nos escolhe, ela deixou na voz dos versos que lera, todo potencial de alternativas. O livro definiu os caminhos que ela deveria tomar. Sempre disposta a seguir o livro de sua cabeceira, a menina dos olhos preciosos e voz angelical deitou-se na borda da cama e desistiu de sua própria vida. Entregava ali a sua alma ao autor do livro. A menina dos caminhos traçados, que era metade sacrifício e metade obsessão, resolveu não esquivar-se de sentir as suas dores. Segurou o livro comprimindo-o contra o peito, olhou para o teto e sorriu febrilmente para suas convicções. Era, enfim, plena.&lt;em&gt; &lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bruno Silva&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;*&lt;a href="http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/novidades-chegandovolume-de-contos.html"&gt;&lt;em&gt;Este conto será publicado no volume de escritos intitulado de “Intimidade Entre Estranhos”.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5066808786590934145?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5066808786590934145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5066808786590934145&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5066808786590934145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5066808786590934145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/alma-dos-leitores.html' title='A Alma dos Leitores'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-HcDx0sHXN9U/Te2WpdQMW6I/AAAAAAAACKY/pSBjp__QvH0/s72-c/Jovem_leitor_02%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1199580558155643213</id><published>2011-06-02T19:30:00.001-07:00</published><updated>2011-06-04T12:44:39.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Volume de contos "Intimidade Entre Estranhos"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-sYv-3KiYEt0/TehHJFs32PI/AAAAAAAACJw/fkel64XFEZU/s1600-h/sorriso%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px" title="sorriso" border="0" alt="sorriso" src="http://lh6.ggpht.com/-h8RVtARwYjk/TehHKX7E5MI/AAAAAAAACJ0/NrZiuAUqJms/sorriso_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="314" height="236"&gt;&lt;/a&gt; Meus amigos e seguidores do blog, há uma novidade despontando no horizonte. Está em andamento a publicação de um volume de contos sob a alcunha de &lt;strong&gt;“&lt;font color="#5151ff"&gt;Intimidade&lt;/font&gt; Entre &lt;font color="#5151ff"&gt;Estranhos&lt;/font&gt;”, &lt;/strong&gt;uma homenagem aberta aos laços que fiz por essa rede, desde o blog anterior, sempre recheado de comentários interessantes e muitos leitores assíduos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;São mais de três anos de companhia e nada mais justo do que comemorar publicando os textos que mais comoveram os leitores, nessa tentativa de nos aproximar, a partir de um espaço virtual. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agradeço a consideração de todos, os comentários, os desejos de sorte, os pedidos de casamento, as promessas de morte, todas as manifestações carinhosas – e felizes – de se comunicar comigo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Grato,&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bruno Silva&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1199580558155643213?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1199580558155643213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1199580558155643213&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1199580558155643213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1199580558155643213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/06/novidades-chegandovolume-de-contos.html' title='Volume de contos &quot;Intimidade Entre Estranhos&quot;'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-h8RVtARwYjk/TehHKX7E5MI/AAAAAAAACJ0/NrZiuAUqJms/s72-c/sorriso_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7988493350254354246</id><published>2011-05-21T22:05:00.001-07:00</published><updated>2011-05-21T22:07:41.426-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>noites e delírios</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdiZhtYccJI/AAAAAAAACJg/M2jmYAicbD0/s1600-h/chuva_gif%5B4%5D.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 5px; display: block; float: none" title="chuva_gif" alt="chuva_gif" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdiZlV67trI/AAAAAAAACJk/Pcy69sGnxdQ/chuva_gif_thumb%5B2%5D.gif?imgmax=800" width="272" height="353"&gt;&lt;/a&gt; Um rapaz assobiava na beira da estrada de pedras. Reflexivo feito um jovem que volta de uma de suas noites mais delirantes. Estivera com ela. Nem foi o coito o motivo de sua vibração, foi ela, sensual em seus olhos verdejantes insinuando-lhe um olhar carnal e que dizia muito. Tudo. Infinitamente tudo. Era uma proposta de casamento aquele olhar. Mentira. Tava mais pra uma promessa de noites enluaradas até o firmamento, ao seu lado, cheirando-lhe a pele. Uma moça, completamente desvairada, caminhando pela Rua das Flores em plena madrugada. Ela era uma figura iluminada, nua e frondosa em sua inocência. Ele era só adjetivos. Todas as palavras do universo oferecidas à moça nua, que andava e cantarolava por aquela ruela amarelada e bucólica. Fez-se a madrugada, uma cúmplice do casal. &lt;p align="justify"&gt;Acordei, dias depois, com um sopapo do vento. A moça nua era um delírio. Já me encontrava encostado na mesa do bar, vacilante, papeando com um amigo daqueles que você pode sonhar, ele pensa que você está ali. “esse meu amigo anda reflexivo, pensante, quase melancólico às vezes, por isso calado”. É um elogio da parte dele, penso. Ele não se aborreceu quando contei que minhas noites não foram entediantes e que eu ainda estava com minhas fantasias. Aliás, me acenou foi um cordial fechar de mandíbulas como quem diz: “prossiga, conte”. &lt;p align="justify"&gt;Começo a descrever-lhe a cena dos deuses. A lua enfeitiçada, o pretexto do frio pra se abraçar, da chuva pra se agasalhar com a pele do outro; as mãos se aproximando numa dança trêmula e mesmo assim linda em sua naturalidade; a bebida que acabou e o gelo a restar no fim do copo. Ela apanhava o gelo do copo, tocava-o na língua e dizia, impetuosa em sua persuasão: “te desafio a me tomá-lo”. Eu a puxá-la, encostando meu queixo no dela, numa orgia de sentidos. Seus olhos a fechar, vagarosamente, diante dos meus. Seu súbito choque quando lhe tomei pelos braços e agarrei seu colo. A leveza daquele momento, a boniteza de nossa doçura se misturando, se confundido lentamente. &lt;p align="justify"&gt;Meu amigo parou e me disse como quem antecipa a narrativa, ansioso: “e os acontecimentos? Porque o que dizes não custara um minuto”, numa vulgaridade absurda que compartilhamos com estes amigos de copo. Nessas horas, lembro do velho Bukowski, arrastando pra uma frase, toda a estória. Cheia de pontos. Ofegante.  &lt;p align="justify"&gt;Então eu respondi, atirando as frases: “Abracei-a e jurei no seu ouvido, a eternidade de amor. Ela arrefeceu. Propus um lugar mais escuro, reservado, intimo. Buscamos o casaco e partimos. Andamos alguns passos entre caricias e beijos. Na surdina, os passos e os beijos são um espetáculo solitário e sonoro. ‘A madrugada é mesmo uma cafetina’, disparou ela num surto de genialidade. Acelerou meu peito aquela palavra. Madrugada... Dois passos, e chegamos ao lugar perfeito. Enrolados pela areia da praia que mesmo fria, ardia os sentidos. Uma onda estourou próximo a nós. Beijamo-nos e amamo-nos. Como que pela última vez. Morremos ali, abraçados, desnudos e felizes. Metaforicamente, ... eu acho”. &lt;p align="justify"&gt;“E agora?”, disse o amigo. Respondi: “Dizem as más línguas que agora ela passeia nua pela Rua das Flores. Feito um fantasma aos delírios, entoando um canto misterioso. Um fantasma de pele frondosa e cabelos esvoaçantes contra o vento. Seu nome é Ofélia”. Parei e sorri. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7988493350254354246?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7988493350254354246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7988493350254354246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7988493350254354246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7988493350254354246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/05/noites-e-delirios.html' title='noites e delírios'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdiZlV67trI/AAAAAAAACJk/Pcy69sGnxdQ/s72-c/chuva_gif_thumb%5B2%5D.gif?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6344056890718077866</id><published>2011-05-15T17:06:00.001-07:00</published><updated>2011-05-15T17:54:15.309-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Somos só Garotos.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdBqeYitF_I/AAAAAAAACJQ/4rxwr6AQxBI/s1600-h/namorados-1%5B10%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="namorados-1" border="0" alt="namorados-1" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdBqgemxL_I/AAAAAAAACJU/sNpzzQVKv9g/namorados-1_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="376" height="278"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;- Advertência: Texto com teor considerável de romantismo. Respeite o silêncio.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;Há tempos que garotas e garotos não podem se ver descritos nas canções interpretadas por &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9uaRTLQo8wU"&gt;Paula Toller&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hFJljUyEJ3c"&gt;Leoni&lt;/a&gt;. Muitas características que se atribuía, na solidão dos conceitos, aos meninos, hoje estão distribuídas em moças e rapazes indistintamente. E a afirmativa de que meninas são tão mulheres parece se inverter, num encanto de Conto de Fadas para adulto cujo Lobo Mal devora (agora com outras conotações) a Chapeuzinho Vermelho (qualquer semelhança com o novo filme Garota da Capa Vermelha é mera e infeliz coincidência – afinal, parece tosco o roteiro, quiçá a película feita pra angariar bilheteria)... Mas eu divago, então voltemos.  &lt;p align="justify"&gt;A minha questão é que, levou-se tanto tempo discutindo diferença entre homens e mulheres, de natureza física, psicológica, e etc, numa guerra dos sexos sem fim, que, na atualidade, como não era de se esperar, pode-se, sem esforços, captar ingredientes “masculinos” numa donzela – de rosto rosado, com as pálpebras alongadas num labirinto de sedução e ternura – para isso basta deitar-lhe um copo de alguma bebida garganta adentro, para delírios dos que só conseguem as moças já encharcadas de álcool, e para a transfiguração de gênero acontecer. Estou sendo simplista, claro. Mas todo texto que manuseia arquétipos e estereótipos pecam na mesma medida.  &lt;p align="justify"&gt;É que séculos e séculos de lutas desbravadas na busca de um olhar demorado e um lugar ao sol fez (algumas) mulheres não só rejeitar o seu papel escalado nessa sociedade machista e patriarcal, mas desejar, num misto de rancor e rivalidade, o papel masculino de procurar a presa, enfiar nela uma estaca, sangrar-lhe a carne, desocupar-lhe o sangue e numa bravura infinitamente infantil, sentir-se majestosa em seu feito (qualquer comparação com a procura de “romance” nas festas modernosas é mera e ficcional coincidência). A essa altura eu já perdi a moderação, muito embora o leitor atento sabe que não estou me dirigindo contra as conquistas largamente merecidas pelas mulheres no mercado de trabalho, o direito a dignidade, o respeito de toda sociedade e a igualdade sem hipocrisias. Mas sim da capacidade dessas mulheres serem insensíveis como qualquer homem é capaz de ser. E estou tentando desfazer a escora que algumas garotas se encostam quando se sentem machucadas, feridas ou subestimadas. A escora assentada no simples fato de serem mulheres, o sexo frágil.  &lt;p align="justify"&gt;O caso é que todos nós somos sexo frágil. Elas apenas exercem essa fragilidade com uma beleza por vezes ingênua. Aparentemente. Em sua beleza paira uma inocência que só os puros de coração (e eu – amante confesso da alma feminina e apreciador de seus temperamentos) pode enxergar. Meio tortamente identificamos, claro, equivocado, quem sabe. Mas é uma inocência que, infelizmente, não mais se faz em absoluto. E geralmente está escondida sob o manto vermelho do desejo de ser forte e inatingível. A psicologia explica o fato, diz que criamos a todo instante barreiras e camadas que nos distancie do outro, por razões das chagas que acumulamos ao longo da vida.  &lt;p align="justify"&gt;Mas sabe, queridas mulheres, há homens que são diferentes destes que te provocaram feridas. Alguns se envolvem ainda, sabia? Alguns se entrelaçam no nó natural da saudade fingindo fortaleza pra deixar suas companheiras seguras e aconchegadas em seus braços, e nem todos, repito, nem todos, querem apenas usar de vocês. Alguns querem sim. Mas algumas também querem sim, apenas utilizar de nós, homens, exprimidos em nossa macheza, limitados pela potência que devemos expressar, pela insensibilidade que – segundo algumas mulheres – a conquista sexual exige. Nós queremos ser amados, sim, amados. E nos “engostosamos” pra isso. Queremos crescer os nossos braços – para poder sustentá-las neles, nossa voz é grave para roçar-lhes os ouvidos. E é para isso que vivemos, para cortejá-las eternamente aceitando qualquer maçã de suas esbeltas mãos, pela simples razão de que não conseguimos viver sem vocês.  &lt;p align="justify"&gt;Isso não basta para que vocês nos olhem, sem que em nossos olhos enxerguem a mácula do interesse vazio? Será que precisaremos de mais quantos anos para descobrir que não somos rivais, e sim, nada mais que isso, peças atrativas de um mesmo jogo, hem? Nos respondam. Quando vocês vão descobrir que nessa brincadeira de romance, somos nós que não resistimos aos seus mistérios? Porque pertos de uma mulher, como nos diz a canção, somos só garotos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6344056890718077866?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6344056890718077866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6344056890718077866&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6344056890718077866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6344056890718077866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/05/somos-so-garotos.html' title='Somos só Garotos.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TdBqgemxL_I/AAAAAAAACJU/sNpzzQVKv9g/s72-c/namorados-1_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7668438733693686992</id><published>2011-05-07T14:06:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T21:17:23.291-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Bin Laden e o espetáculo da morte.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcW0acGhhtI/AAAAAAAACIo/wsHBlwd0Vv4/s1600-h/violencia1%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="violencia1" border="0" alt="violencia1" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcW0bKi9ZBI/AAAAAAAACIs/PN7Lf84n5m0/violencia1_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="337" height="253"&gt;&lt;/a&gt; Quando eu penso em violência e direito a defesa, me vem o relato simples e intrigante de uma amiga que recebeu um tabefe de sua mãe, antes de ter pronunciado qualquer palavra de confissão ou defesa. Uma tapa que ecoa no seu espírito até hoje - por algo que não fez – e ao lembrar-se disso, ela me conta, traumatizada, e ao mesmo tempo elevando suas mãos ao rosto com doloroso arrependimento de não ter feito o que lhe haviam acusado. Sua mãe não deu a ela sequer a benção de uma suposição negativa. Graças ao ódio promovido pela intransigência. Nesse, e em outros contextos, a violência deve ser repensada, seja em conflitos familiares ou em grandes episódios policiais.  &lt;p align="justify"&gt;O que se vê no enredo acima são lágrimas decorrentes da falta de diálogo. Um conceito que deveria ser popularizado, discutido em mesa de bar e levado para o nosso cotidiano. Falando em bar, noutro dia, o dono de um me contou algo que merece espaço aqui. Em Aracaju há dezenas de terreiros de candomblé. Até aí tudo bem. Comentava o senhor, que alguns anos atrás havia testemunhado o mais espantoso sacrifício que se tem noticia no solo aracajuense. Numa encruzilhada silenciosa de Aracaju, havia a atrocidade de centenas de carneiros empilhados e apodrecidos, num mar de sangue e barbaridade. Eu acho tão estranho essas coisas. Mesmo quando lia na Bíblia Sagrada a ostentação de um carneiro decorando a porta de alguma casa, simbolizando o processo de purificação perante a Deus, havia em mim mais comoção e estranheza do que devoção. O sacrifício da morte me parece clássico e fatal demais, quando não é a apresentação litúrgica em seu sentido figurado. A morte física é uma entrega irrecuperável. O senhor terminou o relato com a expressão em choque, os olhos acesos e um semblante próprio do mistério das coisas. Me solidarizei e ao mesmo tempo busquei conforto naquele rosto incendiado de horror por saber dessas práticas impiedosas. Senti que não era o único.  &lt;p align="justify"&gt;Todo conforto, porém, se desmantela quando penso que nos últimos acontecimentos, a morte tem sido glorificada. Morreu um velho oriental de barba, adepto ao islamismo, responsável por um episódio de muito terror nos Estados Unidos. Morreu Osama Bin Laden, e não com o brilhantismo escatológico das mortes clássicas retratadas em Vigiar e Punir, de Michel Foulcaut: crucificado, queimado, despedaçado e seus membros distribuídos por toda a cidade puxados por quatro cavalos, um para cada lado. Morreu de alguns tiros e as balas cravando-lhe a sentença prévia e inapelável de sustar a vida nos mesmos moldes cruéis que o terrorismo utiliza. Mas sobra-nos ter convicção de que a morte de um líder fundamentalista não extingui, finalmente, que essas práticas continuem sendo cometidas, mas, por outro lado, pode até acender mais o ódio fanático de quem mata pra provar que seu argumento está correto.  &lt;p align="justify"&gt;A morte de Bin Laden, que pode significar a reeleição do aclamado – e pop – presidente dos Estados Unidos, Obama, é também lamentável sinal de que o ocidente ainda precisa evoluir muito pra operar a democracia nos seus desígnios humanistas e humanizadores. Não defendo as práticas terroristas de isoladas facções, nem dos companheiros ideológicos do Osama Bin Laden, porém, se tanto pregamos a prevalência de um regime democrático por todo o mundo, um regime que se diz garantidor das liberdades individuais, do respeito mútuo aos que nos são estranhos, esse regime tem que, no mínimo, mostrar coerência e oferecer aos que viole as determinações democráticas ou a própria dignidade humana, a subordinação de um processo judiciário internacional e esperar que, apenas dele, surja uma resposta ao conflito. E aí sim imputar uma sentença ao condenado, como manda o figurino jurídico dos Estados Unidos da América.  &lt;p align="justify"&gt;Muito embora, o que vemos nos últimos fatos é a velha e conhecida postura de sair pro abraço, televisionado amplamente como reação de apoio a missão contra Osama. Alegrar-se com o fenômeno da morte do inimigo de forma bárbara – e quanto mais bárbara melhor, pois os detalhes da operação são aguardados com aplausos e louvor, num circo de horrores abominável. Este pode ser um vestígio pra desencadear uma nova guerra ao terror, nascida da violação territorial do Paquistão. A violência e morte são para mim elementos fatais demais pra responder qualquer conflito. Seja na violência da filha esbofeteada sem direito a uma palavra ou no cinematográfico fim do sanguinário Osama - sem ter podido se render – esses fatos não nos prova que há beneficio humano suficiente nas praticas ocidentais que diferem dos países islâmicos, cujos comportamentos nós nos acostumamos chamar de “violações a dignidade da pessoa humana”, mas que parecem peculiares a toda raça humana, indistintamente. Podemos ser cruéis, isso é óbvio, mas escolher não ser violentos é uma decisão, sobretudo, de respeito.  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Bruno Silva&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7668438733693686992?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7668438733693686992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7668438733693686992&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7668438733693686992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7668438733693686992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/05/bin-laden-e-o-espetaculo-da-morte.html' title='Bin Laden e o espetáculo da morte.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcW0bKi9ZBI/AAAAAAAACIs/PN7Lf84n5m0/s72-c/violencia1_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3906215162262668684</id><published>2011-05-04T18:25:00.001-07:00</published><updated>2011-05-04T18:25:25.300-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'>Loucos e Santos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcH8fliekqI/AAAAAAAACIg/a3jZ7t4tq-g/s1600-h/Faculdade%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Faculdade" border="0" alt="Faculdade" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcH8g2ecB_I/AAAAAAAACIk/N6zsg63kK_k/Faculdade_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="224" height="267"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. &lt;br&gt;Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. &lt;br&gt;A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. &lt;br&gt;Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. &lt;br&gt;Deles não quero resposta, quero meu avesso. &lt;br&gt;Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. &lt;br&gt;Para isso, só sendo louco. &lt;br&gt;Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. &lt;br&gt;Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. &lt;br&gt;Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. &lt;br&gt;Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. &lt;br&gt;Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. &lt;br&gt;Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. &lt;br&gt;Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. &lt;br&gt;Não quero amigos adultos nem chatos. &lt;br&gt;Quero-os metade infância e outra metade velhice! &lt;br&gt;Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. &lt;br&gt;Tenho amigos para saber quem eu sou. &lt;br&gt;Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://pensador.uol.com.br/autor/Oscar_Wilde/"&gt;Oscar Wilde&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3906215162262668684?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3906215162262668684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3906215162262668684&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3906215162262668684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3906215162262668684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/05/loucos-e-santos.html' title='Loucos e Santos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TcH8g2ecB_I/AAAAAAAACIk/N6zsg63kK_k/s72-c/Faculdade_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3273478165516650804</id><published>2011-04-27T18:32:00.001-07:00</published><updated>2011-10-26T07:03:43.499-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A finitude da vida e baladas de Seu Jorge</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TbjDik-Tz5I/AAAAAAAACIY/GVelLeUAHV0/s1600-h/Seu_Jorge_Coachella%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="Seu_Jorge_Coachella" border="0" height="209" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TbjDk2HBW8I/AAAAAAAACIc/gC0JXO7olt4/Seu_Jorge_Coachella_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" style="border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: 0px; display: block; float: none; margin: 0px auto 5px;" title="Seu_Jorge_Coachella" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Seu Jorge fez show em Ilhéus, no sábado passado. É mesmo um espetáculo mágico, ardente e poético. A voz grave e enfeitiçada do intérprete desafia qualquer molejo, swing e sacode a alma. É um show pra vibrar de alegria, se emocionar, e também inspirar o romantismo dos casais, enfim, agrada a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prejudicado das vistas, sem poder vê-lo nitidamente - pela falta de óculos -&amp;nbsp; ainda assim foi um show pra se sentir incluido numa raça humana doce, respirando justiça social,&amp;nbsp; limpando o empoeirado amor entre os povos, e uma chance impactante de ter sob seus olhos, a certeza de alguém que veio de lá do morro e alcançou a fama internacional. Pra ser mais claro: alcançou a fama como um grande artista, e não é todo mundo que tem essa sorte. Mas será sorte, talento, carisma, ou uma mistura genuinamente brasileira que deu certo em Seu Jorge? Eu acredito que seja essa miscenação que tornou a poesia do intérprete de "Burguesinha", o maior sucesso. Não é um “malandro” jeitoso que vende um suposto espirito de favelado vencedor de obstáculos como a discriminação, o estigmatismo e o forçado anonimato geográfico. E sim um cara marginalizado que desbravou o asfalto, tocou no olimpo do circuito artistico e veio pra ficar, com seu jingado fatalmente doce. Essas são as coisas que fazem o presente ter o gosto de minutos finais.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo aquela atmosfera que Seu Jorge inventava, no absurdo de sua poesia jingada, jingosa, gulosa, transmitia a doce finitude da vida, sim, mas não parou por aí. Tenho que narrar um fato acontecido depois do espetáculo que não passou alheio aos meus frágeis olhos - porque a finitude torna tudo, inclusive a visão, frágil. Estava eu, por volta das sete horas da manhã, aguardando o carro que nos levaria de volta a Itacaré, quando, num sobressalto, chega à mim a imagem de um senhor, acompanhado de sua familia, desabando ao chão, trêmulo. O homem começa a se contorcer, a lingua o impedia de respirar, convulso e estanque, ele foi se desmanchando, perdendo a cor - como também a vida nos seus segundos finais, e sob o tormento de pequenos e sucessivos desmaios.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Instalou-se, “ao som das dilacerantes sereias da ambulância”, aquele misto de tensão e desespero por parte dos familiares e de quem assistia, expectadores familiarizados com a morte, mas contraditoriamente ainda surpreendidos por ela. A morte nos intriga, né? Não apenas a passagem para o mundo que virá - se virá! - mas a antecipação da ausência, a angustia da perda, o desconsolo, o despreparo. Tentei auxiliar de alguma forma, ao menos concedendo solidariamente alguma segurança à mãe daquela familia, que saltitava de impotência e pressentimento. O medo da morte deseja nos engolir... mas ainda mais brava e latente é a própria morte avizinhando nossos conssanguíneos. Se o leitor já perdeu alguém sabe disso. E deve saber também como salta da própria morte, dialeticamente, a lição de viver, cada vez mais, cada vez melhor... E é quando testemunhamos fatos como esse que me defronto com a declaração que John Donne fez acerca dos homens, que nenhum deles era uma ilha, isolada, autosuficiente. Pelo contrário, “a morte de qualquer homem nos diminui por que fazemos parte da humanidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado alguns minutos e o senhor já sob os cuidados médicos, me pego acreditando que não é incompatível sentir tamanha alegria e tamanha angústia numa noite só. O homem já socorrido, sendo levado pelos enfermeiros - respirando melhor na insistencia de viver - e a sua esposa que estava aflítíssima há pouco, agora louvando a um Cristo que morria por ela naquela mesma data, domingo de páscoa, para expiar suas dores, seu sofrimento, suas lamentações... Todos já com os ânimos mais serenos, numa calmaria apascentada pelo recurso medicinal - que no fundo sabemos ser paleativo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chegava a minha hora de trafegar mais uma vez, solitário, milagrosamente feliz, por essas estradas falsamente calmas, falsamente tranquilas, que são - nada mais nada menos - os caminhos da vida que percorremos todos dias, tomando curvas desastrosas ou deixando a vida tropeçar nessas pequenas epifanias, alertos de que podem ser esses os minutos finais. Naquela hora, mirando o sol renacer - ou seria ressucitar? - a cidade de Ilhéus se acender, o mar azul erguendo bem alto os sonhos; os amores ocupando o coração dos apaixonados no despertar silencioso, desejosos de que aquele alvoreçer dure uma eternidade; foi então que lembrei dos versos verdejantes de Seu Jorge, e percebi como pode ser fugaz viver.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3273478165516650804?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3273478165516650804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3273478165516650804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3273478165516650804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3273478165516650804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/04/finitude-da-vida-e-baladas-de-seu-jorge.html' title='A finitude da vida e baladas de Seu Jorge'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TbjDk2HBW8I/AAAAAAAACIc/gC0JXO7olt4/s72-c/Seu_Jorge_Coachella_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1888973811895924624</id><published>2011-04-23T11:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T11:14:20.882-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Letras Chorosas</title><content type='html'>Quantas vezes&lt;br /&gt;Chorei&lt;br /&gt;Sem ter chorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sabia rezar&lt;br /&gt;Em silêncio&lt;br /&gt;E também gritar&lt;br /&gt;Em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia medo de &lt;br /&gt;Pronunciar o sofrimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mais seguro&lt;br /&gt;Escrever&lt;br /&gt;E registrar nos poemas&lt;br /&gt;As tantas vezes que não&lt;br /&gt;Chorei em lamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1888973811895924624?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1888973811895924624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1888973811895924624&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1888973811895924624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1888973811895924624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/04/letras-chorosas.html' title='Letras Chorosas'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2098372263344314351</id><published>2011-03-31T20:52:00.001-07:00</published><updated>2011-03-31T21:02:45.680-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Corre a letra no papel</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TZVL2loGlWI/AAAAAAAACIQ/j7e65yP_nGc/s1600-h/moinho-de-vento_867_1024x768%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="moinho-de-vento_867_1024x768" border="0" alt="moinho-de-vento_867_1024x768" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TZVL4bMabqI/AAAAAAAACIU/q5ChXGby_Ek/moinho-de-vento_867_1024x768_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="415" height="311"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vento, &lt;br&gt;espalhe-se na palha &lt;br&gt;dos meus pensamentos.&lt;br&gt;Reúne envolto de uma nuvem &lt;br&gt;fria, os meus lamentos.&lt;br&gt;E sacode a peneira fina dos&lt;br&gt;acordes entoados em &lt;br&gt;vã melodia pelos&lt;br&gt;seus e os meus inventos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lágrima escorre.&lt;br&gt;Corre.  &lt;p&gt;Um punhado de letras a ferir&lt;br&gt;e a encastelar a brancura &lt;br&gt;de pedaços avulsos de papéis&lt;br&gt;picados;  &lt;p&gt;Os censores estão soltos:&lt;br&gt;Seus pés batem com avidez&lt;br&gt;Na locomotiva de minhas ideias  &lt;p&gt;Sons agudos.  &lt;p&gt;Mãos sonolentas apalpam e pregam&lt;br&gt;no retalho de folha solta,&lt;br&gt;uns rabiscos.  &lt;p&gt;Nasce a ideia em seus garranchos&lt;br&gt;e suas garras aparentam&lt;br&gt;o vigor silvestre de um menino &lt;br&gt;a correr o lápis no papel,&lt;br&gt;perseguindo, sem saber,&lt;br&gt;onde irá chegar.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2098372263344314351?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2098372263344314351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2098372263344314351&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2098372263344314351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2098372263344314351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/03/corre-letra-no-papel.html' title='Corre a letra no papel'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TZVL4bMabqI/AAAAAAAACIU/q5ChXGby_Ek/s72-c/moinho-de-vento_867_1024x768_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4946155130609190817</id><published>2011-03-22T19:34:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T21:43:36.303-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>vinte quatro horas</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/munizphotos"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 10px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="24 horas" border="0" alt="24 horas" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TYlcSsqc-_I/AAAAAAAACHs/SmOPSNs-I_0/24%20horas%5B8%5D.png?imgmax=800" width="435" height="289"&gt;&lt;/a&gt; O menino deixa-se na varanda, no verde campo.&lt;br&gt;a mãe, dozes horas seguidas, tricota uma camisa de lã&lt;br&gt;no alto de sua máquina, com um par de óculos que,&lt;br&gt;da janela, enxerga todo quintal esprimido por sua miopia.  &lt;p align="center"&gt;Em seguida, um fenômeno torna aquele um cenário de crime.&lt;br&gt;um carro, desgovernado e tristemente vermelho, sobe&lt;br&gt;o acostamento, entra na varanda, rouba o verde&lt;br&gt;e espreme o menino no poste, o corpo é deixado ao vento.&lt;br&gt;vê-se o susto com que a mulher encara os próprios óculos. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;o menino jorra, &lt;br&gt;a mãe espreme nos óculos a imagem de uma tragédia,&lt;br&gt;o carro, em rubro rutilante, se deforma.&lt;br&gt;numa fração de segundo, faz-se o fato. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;o menino pára, feito o mundo, debruçado no chão.&lt;br&gt;a mãe, a olhar sem lágrimas, limpa&lt;br&gt;as lentes dos óculos como quem irá examinar o fato,&lt;br&gt;bate na máquina e termina de tricotar sua camisa de lã,&lt;br&gt;por doze horas seguidas.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;(Bruno Silva)    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4946155130609190817?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4946155130609190817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4946155130609190817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4946155130609190817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4946155130609190817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/03/vinte-quatro-horas-seguidas.html' title='vinte quatro horas'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TYlcSsqc-_I/AAAAAAAACHs/SmOPSNs-I_0/s72-c/24%20horas%5B8%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8924465363773924151</id><published>2011-03-12T16:07:00.001-08:00</published><updated>2011-03-12T16:08:08.172-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>olhares e delírios.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O verão.&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;Verão. Era uma daquelas tardes de dezembro imersas de expectativas. Voluntariamente ou não, o fato é que todo mundo deseja viver algo de novo no verão. O verão trás uma tranquilidade insuportável. As pessoas se sentem mais saudáveis e incontáveis são as tentativas frustradas de repaginar a rotina. Embora, no caso que agora pretendo expor sucedeu diferente. &lt;p align="justify"&gt;O jovem Ray sabia em que tédio estavam metidas suas merecidas férias do colegial. Acabara de vencer a primeira etapa dos estudos e então partia pra um nova fase de sua vida que imaginava diferente de tudo que já viveu. Logo veio a decepção. As pessoas são, em qualquer estágio ou fase, desinteressantes. Sonham pouco e contentam-se com os resquícios de novidades que lhes restam. Não, não sou eu que digo isso, foi o que constatou ele no primeiro verão após seu ano de entrada no colegial. As meninas agora tinham peitos. E podiam fazer deles mais que antes. As funções eram tantas, pensava, inconformado de não saber todas. Satisfizera sua primeira relação sexual logo na segunda semana de aula, e no verão, já estava apto a conhecer o verdadeiro amor. Sabia-se uma pessoa difícil de arquear sentimentos mais nobres pelas meninas, mas faria dessa, uma tarefa veraneia imprescindível.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Novos horizontes.&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;Morava na Rua Antonio Jorge, bairro de classe média da Capital baiana. Por mais que tenha se exaustado daquela casa infame e tediosa durante as aulas, nas férias, quando seus amigos voltavam do campo, das plantações e dos lugares onde se podia encontrar trabalho, aquela era uma casa radiante. Proporcionava-lhe deliciosas tardes de sol, praias, e bons ventos que sacudiam as cortinas recém colocadas pelos seus tios. Esqueci de dizer: morava com os tios, mas é uma parte desinteressante e por demais intima pra se discutir nos primeiros assopros. &lt;p align="justify"&gt;Aquela era um verão qualquer, de sua amargosa vida. Nem suspeitava Ray que estava prestes a conhecer algumas sensações heterogêneas que nunca, se quer, pressentira. &lt;p align="justify"&gt;O batuque do bar ao lado de sua casa o chamou a atenção. Foi conferir, ainda sem apreciar o samba que se fazia por lá. Era uns versos de um moço chamado Noel Rosa, na doce voz de uma cantora regional. Nunca havia percebido as batidas de um pandeiro tocadas tão poeticamente. Gostava da poesia do dia. Dos raios solares, destacava versos e mais versos, alegres, tristes, solitários, e agora estes malandros versos que deslizavam dos raros acordes e pousava sobre as fenomenais pernas de uma garota, como num ritual faraônico.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;A garota.&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;Era delirante como galopeava sobre o chão rústico de Salvador uma moça daquele jeito. Loira, corpo bronzeado, usava um tomara-que-caia laranja, uma saia colada irreversivelmente no corpo, e um scarpin. Peças que nada combinaria a uma mera mortal. Mas não era mera mortal, ainda de longe, tinha certeza o rapaz. &lt;p align="justify"&gt;Sambava. Sambava. Descia como que na trajetória de uma mola de metal. No rosto um enorme óculos que deixava tudo aquilo tão esnobe, gracioso e, sobretudo, provocativo. Foi em direção ao bar, donde dançavam mais duas outras moças e um rapaz pouco jeitoso pra coisa. Gostaria de examinar mais de perto a dona, que sacolejava suave para os deuses. Oferecia os gestos e aquela dança para os deuses do ébano, só podia. Os meros mortais não veria poesia ali. A moça talvez também não. Dizem que a delicia é não se saber delicia. Verdade. Tudo na vida é assim. Lá não podia ser diferente. &lt;p align="justify"&gt;Ainda inacessível aos seus braços, Ray puxou uma cadeira próxima do balcão, sentou-se com o propósito escancarado de fitá-la, desvendá-la, descobrir de quem se tratava aquela estonteante gazela. &lt;p align="justify"&gt;Inalterável, sorrindo agora com as outras mulheres, ela afinava as cordas do coração recém usando de Ray com uma sutil amostra de seu charme. Quanto a ele, o moço Ray, em seus poucos dezessete anos nunca se atrevera a estar com uma dona dessas, exaustivamente sorridente, fantasiosa, ficcional, diria. Idealizou-a: praticou o primeiro pecado. Encobriu-na de mistério: fez se o segundo sacrilégio. Era um pecador na arte de amar. Era pra tê-la chamado pra dançar no segundo ato após sua entrada no bar. Não o fez. “A canção continuava a balançar a garota, e esta, por sua vez, balançava o coração de Ray. Aparentemente as coisas continuavam do mesmo jeito. Mas algo mudou. Não se sabe o quê ainda.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8924465363773924151?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8924465363773924151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8924465363773924151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8924465363773924151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8924465363773924151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/03/olhares-e-delirios.html' title='olhares e delírios.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5791873534415321645</id><published>2011-03-01T18:07:00.001-08:00</published><updated>2011-03-01T19:33:24.845-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O frio nos deixa próximos.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Daniel sobe a Avenida Rio Branco, perplexo, sem conseguir esconder a alegria, talvez satisfação de algo que cometera há alguns minutos quando saíra dos escombros de um prédio na Rua Azul, aflito mas com esse sorriso congelado no rosto desde então, irretocável.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Logo mais a frente, um banco de praça debaixo de uma luz amarela quente, capaz de iluminar tudo quanto sob ela estiver. Ele andou devagar e sentou-se, ainda incontido, esboçando a metade do sorriso que portara segundos atrás. Em sua redondeza, vultos de pessoas, alguns sons inexprimíveis e um mundo completamente confuso querendo ser desvendado. Passa outro rapaz, andar espaçado, magro, talvez pálido de medo – daquela praça jazia sempre o perigo iminente de ser roubado – e era tarde, qualquer medo é manifestação de apego pela vida. O rapaz senta-se no mesmo banco que Daniel, como que esperando a hora do encontro, a essa hora já se arrependia de ter marcado num lugar tão inóspito e possivelmente violento. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;A noite ardia com sua lua azulada, quase que completamente alagada, muito embora, igualmente as coisas da vida, não satisfaria ninguém que, por ventura, apreciasse uma lua cheia. O ruído dos prováveis passantes se suspendeu. Arremessou-se o silêncio das noites turvas. Os dois rapazes se examinaram, desconfiados, e acenaram alguma cordialidade civilista dos nossos dias. Mas tudo milimetricamente calculado. Pensamentos vão-se e vêm-se, e nada de agradável ou interessante ocorre em trintas minutos.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Reparando o avançar das horas, um deles – creio que Daniel – fez a seguinte abordagem ao rapaz de seu lado:&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Você conhece o sujeito, vira amigo dele, ocupa centenas de horas conversando com ele sobre os mais indiscriminados assuntos pra dez anos depois não receber se quer a consideração de sua presença... – disse, assentindo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Desculpe, falavas comigo? – interrompeu quem o leitor poderá chamar de Israel. – eu não ouvi quase nada, estava desconcentrado, refletindo sobre como esse lugar é pavoroso. – falou, diminuindo o som da voz até inundar o ambiente de silêncio.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;O silêncio se refaz às custas do medo e do perigo iminente. Um grupo de rapazes passava sustentando em seus braços, uma moça desfigurada e nua. Todos os elementos de uma trama estava ali, mas ninguém podia juntar as peças a não ser você, caro leitor.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Eu posso afirmar que esse mundo está perdido, e estamos todos desolados, sem ninguém que se possa confiar – disse Daniel com uma mistura de fúria e indignação.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Eu detesto os homens, são fúteis, vis, cruéis, cretinos – concordou Israel, inconsolável.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Daniel checou de ponta a ponta o sujeito, como quem sente certo temor de existir. Dizia em pensamento: eu hem, sujeito mais estranho esse. Fala como se derramasse palavras ao vento, sem qualquer senso ou sentido. Deve ser um desses comunistas.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Poxa, os são mesmo – disse Daniel mentindo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Não, o problema é que você nunca está convencido de que a humanidade não presta. É um certo sentimento ou instinto da natureza de ser homem, sabe? Covarde, mesquinho. Somos, não somos? – replicou Israel, escarrando de nojo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Você deve saber do que está falando, como se chama? – pigarreou, procurando intimidade.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Eu não lhe conheço, como direi meu nome. – repreendeu Israel sempre na defensiva.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Desculpe, não te perturbo mais – assentiu Daniel, arrependido.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;O silêncio e o frio se incubiram de reaproximá-los, ambos tão alheios àquela madrugada. Aguardavam algo ou alguém que nenhum leitor até então sabe. Quer dizer, sabe o leitor que todos esperam a morte enquanto usam de suas vidas. Mas isso não nos basta. Passou finíssimos dois minutos até eles reocuparem o espaço do contrário do silêncio. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Sabe, eu fui grosso porque geralmente tenho medo de implacar uma intimidade que não dei. – ponderou Israel, com o olhar absorto.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Eu fui invasivo também, não costumo ser assim, mas sua fala entrecortada de indignação me pareceu intrigante.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Tá. Me chamo Israel, moro a duas quadras daqui e lido com a vida da maneira mais saudável possível.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Sou Daniel, advogado e mantenho um escritório aqui próximo, tenho cara de novo, mas já vivi até demais.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Que é isso, rapaz. Deixe de fracasso, você tem ar de promissor.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- A depender da área, até sou. Mas não confio muito nas pessoas, e acabo por não me satisfazer com elas. Nenhuma delas. Perdi contato com a família, meu casamento chegou ao fim e os meus amigos estão dentro dessa caixa – abrindo as mãos via-se um maço de cigarros, segurou na outra mão um isqueiro e acendeu com habilidade um deles – vivo anestesiado da vida, sem poder ocupá-la toda por conta dos meus objetivos profissionais. Você é medico?&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Não, os trajes brancos não são nesse sentido. Eu sou engenheiro, uso meu tempo pra construir a morada dos homens.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Nada disso, a morada dos homens são os vícios – interrompeu Daniel, irredutível, expulsando nuvens de fumaça da boca.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Você se importa com os vícios, eu os vivo sem pensar. A humanidade os vive sem pensar. - Retrucou o outro.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Carrego em mim o peso da humanidade. Não falei, escrevo nas horas vagas. E fazê-lo é uma forma de viver meu passado. Já que dele me escorre o que ponho nas folhas e o peso parece menor.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Não gosto de escritores, os acho arrogantes e pretensiosos em suas histórias. Sempre alimentadas de alguma lição, de um moralismo torto, fúnebre, encerrado.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Concordo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Como poderia ser cordial comigo? Convirja. Argumente contra mim, caro advogado – disse Israel em tom próximo da ironia.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Não quero. Veja essa iluminação, ela produz sombras distorcidas.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- isso se dá pelo prin...&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Não me importo, quero falar das sombras. Porque elas existem independentes de qual lugar pomos a luz dos olhos? Porque tentam redesenhar o que já está rabiscado, as coisas?&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Você é um sacana, eu preciso me ir. Foi um prazer, aqui está meu cartão. – finalizou Israel ajeitando sua camisa estranhamente branca ao se levantar.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Se houver motivo eu ligo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;- Ligue sem motivo nenhum.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Ambos se distanciaram. Um para um lado o outro para outro. Caberá ao leitor imaginar o que Daniel estava fazendo antes de ir ao parque e o que Israel fazia lá. Isso não é tarefa minha. Passe bem.&lt;/font&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5791873534415321645?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5791873534415321645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5791873534415321645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5791873534415321645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5791873534415321645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/03/o-frio-nos-deixa-proximos.html' title='O frio nos deixa próximos.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2681890112063018820</id><published>2011-02-24T06:01:00.001-08:00</published><updated>2011-02-27T16:40:49.064-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O Encontro Marcado</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TWZkXpeuxEI/AAAAAAAACGg/qDeGGMUdXlc/s1600-h/77026_234%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 8px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="77026_234" border="0" alt="77026_234" align="right" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TWZkjsBypbI/AAAAAAAACGk/2fGRWbfiXtQ/77026_234_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="229" height="319"&gt;&lt;/a&gt; “Não analisa não”, dizia um deles quando era levantada uma proposta de fazer algo que, ao ser analisado, traria péssimas expectativas. Era uma palavra de ordem, uma espécie de lema que comandava o destino dos três amigos, diante do qual nenhum obstáculo se sustinha. Era um compromisso de honra: não analisar, porque do contrário surgiriam problemas, esmiuçariam motivos, previam-se conseqüências, nenhuma atitude seria possível, a vida perderia a graça.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De posse dessa lição que pode ser achada na página 80 do livro homônimo ao titulo da crônica cujo autor Fernando Sabino tenta, de maneira desordenada, amaciar o intelecto na incansável busca de sentido para frágil existência do ser humano. Obviamente falha, como qualquer outro livro destinado a tal fim. Clarice Lispector teceu comentários a respeito da obra, entendendo-a como uma história subjetiva, filmada na luz de rua, e de uma sofisticada literatura que se agacha justamente em faltar com as palavras gloriosas a que a literatura se dispõe.  &lt;p align="justify"&gt;Na &lt;a href="http://bsproducao.blogspot.com/2011/02/o-encontro-marcado.html"&gt;ultima crônica&lt;/a&gt; havia eu convidado o leitor a reunir coragem na missão de se perguntar qual o sentido de sua vida. Justamente para hoje desdizer tudo que disse, constatando que não há sentido nenhum que julgado suficiente possa cobrir todo o oco de sujeitos consumidos por uma leitura como essa, tão visceral e revolucionária, não sendo possivel vê mais os sentidos como uma proposta a perseguir. Talvez a revolução esteja amparada no simples fato da juventude se achar forte, destemida a cumprir a maior tarefa de homens que como eu, se debruçam a realizar: descobrir um sentido feérico que ocupe todo vazio que sobra depois de ler Sartre, ou até de abrir o biscoitinho da sorte no Orkut e encontrar lá uma razão que funciona para os outros, mas que para você parece mero clichê sociológico.  &lt;p align="justify"&gt;Moças e rapazes que querem aprender a fazer alguma coisa daquilo que a humanidade imprimiu ao seu destino, desde antes do ventre, como se faz a um predestinado. Estaremos todos predestinados a preencher o lugar de maridos e esposas que aguardam seus parceiros após uma cansativa jornada de trabalho? &lt;p align="justify"&gt;As palavras e os discursos se misturam como num espumoso caldeirão. O recipiente da existência que acumula além da sujeira do homem lobo do próprio homem, carrega consigo a poesia alastrada entre os canteiros das ruas; na senhora que carrega a sacola de pães pra casa; no rapaz que assobia desavisado de que a vida é um peso a se sustentar. Sem suposições ou teorias, as palavras e os discursos que se misturam nas ruas, entre a multidão ignara ou enganada, não é muito diferente desse nosso recipiente autoconsciente e falsamente intelectual. No fim, queremos sobreviver e apenas. Ter filhos e apenas. Escrever um livro e apenas. Resta Nietzsche proclamar, em toda sua filosofia encarnada puramente por ele: Ou filhos ou livros. Como se na vida, só existissem dois caminhos. E há sempre um mais largo que o outro.  &lt;p align="justify"&gt;Encontro Marcado é uma brasa viva a nos queimar e nos retirar a pele. Nele não há certezas que durem mais que um parágrafo. Nada vale nada, tudo é precário, equivoco, contraditório. O questionamento é decisivo, sincero. Não apenas lê-se Fernando Sabino, vive-se, olha-se com seus olhos emprestados, rejeita-se o sangue espirrado que jorra lá fora, e busca-se introspectar dentro da alma, distante de tudo, de todos, até mesmo de si, de suas vontades, de suas razões, para, na agonia do sentido e da direção, desvendar que há homens que não precisam de sentido, porque para eles o futuro não existe. Talvez seja isso: o amanha realmente não exista. Talvez Renato Russo estivesse certo. E todos, absolutamente todos, estejam errados. Nascemos para morrer. Não nos resta certeza mais afiada. Nessas horas, sobra-nos dizer: NÃO ANALISA NÃO.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2681890112063018820?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2681890112063018820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2681890112063018820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2681890112063018820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2681890112063018820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/02/o-encontro-marcado_24.html' title='O Encontro Marcado'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TWZkjsBypbI/AAAAAAAACGk/2fGRWbfiXtQ/s72-c/77026_234_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5547468615002772268</id><published>2011-02-16T14:57:00.001-08:00</published><updated>2011-07-23T16:41:41.304-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O que a vida significa para mim.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aG9BIy6Ko6Y/TVxaebOuaBI/AAAAAAAACGY/Dfz84haRVu4/s1600/1139168_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-aG9BIy6Ko6Y/TVxaebOuaBI/AAAAAAAACGY/Dfz84haRVu4/s320/1139168_4.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;A ideia de saber o que a vida significa para nós por si só já é intrigante e curiosa. Mas, essa ideia guarda uma grande mentira. A gente não sabe que espaço a vida toma dentro de nós. Sequer temos noção de quais sentidos queremos atribuir ao percurso de nossa existência. É um titulo ousado, obviamente, que compõe e ilustra bem o livro que ando lendo. Contos de Jack London: uma desafiante leitura, questionadora e que mitiga os valores, os conteúdos e as aparências que vestimos na vida social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma das tardes quentes de Dezembro. Estávamos nos dias derradeiros do semestre de meu curso, quando fui seduzido a fazer uma última visita a uma querida amiga. Cheguei. Beijei-a o rosto naturalmente bronzeado. Ela tem um aspecto que nos primeiros segundos já temos a informação sigilosa de que ela guarda um segredo. Há um mistério no seu olhar que visivelmente nos desmantela. Pediu pra entrar, o fiz. Pediu pra sentar, o fiz. Não se podia dizer “não” àquela voz doce, terna e, ainda assim, imperativa. Respostas negativas apenas bem acompanhadas de justificativas convincentes. E foi lá dentro e fora à procura de um embrulho, retirando de dentro da sacola um livro e solicitando uns minutinhos. Sua pressa não era aparente, mas eu sabia que ela estava pronta pra viagem e a qualquer momento seríamos interrompidos. Enquanto eu examinava suas reações, ela escrevia algo na folha de capa, uma dedicatória bonita, autêntica e sinceramente adequada. Fez-se os dez minutos como que apenas 10 segundos fossem; mantinha um olhar na minha direção, me entregando o livro e selou-me com um beijo. Agora já portara um ar de tristeza daquelas de quem se sente impedido de elaborar uma melhor dedicatória. E a superfície encheu-se de tristeza. Mas a entendi, gesticulei positivamente e agradeci, me desmontando todo. Afinal, quem não se desmancha quando recebe de surpresa um livro que promete ter sido feito pra você? Enrijeci de alegria e fui folheando pelo caminho, ainda atônito, o livro que recebera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em sua dedicatória dizia algo como “estarei de olho, e se permitir, estarei ao seu lado” Numa infinita ambigüidade. Ela dizia estar de olho como quem promete cuidados ou seria uma frase doce pra dizer que severamente estaria espiando meus deslocamentos ideológicos? Nunca saberei, isso me alegra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jack London, pode-se saber logo nas primeiras linhas, foi um jovem que aos 40 anos se suicidou com doses letais de morfina. Nas próximas linhas poderá o leitor antever os motivos de sua descrença na existência. Ainda assim, parece extremamente apetitoso, tanto quanto perigoso, perseguir a mesma trajetória. E nada melhor pra saber de onde nasceu o desejo de suicídio do que começando o primeiro capitulo que carrega nome homônimo ao titulo dessa crônica. “O que a vida significa para mim” é mais que uma reveladora fatia desse comovente livro. Nele conhecemos um jovem idealista, se descobrindo socialista, e com uma fé interminável no ser humano. Repleto de renúncias e martírios, introspecta nas qualidades do espírito que busca um sentido para continuar vivo. Busca entender razões mais significativas para além do próprio estômago. E acaba por deixar bambo o sujeito que se encarrega da leitura, “à beira do desastre” - como diria um amigo - entre precipícios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma qualidade intensa e curiosa dos livros. O questionamento inicial, a invocação de um sentimento de dúvida, e a devota vontade de nos fazer perguntar, sem resultar em respostas imediatas ou clichês vencidos: “o que a vida significa para mim?”. Cabe ao leitor não responder, mas refletir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5547468615002772268?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5547468615002772268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5547468615002772268&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5547468615002772268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5547468615002772268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/02/o-que-vida-significa-para-mim.html' title='O que a vida significa para mim.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aG9BIy6Ko6Y/TVxaebOuaBI/AAAAAAAACGY/Dfz84haRVu4/s72-c/1139168_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6133549688552048520</id><published>2011-02-09T21:18:00.001-08:00</published><updated>2011-10-12T14:50:12.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Receita para uma carta de amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TVN1Lseza7I/AAAAAAAACGA/eFvVMfvCuoI/s1600-h/cartas%20de%20amor%5B10%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="cartas de amor" border="0" height="181" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TVN1M1JtfJI/AAAAAAAACGI/YKRENY-xgz0/cartas%20de%20amor_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" style="border: 0px none; display: block; float: none; margin: 5px auto 10px;" title="cartas de amor" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que todas as cartas de amor sem exceção são ridículas não há que se negar. Ao mesmo tempo, quem nunca enviou sequer um bilhetinho embalado por uma sensação quase mística de se depositar naquelas frondosas palavras um sentimento que o papel não absorveu, mas que se reacenderá no receptor, não sabe o que tá perdendo. E não falo isso da boca pra fora. Porque da boca pra fora, o homem quando está caçando, é o cara mais romântico e apaixonado. Na impressão da presa (me desculpem as mulheres) o seu fulano é o homem mais doce da face da terra, perdendo apenas pra Bentinho, o Dom Casmurro que abandonou a prometida carreira de padre, pra se dedicar ao oficio de amar apenas uma mulher, Capitu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não se enganem porém se as palavras soarem bonitas demais, enfeitadas demais. Pra mim, a mais bela carta de amor não é uma composição lírica de letras harmoniosamente costuradas umas nas outras, como que balões flanando alto no poente. Cartas de amor precisam ser simples, certeiras e dizerem, com muita paixão, um eu te amo caudaloso. Retorno a Dom Casmurro, no capitulo “A Inscrição” que pra mim narra a mais bonita carta de amor. Diz assim: “Bento Capitolina”. Mais nada. Coisa alguma precisaria ser dita ou palavra alguma deveria fazer conexão, elogio ao amor, ou atribuição de predicados aos nomes que lá no muro estiveram cravados desde que Machado de Assis desejara escrever tal história. Ou talvez até d’antes: de suas memórias, idealizações, de todo esse molho que compõe o sentido e o valor das cartas e das histórias de amor. Pra se escrever uma carta bonita, portanto, me parece imperativo amar a quem se pretende oferecer tal devoção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E amar não é verbo hemorrágico que se conjuga na proporção de “estar”, “fazer”, sempre usado em altas medidas. Talvez apenas se ama quando se ama. Explico: talvez o amor seja tão farto que ocupe todo espaço dos outros sentimentos. Mas nem vou divagar. Falemos das cartas de amor, de como se escreve uma para nunca ser esquecido. Talvez você seja daqueles que se vale do exposto na canção “Como nossos pais”, fazendo um roteiro do que dizer:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos&lt;br /&gt;Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo&lt;br /&gt;Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa&lt;br /&gt;Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ou talvez não. Você vai pondo nos versos um cordel de delírios como que interpretando os pensamentos sinuosos a respeito do sujeito amado. E vai tentando contar o que aconteceu de mais cotidiano, e as proporções vão se agigantando, a visão aguça, o paladar atina, tudo parece convergir pra uma conversa à meia luz, no sofá de sua casa. Você está a vontade e parece deslizar as letras no papel até sentir a borda acabar e continuar na outra linha e seguidas vezes faz isso. Essa carta que fluiu, também é igualmente ótima e dá gosto lê-la. Corre e envia, antes que o arrependimento o abata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por outro lado, se a tua carta começar dessa forma: “&lt;i&gt;Teu amor acaba de infiltrar-se em mim como uma chuva tépida e encharca-me até o fundo do coração.” &lt;/i&gt;Não remeta pra quem lhe despertou a vontade de escrever. Vá fundo, termine um livro, e acabe conquistando milhões de candidatas dispostas a te alagar até o ultimo centímetro do poço. No entanto, se em suas palavras não houverem o brio e o charme de Gustave Flaubert, não ligue, o que vale é o risco, a coragem, a ousadia. Não se esqueça que não é preciso milhões de gotas pra encher um poço, é preciso apenas que uma chuva intensa e demorada o faça. E no fim, sua amada estará a sua espera sentada no sofá, com um vinho e as palavras recortadas sobre a mesa de centro. Pode concluir, você é um homem.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6133549688552048520?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6133549688552048520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6133549688552048520&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6133549688552048520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6133549688552048520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2011/02/homem-que-e-homem-manda-carta-de-amor.html' title='Receita para uma carta de amor'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TVN1M1JtfJI/AAAAAAAACGI/YKRENY-xgz0/s72-c/cartas%20de%20amor_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8739576787754189441</id><published>2010-12-21T20:26:00.001-08:00</published><updated>2010-12-21T20:26:47.055-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Na janela de MSN, ela.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;sussuros na nuca&lt;br&gt;a brisa, forte, agita&lt;br&gt;o grito, suave, respira.&lt;br&gt;o beijo, adiado, vacila.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8739576787754189441?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8739576787754189441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8739576787754189441&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8739576787754189441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8739576787754189441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/12/na-janela-de-msn-ela.html' title='Na janela de MSN, ela.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3585139921887498214</id><published>2010-12-12T20:39:00.001-08:00</published><updated>2010-12-12T20:41:09.066-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A lua como resposta</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu preciso escrever. Eu preciso reagir. Ocultar a resposta não faz bem a ninguém. Esfregá-la na cara, também não o faz. Tá. Respostar faz bem a alma do emissor, e talvez até aos estranhos que compram verdades a uma moeda. Mas a lua estava alaranjada então pra quê responder? Quais palavras a lua, tão impudicamente alaranjada, não obstrui de uma conversa? Bom argumento, amada. O senso, o lapso ou o curto circuito não me faz mal. Desde que antes que o suposto mal me ocorra, tenha-se vociferado com agressão a intimidade que nossas palavras tem umas com as outras. Eu entendo a imprudência de arrancar um sorriso senil de estranhos que compram verdades a uma moeda. ‘É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que com a ponta da espada’... Ops, Shakespeare e eu divagamos também debaixo do sol (tão imensamente alaranjado quanto à lua que nos brindou)... E nós sorrimos pros estranhos nas ruas, e não nos diminuímos com isso. Mas temos a prudência, não, não a prudência que faltara à menina da madrugada que arrancou um sorriso senil de estranhos que compram verdades a uma moeda. Mas o cuidado de entre desprender e despejar de palavras sentir-se cúmplice do interlocutor, que nos ouve e desafina, e ama e chora e lima... E ainda mais facilmente perdoa. Nem que doa. Perdoa.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3585139921887498214?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3585139921887498214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3585139921887498214&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3585139921887498214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3585139921887498214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/12/lua-como-resposta.html' title='A lua como resposta'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8063632390401578003</id><published>2010-12-11T20:46:00.001-08:00</published><updated>2010-12-11T20:46:11.648-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Pé de maças.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/bruxadementira"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="ma&amp;ccedil;a" border="0" alt="ma&amp;ccedil;a" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TQRThSilrsI/AAAAAAAACFc/but2pnpjWuQ/ma%C3%A7a%5B7%5D.png?imgmax=800" width="305" height="244"&gt;&lt;/a&gt;De repente&lt;br&gt;Um assobio de &lt;br&gt;Saudade&lt;br&gt;E ele olha&lt;br&gt;As folhas que deixaram &lt;br&gt;De circular na &lt;br&gt;Primavera e &lt;br&gt;Balança o pé de &lt;br&gt;Maciera, feliz &lt;br&gt;Pois dentro de seu&lt;br&gt;Assustado coração&lt;br&gt;Tem uma,&lt;br&gt;E apenas uma &lt;br&gt;Maça.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8063632390401578003?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8063632390401578003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8063632390401578003&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8063632390401578003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8063632390401578003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/12/pe-de-macas.html' title='Pé de maças.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TQRThSilrsI/AAAAAAAACFc/but2pnpjWuQ/s72-c/ma%C3%A7a%5B7%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7774988850595344148</id><published>2010-12-02T11:31:00.001-08:00</published><updated>2010-12-11T21:04:29.561-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A margem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: times;"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TPf0Z_UwTrI/AAAAAAAACFM/zDc7InkjJ4A/s1600-h/Afogamento%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="Afogamento" border="0" height="196" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TPf0jN8lsYI/AAAAAAAACFU/YsKMD9ZRHRM/Afogamento_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" style="border: 0px none; display: block; float: none; margin: 0px auto 5px;" title="Afogamento" width="240" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Escrevo agora para que o moço não se enforque dentro de mim. Não quero despejar ninguém atingido de dentro desse corpo otário, que dá pouca razão pra quem morre dentro dele. A tinta da caneta escorre devagarzinho do tubo sufocado de azul. Eu nunca vi sangue azul. Mas nunca vi tantas outras coisas, que azul sangue é apenas mais uma delas. Eu já vi coisas que fazem sentido, para os outros, e que eu tomo para mim, e sigo-os como se minhas convicções as fossem. Convicção é bobagem, diz o moço dentro do corpo, otário, vacilão, querendo se manifestar. Convicção é bobagem para quem não tem pernas nem braços, para quem não precisa a partir delas, se orientar. Crê então no nada que te invade e começa a expelir a morte que te envolve, para que o nada te cerque e te engula, absorva de ti o nada que te compõe, jovem rapaz. Escrevo com piedade, para que ele não morra. Mas há tanto sintomas de que sua morte se aproxima, parece rondá-lo, o dragão da morte. Talvez nem haja o que fazer para roubá-lo desse destino trágico, porque, mesmo escrevendo e relutando devolvê-lo, ele parece estar às margens de mim, e minha tinta azul o alaga como se o mar sangrento fosse. Morre afogado, o coitado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Link:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZYcd6nwZIAs/SOJWk_UJq3I/AAAAAAAAAG0/u_iSF7Of5UU/s400/Afogamento.jpg" title="http://1.bp.blogspot.com/_ZYcd6nwZIAs/SOJWk_UJq3I/AAAAAAAAAG0/u_iSF7Of5UU/s400/Afogamento.jpg"&gt;http://1.bp.blogspot.com/_ZYcd6nwZIAs/SOJWk_UJq3I/AAAAAAAAAG0/u_iSF7Of5UU/s400/Afogamento.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7774988850595344148?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7774988850595344148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7774988850595344148&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7774988850595344148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7774988850595344148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/12/margem.html' title='A margem.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TPf0jN8lsYI/AAAAAAAACFU/YsKMD9ZRHRM/s72-c/Afogamento_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2781202103526942323</id><published>2010-11-28T08:10:00.001-08:00</published><updated>2010-11-28T08:10:54.595-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'>Sobre um livro</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;Ler à noite&lt;br&gt;nesse quarto&lt;br&gt;à meia voz&lt;br&gt;metade som&lt;br&gt;metade sopro -&lt;br&gt;emprestar vida&lt;br&gt;ao livro&lt;br&gt;antes morno&lt;br&gt;sem rumor&lt;br&gt;deixá-lo que use&lt;br&gt;minha voz&lt;br&gt;me surpreenda&lt;br&gt;a cada linha&lt;br&gt;de língua inglesa&lt;br&gt;até que desalinhe:&lt;br&gt;ondula, angula-se&lt;br&gt;dobra a curva &lt;br&gt;e desaparece.&lt;br&gt;(L. Liuzzi)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2781202103526942323?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2781202103526942323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2781202103526942323&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2781202103526942323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2781202103526942323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/11/sobre-um-livro.html' title='Sobre um livro'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1424799497173289610</id><published>2010-11-22T07:19:00.001-08:00</published><updated>2010-11-22T07:19:44.293-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Da ternura incandescente</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;[…]&lt;br&gt;Minha ternura tornou-se desproporcional a mim, e nunca mais caberá apenas no meu numero. Os meus olhos esbugalhados no final da noite fixaram-se na lua indecente que banhava a noite de um azul que nossos olhos condensados tentavam reproduzir, fracassadamente. Todos esses sentimentos não me caem bem, em tanta proporção, mas eu me visto e me revisto pra possuir todos, dizia ele. Nem posso traduzi-los e me espreme aquela angustia de estar onde não deveria estar. De não ser apenas olhos e bocas, sem réguas. Nossos órgãos alinhados.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Mas os cristais dos olhos desbotam quando retidos apenas na telinha da vida donde me ocupo mais dela, do que de mim. Ela me vive. Explicitamente, às vezes só resta eu, ela e pensamentos dela. E é quando cerro as pálpebras e posso sentir sua retina e pupila gemerem por mim. E não há pronomes (nem o nós) que desafie essa nossa confusa junção.&lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Eu preciso abandoná-la. Pra eu me caber em mim.&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:d33dc7ac-56ab-46b8-8cd8-71eb7b309637" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="1ca0c733-89ac-4ad2-8370-0cabef04936d" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mb3iPP-tHdA" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TOqJ8lxt7MI/AAAAAAAACFA/NogV_XjreJ0/videoe1cbe4b7121a%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('1ca0c733-89ac-4ad2-8370-0cabef04936d'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/Mb3iPP-tHdA&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/Mb3iPP-tHdA&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="pichacoes" border="0" alt="pichacoes" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TOS5L0pOAQI/AAAAAAAACE0/HaLiVCjEH6k/pichacoes%5B16%5D.png?imgmax=800" width="461" height="248"&gt;&lt;/a&gt; Eu não teria nada pra escrever&lt;br&gt;se tivesse ciscado em outras páginas senão as tuas. &lt;/font&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;Mas tuas páginas me echem do que eu posso ser,&lt;br&gt;e ler-te é viver no futuro. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;Eu não teria nada pra viver&lt;br&gt;se tivesse seguido todas as verdades tuas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;Mas se você me vira de ponta a cabeça, talvez&lt;br&gt;e só talvez, eu tenha que me pintar no muro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;(Bruno Silva, Novembro de 2010)&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4839897935561460242?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4839897935561460242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4839897935561460242&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4839897935561460242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4839897935561460242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/11/pichacoes.html' title='Pichações'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TOS5L0pOAQI/AAAAAAAACE0/HaLiVCjEH6k/s72-c/pichacoes%5B16%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5868616534965480491</id><published>2010-11-06T20:36:00.001-07:00</published><updated>2010-11-06T21:10:19.396-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Partida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O filho chegou a casa numa tardezinha de sábado. Chovia muito e o sol se escondia por detrás das nuvens carregadas e se via quase que um arco-íris desenhado no céu. Mirando o quarto da mãe, viu uma senhora sentada sobre a cama, com a cabeça baixa, pensativa e solta no mundo enquanto penteava os próprios cabelos com pouca vontade e olhando, com melancolia, a sarjeta ou a solidão, tanto faz, a mulher encarava o chão com uma perturbadora fome de nada. &lt;p align="justify"&gt;Não bateu na porta, entrou de surpresa. A mãe olhou com uma mistura de carinho e espanto, afinal não esperava o filho numa tardezinha de sábado. Aguardaria o seu querido primogênito na manhã de segunda quando lhe iria aprontar um banquete e esperá-lo com o melhor dos sorrisos, mas não, em um sábado, justo em um sábado de tardezinha quando as coisas parecem tão pequenas e mínimas e a solidão parece crescer e tomar forma. Justo naquele sábado que o vigor lhe faltara até para fazer a caminhada matinal. E mal tinha almoçado porque não apreciava fazer a própria comida aos sábados e não teve fôlego para fazer a refeição na casa das vizinhas. Viu-se flagrada. Constrangida de estar tão exposta ao inusitado. &lt;p align="justify"&gt;Pálida e transtornada, escondeu a tristeza debaixo das dobras do lençol. De braços abertos o filho dirigiu-se à mãe com o seu sorriso mais contagiante e tomou a mãe com seus braços daquele jeito que faz as coisas terem sentido e tudo mostrar-se tão singelo. A mãe repartilhando o abraço e ainda abafando o flagrante, entregou ao abraço todo seu corpo magro e doente. O filho percebeu a fragilidade da mãe e perguntou-na o que havia que seus braços estavam tão jogados ao nada, tão... assim. A mãe queixando-se da idade disse que não era nada e culpou, ligeiramente, à tosse que lhe acometera há dias, muito embora pudesse não ser verdade. Como se não bastasse o flagrante, o filho havia notado a relutância da mãe tomar o remédio que o médico passara, e balançando a cabeça dizia que ela continuava a mesma, concordou com o filho, acenando, ainda intimidada. O filho tentou repreender aquele mal hábito e trouxe a si próprio de exemplo dizendo-se tomar regularmente umas doses para amenizar uma tosse que ele também julgava ter. Tossiu ele. Logo depois, tossiram. A mãe resistente disse que não era assunto para o agora, mandou-lhe desarrumar as coisas anunciando-lhe o apressar das horas de descanso quando enfim seu filho teria tempo para passear pelos campos e relaxar sua mente exausta de cidades e sinaleiras. O filho assentiu, e disse para que ele pudesse desfrutar toda paisagem seria necessário que a mãe levasse o medicamento à sério, propôs.  &lt;p align="justify"&gt;Foi para seu antigo quarto, desarranjou as malas, retirou as roupas da sacola, apanhou o seu melhor short e vestiu, calçou as meias e ainda pensativo como quem desarruma as malas e pensa e vacila. Pensou na saúde de sua mãe.  &lt;p align="justify"&gt;Com o pesar das horas, conseguiu dissuadí-la a consumir o medicamente, não sem que ela ditasse condições. Ela tomaria o medicamento no mesmo horário que seu filho fosse tomar os seus medicamentos. O filho disse apenas que sim, entusiasmado. E foi-se o tempo. Tomou todos os dias até que se veio a hora de despedir. Uma despedida longa, cansativa, a mãe já com os braços falidos de tanto acenar, querendo devolver aquele abraço da chegada, convidativo. Mas o filho já longe se misturando com o horizonte mirando o além e com sua mochilinha nas costas. E a mãe dando um thaul para o nada e pensando na saudade que lhe tomaria a graça e os brônquios. &lt;p align="justify"&gt;Já em casa, muito distante, o filho sentou-se na cadeira e depositou os pés em outra cadeira, viu o horário saltitar do relógio e lembrou-se do remédio. Retirando-o da bagagem, encheu um copo de água e tomou pela última vez o medicamento acreditando que sua mãe, por isso, estaria fazendo o mesmo. Sentiu-se amenizado. Sentiu-se não como um doente de tosse falsa que era, mas como um doente de distância, restaurado pelas contínuas doses do frasco da lembrança trazido na bagagem. &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;* O titulo tem vários sentidos, mas dentre eles destaco a capacidade do sentimento partir-se em vários.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5868616534965480491?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5868616534965480491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5868616534965480491&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5868616534965480491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5868616534965480491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/11/partida.html' title='A Partida'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6563764050567478330</id><published>2010-11-04T13:06:00.001-07:00</published><updated>2010-11-04T13:27:40.955-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O paraíso Itacaré se reinventa para acolher a presidenta.</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font size="2"&gt;Bruno Silva&lt;/font&gt; &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TNMSRg2XJBI/AAAAAAAACEc/eXWS3FVGYqc/s1600-h/itacare%5B10%5D.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="itacare" border="0" alt="itacare" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TNMSSTgoSMI/AAAAAAAACEg/UdnjTrUexbQ/itacare_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="405" height="305"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt; Porque as pessoas puxam saco eu não sei. Mas a visita da futura presidenta a Itacaré têm levantado motivo de sobra pra se perguntar isso. Não exatamente porque o prefeito, Antônio Mário Damasceno preparou uma moqueca de afabilidades pra agradar Dilma Roussef, além de ter fechado a entrada da cidade de laços e rosas, tudo para que nossa recém eleita presidenta tenha a melhor estadia, com o objetivo de que esses primeiros dias dela no poder sejam inesquecíveis. No caso, investir na hospitalidade e recepção é vantajoso do ponto de vista político. Tudo me leva a crê que enfeitar os aposentos da mulher mais influente do Brasil, nos últimos tempos, alteada pela revista norte-americana Forbes como a 16ª pessoa mais poderosa do mundo, é, sobretudo, um mimo político. E um exagero cafona.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Os moradores da cidade que atribuíram 74,77% dos votos a Dilma estão colhendo amoras para ofertá-la. E não é só isso, o Txai, resort que a acolheu dignamente prometeu um banho de pétalas sobre ela nessa tarde de muito calor, jogadas de um helicóptero particular que disponibilizaram pra Dilma fazer seu tour. Serão dias de muita inspiração pra presidenta, e como no filme Show do Truman, tudo parecerá limpo, agradável, irretocável. Mas nem esse momento de descanso para nossa futura presidenta significa dias melhores pra nossa querida cidade que, salva pelos feriados longos e virada de ano, tem respirado mal sua economia. Truman, vivido por Tim Carrey, anda no limite de saber o que considera real e o que foi preparado apenas pra ele. Produzido em 1998, a pelicula já antecipava os altos esforços investidos na realidade inventada, atualmente reproduzido pelos realities em favor do marketing. E agora presente em Itacaré. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Uma cidade turística também vive dessa realidade inventada. Itacaré é uma cidade altamente linda, rica em reservas naturais, com paisagens pinceladas por anjos, mas sofre na mão de alguns políticos que vê no potencial da cidade, uma forma de enriquecer suas vidas. Com uma população estimada em 17.960 habitantes, ainda padece de investimento em infra-estrutura, esporte, lazer e outras áreas, por falta de vontade política. Não existia até alguns meses, no princípio do ano, nenhuma efetiva secretaria de esporte e lazer que pudesse alimentar a cidade de eventos importantes e chamasse a atenção dos turistas para circuitos esportivos. Isso numa cidade que acumula alguns talentos dos esportes radicais, campeões do judô, campeã mundial de canoagem Marta Ferreira, etc. No papel há sim uma Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Cultura que reúne tantas funções que não consegue promover nada de destaque no terreno baiano. Uma lamentosa crise administrativa. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Não para por aí. Com um comércio atormentado pela baixa estação, Itacaré, desde 2005 vê seu contingente turístico fugindo pra outras regiões melhores estruturadas, onde o bem-estar da população está acima do cabedal de interesses pessoais da administração. Itacaré, exceto em alta temporada quando, mesmo esprimido pela multidão, em tudo parece pairar a beleza celeste, é muito mal manejada pelo prefeito que apesar de ter instalado algumas dezenas de cestas seletivas de lixo, não consegue esconder sua sujeira. E tem visto sua parcela de companheiros políticos abandonarem o barco como o próprio vice-prefeito, Rosival Oliveira, que anda afastado dele desde as acusações contra o prefeito de desviar verbas federais, mais precisamente da merenda escolar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TNMSUTzfMpI/AAAAAAAACEk/uVw0wdixEDQ/s1600-h/dilmarousseff%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="dilmarousseff" border="0" alt="dilmarousseff" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TNMSVh__PVI/AAAAAAAACEo/n5cEZHuIw3A/dilmarousseff_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="299" height="201"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt;No final, não vale saber porque as pessoas puxam saco. Mas porque elas sorriem, plasticamente, quando tudo não está bem. Não sei. Mas o povo brasileiro, e itacareense, não é o responsável por essa faixada inventada para a presidenta, onde tudo parece estar no clima de paz e amor. O povo, por sua vez, sentindo calor e impaciência, mantém a faixa de boas-vindas suspensa no sol ardente do litoral baiano, enquanto nossa futura presidenta desfila de maiô dando thaul pros golfinhos. Então seja bem vinda, presidenta. Ou “Bienvenue” como jaz na placa de entrada da cidade.&lt;/font&gt;  &lt;p align="right"&gt;Bruno Silva é estudante de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana e poeta nas horas vagas. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6563764050567478330?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6563764050567478330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6563764050567478330&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6563764050567478330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6563764050567478330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/11/o-paraiso-itacare-se-reinventa-para.html' title='O paraíso Itacaré se reinventa para acolher a presidenta.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TNMSSTgoSMI/AAAAAAAACEg/UdnjTrUexbQ/s72-c/itacare_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-259586213010900565</id><published>2010-10-23T20:57:00.001-07:00</published><updated>2010-10-23T20:59:50.992-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Doce musa</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TMOuhUyw7II/AAAAAAAACDY/xZV36wea3xw/s1600-h/Sem%20t%C3%ADtulo%5B5%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Sem t&amp;iacute;tulo" border="0" alt="Sem t&amp;iacute;tulo" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TMOuuAozE1I/AAAAAAAACDc/gu1rc6I7Gvs/Sem%20t%C3%ADtulo_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800" width="338" height="289"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Eu te olhando,&lt;br&gt;por cima dos ombros,&lt;br&gt;a deslizar e solver&lt;br&gt;a guloseima.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;Enquanto isso&lt;br&gt;você sorri,&lt;br&gt;o professor a assoprar as palavras&lt;br&gt;e o coração queima.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;(&lt;em&gt;Bruno Silva – outubro de 2010, para Riane&lt;/em&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Imagem: &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;a title="http://www.flickr.com/photos/bruxadementira" href="http://www.flickr.com/photos/bruxadementira"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;http://www.flickr.com/photos/bruxadementira&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-259586213010900565?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/259586213010900565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=259586213010900565&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/259586213010900565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/259586213010900565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/10/doce-musa.html' title='Doce musa'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TMOuuAozE1I/AAAAAAAACDc/gu1rc6I7Gvs/s72-c/Sem%20t%C3%ADtulo_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3642773365222655332</id><published>2010-10-06T11:45:00.001-07:00</published><updated>2010-10-06T11:45:47.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Entro nesse beco que per si excita-me, e arrasto os dedos numa leve caminhada sobre a estante que me cerca. A mão esquerda levantada, batendo e batucando contra os objetos que se depara. Faz-se silêncio. Cabe ao leitor procurar e encontrar as coisas pelas quais se irradia. Apeteço e como se fosse possível escolher um desses objetos para debruçar longos cinco minutos, como se os dedos pudessem se governar propriamente, sem arremessar a tarefa ao raciocínio; como se esses dedos fossem capazes de apontar aleatoriamente para um desses objetos e fosse, a mim, indispensável direcionar o olhar para a coisa selecionada, e compreendê-la avidamente no jogo dos sentidos, sem tomar um trago de ar, sentindo o oxigênio rarefeito bater no fundo das moléculas pulmonares, o impulso vacilante, as entranhas assumidas, ingovernáveis. Nesse segundo, com as mãos e os olhos estendidos, perco a fé que tudo isso se sucedera e balançando a cabeça, por vencido, lembro que são os livros que escolhem seus admiradores. E não o contrário.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3642773365222655332?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3642773365222655332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3642773365222655332&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3642773365222655332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3642773365222655332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/10/entro-nesse-beco-que-per-si-excita-me-e.html' title=''/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5235308572353547710</id><published>2010-09-22T22:21:00.001-07:00</published><updated>2010-09-22T22:23:49.498-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'>Tragédia e ingratidão</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJrfpd156EI/AAAAAAAACAY/oEpNH_jggQc/s1600-h/nelson-rodrigues%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="nelson-rodrigues" border="0" alt="nelson-rodrigues" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJrj6AuGO4I/AAAAAAAACAc/gSd3S5YFwB4/nelson-rodrigues_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="174" height="261"&gt;&lt;/a&gt;Ingratidão perpétua, eis a condenação. Seria eu ingrato caso em algum momento, ainda que roucamente, não gritasse o nome de Nelson Rodrigues nesse blog. Até porque mesmo não tendo lido toda sua obra, me sinto familiar da maneira com que o dramaturgo olha a vida e sente a fatalidade das coisas. Para manifestar, portanto, minha admiração pelo Nelson Trágico Rodrigues que trago ao raso um de seus contos… aproveite!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;&lt;/font&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; &lt;font face="Arial"&gt;&lt;i&gt;TRAG&lt;/i&gt;&lt;i&gt;É&lt;/i&gt;&lt;i&gt;DIA&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Não teve pressa. Durante quarenta e oito horas, debateu-se em dúvidas medonhas. Trair era ou devia ser facílimo; resta&amp;shy;va, porém, a pergunta: “Com quem?”. Passou em revista todos os amigos e conhecidos. Ia excluindo um por um, através de um processo eliminatório. Acabou se fixando num amigo do marido, um tal de Mascarenhas. Telefonou-lhe, sem dizer quem era. E o outro, ouvindo uma voz feminina, inflamou-se. Queria um encontro imediato, num lugar assim assim. Ela foi bastante fe&amp;shy;minina para adiar a entrevista. Depois de uns quinze dias de te&amp;shy;lefone, Jacira submeteu-se. O outro marcou hora e deu o ende&amp;shy;reço de um apartamento que mantinha para tais aventuras. Duas horas depois, ela estava lá, apertando o botão da campainha. O próprio abre e Jacira invade o apartamento. Ele parece atôni&amp;shy;to, não compreende. Jacira percebe nos seus lábios uma expres&amp;shy;são de descontentamento quase cruel. Espera uma palavra, uma iniciativa. E como ele não faz,nem diz nada, ela o interpela: “Então?”. O fulano balbucia:&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;— Desculpe, mas não é possível... Sinto muito... Des&amp;shy;culpe...&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;Pela primeira vez, Jacira sente parcialmente a verdade. Fo&amp;shy;ge dali, como uma criminosa. Em casa, no quarto, coloca-se dian&amp;shy;te do espelho grande. Revia-se, de corpo inteiro. Compreende tudo. Compreende por que fora quase escorraçada. Coincidiu que, nessa noite, bêbado outra vez, o marido a ultrajasse com a palavra: “Bucho! Bucho!”. Teve ódio, um ódio inumano, indiscriminado, contra si mesma, contra o marido, contra o mun&amp;shy;do. Esperou que Herivelto mergulhasse no sono de embriaga&amp;shy;do. Então, já serena, derramou álcool em cima dele e riscou o fósforo. Por entre chamas, ele se revirava, se contorcia, como se tivesse cócegas. Fugiu, uivando, perseguido pelas labaredas. Vizinhos atiraram baldes d’água em cima dele. Herivelto mor&amp;shy;reu, porém, ali mesmo, nu e negro.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5235308572353547710?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5235308572353547710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5235308572353547710&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5235308572353547710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5235308572353547710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/tragedia-e-ingratidao.html' title='Tragédia e ingratidão'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJrj6AuGO4I/AAAAAAAACAc/gSd3S5YFwB4/s72-c/nelson-rodrigues_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6893197183327033080</id><published>2010-09-18T21:15:00.001-07:00</published><updated>2010-09-18T21:45:21.828-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Ossos Estalados</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial Unicode MS"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJWOPno8h4I/AAAAAAAACAQ/2M-nSHTa_b4/s1600-h/dor%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="dor" border="0" alt="dor" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJWOUnOCHZI/AAAAAAAACAU/tpyoFwSDh10/dor_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="358" height="223"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt; De repente ele era só carne, osso e pensamento. A voz com que indagava a si mesmo, aquela voz tão pouco suave com que se enxergava e se exigia, foi, velozmente, saindo de si e depositando-se sobre o ar espesso de setembro. De repente havia saído de si e estava numa praça, ou numa rodoviária a inquietar os vizinhos da existência. Falava como quem pertence a um país cuja língua mal se entende, falava complicadamente as coisas mais singelas do mundo, falava de amor, na sua linguagem entorpecida e atada.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;Dois minutos depois, o menino que era só carne, vestido apenas de idéias, encontrava-se rodeado por pessoas que o olhavam com exagero, pavor, ou algo que fizesse os traços do rosto de asseverar, descaracterizados. Meticulosamente, uma garota se aproximou como quem reconhece a verdade, ou melhor, como quem se vê, completamente nu, no espelho da vida. A menina que tinha olhos repuxados, cabelos solares e vívido sorriso, resolveu abrir mão de sua timidez para trocar alguns olhares e palavras com o rapaz, desfigurado, exposto ao ridículo da humanidade. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- não te passa a idéia de que você faz medo a todos? - disse, taciturna, quase engolindo a vergonha.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- o que há de vergonhoso em ser humano? Em ser gente, cheio de crueldades e ruínas? – respondeu não respondendo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- algum de nós se abaixará pra empossar a resposta na palma da mão? Ou ficaremos a nos perquirir, igualados, nem questionadores e nem capazes de parir uma resposta sequer?&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- duvido que eu ou qualquer um desses nos agachemos para responder qualquer coisa com sinceridade. Nada de mim se propõe a resposta, mas sim ao vacilo, aos rabiscos, aos dejetos.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- menino de sorriso mudo, alegra-te pois a vida é desejosa de ti. Vejo nos seus olhos a lágrima do mundo, o nó na garganta de quem não caiu no choro por piedade, por vontade de no mundo, não causar guerra. Olhastes pra dentro de ti?&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- não tenho feito outra coisa na vida, menina de singulares palavras. Na verdade, o que busco aqui, enxaguando publicamente minhas indecisões é me secar de mim, e, despoluído de ser, aperceber o mundo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;- entendo, menino de voz roca de cansaço. Pra enxergares o mundo, no entanto, deverias deitar e dormir, e dentro de ti, no mais belo dos sonhos, ver-te nele. Abraça-te com força, e no apego de seus braços sinta a pele e os sentimentos do mundo. Dentro de ti sacode um mundo repleto e vivo.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;De repente, ele era só carne fatigada, ossos estalados e pensamentos andantes. E todas as palavras do mundo emudeceram. Todos os olhos se fecharam. Tudo se fez novo dentro do menino cuja língua mal se entende num dia qualquer de setembro.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial Unicode MS"&gt;(Bruno Silva)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6893197183327033080?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6893197183327033080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6893197183327033080&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6893197183327033080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6893197183327033080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/ossos-estalados.html' title='Ossos Estalados'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJWOUnOCHZI/AAAAAAAACAU/tpyoFwSDh10/s72-c/dor_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1780584021886641738</id><published>2010-09-17T20:38:00.001-07:00</published><updated>2010-09-17T20:38:07.108-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Corre mãos</title><content type='html'>&lt;p&gt;-Te jogo na próxima sentença&lt;br&gt;esparramando na cama todos seus sonhos.  &lt;p&gt;A mão coça, o colchão de seus lábios retorce,&lt;br&gt;o vento corre teu corpo e alivia sem virgulas.  &lt;p&gt;-Calma, a barriga das palavras não é pula-pula,&lt;br&gt;-nem as pernas inspirativas não são corrimãos.  &lt;p&gt;-Corre mãos. Corre mãos. Fala de novo.&lt;br&gt;-corrimãos. Sem espaços a preencher de ti.  &lt;p&gt;-Desculpa, dê-me o verso de volta.&lt;br&gt;- tá, devolva-me os beijos.  &lt;p&gt;(Bruno Silva - Setembro 2010)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1780584021886641738?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1780584021886641738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1780584021886641738&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1780584021886641738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1780584021886641738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/corre-maos.html' title='Corre mãos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6557109235326245837</id><published>2010-09-15T22:03:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T22:05:37.664-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Farpas da alma</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font color="#353535"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#353535"&gt;És pura obsessão&lt;br&gt;quando olho nas ruas &lt;br&gt;e vejo-te em retratos &lt;br&gt;que riem para mim, caçoantes.&lt;br&gt;e quando reconheço nas atrizes,&lt;br&gt;as tuas indomáveis formas,&lt;br&gt;teu jeito chuviscado,&lt;br&gt;teu gênio pouco fácil,&lt;br&gt;tua maneira de formar as palavras&lt;br&gt;e afogá-las no teu encanto. &lt;/font&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#353535"&gt;Tua antissociabilidade&lt;br&gt;e insaciabilidade de pessoas&lt;br&gt;e teus cabelos insolícitos&lt;br&gt;embargando a tua voz cinza,&lt;br&gt;contra o vento,&lt;br&gt;completamente cinza de rouquidão.&lt;br&gt;deixo-me vencer por qualquer poesia &lt;br&gt;ao te encontrar em bobos olhares&lt;br&gt;em bobas vozes no emaranhado de minhas&lt;br&gt;questionáveis memórias. &lt;/font&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#353535"&gt;Eis tudo que tenho seu, &lt;br&gt;sem rastros, nem precipícios,&lt;br&gt;nenhuma palavra esquecida no &lt;br&gt;cadernos desbotado,&lt;br&gt;apenas as memórias,&lt;br&gt;tão insondáveis e tão &lt;br&gt;cartilaginosas.&lt;br&gt;tu, objeto de minha cobiça, inexiste.&lt;br&gt;és em mim mais que sobras,&lt;br&gt;és dentro desse trovador,&lt;br&gt;as farpas da alma.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#353535"&gt;(Bruno Silva – Setembro 2010)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6557109235326245837?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6557109235326245837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6557109235326245837&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6557109235326245837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6557109235326245837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/farpas-da-alma.html' title='Farpas da alma'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7489758266290399129</id><published>2010-09-15T21:56:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T21:59:25.139-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'>EU E ELA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;Ela cuspiu nos meus sonhos&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;não reagi&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; acordei.&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;Xingou mamãe de jamanta&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;fui até bom&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; concordei.&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;Disse que eu era uma besta&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;compreendi&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; mas chorei.&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;Gritou que tinha outro homem&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;fui imbecil&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; duvidei&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;Provou que eu não existia&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;não discuti&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; me matei&lt;/font&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="2"&gt;(Luís Pimentel)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7489758266290399129?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7489758266290399129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7489758266290399129&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7489758266290399129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7489758266290399129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/eu-e-ela.html' title='EU E ELA'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7450338267005207963</id><published>2010-09-14T07:18:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T07:53:33.826-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Mundo misterioso das palavras.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJDdwWEU0LI/AAAAAAAAB_0/uHEn8QSINZM/s1600-h/100palavras065.jpg"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TJDdwWEU0LI/AAAAAAAAB_4/Z5hnfPdvxY0/s1600-h/100palavras066.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="100palavras06" border="0" alt="100palavras06" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TI-EMvb8PAI/AAAAAAAAB_M/VgLRUTmHK_A/100palavras06_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="303" height="227"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000"&gt; &lt;font face="Arial"&gt;Diante do prazer de ler os livros podemos destacar logo de principio que os verbos mais apropriados para conectar o sujeito leitor às páginas de um livro qualquer não podem ser menos do que atravessar, perseguir ou investir-se numa jornada. Atravessa-se um livro, página por página, pensamento por pensamento, com a arguta certeza de que se chegará ao outro lado do rio. O simples ato de abrir um livro, portanto, é o primeiro passo para a descoberta que se quer fazer do lado oposto ao que se estar. Dentro do barco, navegamos por versos que condensam emoções, sonhos, fantasias, conhecimentos, anseios, inquietações, reinvidicações e a vastidão do mundo guardada (embora não encerrada) na palavra escrita.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial"&gt;Mas não começamos a ler quando somos alfabetizados. Não. A nossa primeira leitura se dá na infância, entre galhos da arvore que a criança se dependura ela enxerga a possibilidade de se sustentar em algo imóvel. As folhas que se balançam lentamente trazem à tona a vontade de entender o porquê que essas arvores balançam; lêem-se o vento, descobrem-se a chance de ler até as coisas menos enxergáveis mas que movimentam as sementes da leitura.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial"&gt;Aos poucos, juntando sentidos, unindo percepções, formam-se as primeiras impressões do mundo. A primeira leitura, e talvez a mais caudalosa, são as nossas ações na meninice e as reflexões que fazemos delas.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial"&gt;Entra-se, ainda na infância, no mundo misterioso das palavras. Esses elementos vão condensando em si o significado que já se desbravou na leitura anterior de mundo, que, aliás, é contínua e vasa até a velhice, quando se (re)descobre coisas antes pensadas indesvendáveis. &lt;/font&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial"&gt;Cabe a leitura suportar a complexidade do mundo, e fazê-lo, esforçadamente, tornar-se miúdo, pequeno, numa palavra com cinco letras. E é dessa forma que devemos perceber a leitura e sua importância. Ler bons livros, os clássicos, os atuais, revistas e jornais não são suficientes. É preciso ler o mundo, sem apegos as leituras antigas mas se valendo delas ao mesmo tempo. Costumo dizer que cada vez que olhamos o mundo, se o fizermos com cautela, perceberemos uma diferença enorme a da última visualizada. Nesse ínterim, para tanto, é preciso se desvencilhar dos preconceitos que a leitura distorcida ou leviana nos provoca. E não há quem não distorça a leitura. Afinal precisamos de nossas referências para que determinadas páginas nos atinja. Nesse aspecto que podemos entender que ao se ler determinado autor, estará, todavia, lendo vários autores mergulhados e conservados dentro dele.&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#000000" face="Arial"&gt;Ao se atravessar as obras de Machado de Assis, por exemplo, notar-se-á, vividamente a intertextualidade e o diálogo constante com Kafka. Não se pode lembrar-se dos olhos de cigana obliqua e dissimulada sem, de antemão, ter conhecido uma cigana, tê-la observado os olhos repuxados, desviados, como se enxergasse tudo com sua altivez. Por isso, ao lermos uma página qualquer teremos que ter em mente o aviso de que diversas vozes estarão intercaladas dentro daquele molho de parágrafos. É de grata importância que o leitor não esteja desatento nem temeroso para ser, ao contrário do que se pensa, lido e absorvido pelo livro. Porque o momento da leitura nos provoca essa sensação. Não abrir mão dela é zelar pela leitura.&lt;/font&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7450338267005207963?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7450338267005207963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7450338267005207963&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7450338267005207963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7450338267005207963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/mundo-misterioso-das-palavras.html' title='Mundo misterioso das palavras.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TI-EMvb8PAI/AAAAAAAAB_M/VgLRUTmHK_A/s72-c/100palavras06_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-627312527091628000</id><published>2010-09-06T19:04:00.001-07:00</published><updated>2010-09-06T19:04:57.987-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>sentir e o dizer</title><content type='html'>&lt;p&gt;estou com a palavra a cortar a garganta&lt;br&gt;prestes a encher os pulmões de letras azedas&lt;br&gt;e a arruinar o estômago revirando as frases.  &lt;p&gt;ando a dizer sem saber do que disse&lt;br&gt;e cheio de porquês acumulados ensaio, sem sucesso&lt;br&gt;a oração não dita no frescor do sentir.  &lt;p&gt;ando repleto de sentir&lt;br&gt;e vazio de dizer.&lt;br&gt;mas nada que sinto e disse me seduz.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-627312527091628000?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/627312527091628000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=627312527091628000&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/627312527091628000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/627312527091628000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/09/sentir-e-o-dizer.html' title='sentir e o dizer'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2670150579540455474</id><published>2010-08-29T20:21:00.001-07:00</published><updated>2010-11-09T10:17:59.810-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>entre parágrafos</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/THsjtrloK1I/AAAAAAAAB-E/ilOkT6odPWg/s1600-h/entre%20para%5B9%5D.png"&gt;&lt;img align="right" alt="entre para" border="0" height="338" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/THsjxnwdnVI/AAAAAAAAB-M/yufJHTkYyv8/entre%20para_thumb%5B7%5D.png?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px;" title="entre para" width="234" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A menina beija o menino e&lt;br /&gt;de repente em dois minutos de toques&lt;br /&gt;estão eles despojados na proxima sentença:&lt;br /&gt;a oração torna-se pecaminosa.&lt;br /&gt;Os versos amontoados entre dedos.&lt;br /&gt;Parágrafos seminus &lt;br /&gt;preenchidos de pensamentos vis.&lt;br /&gt;Numa linha o gosto do beijo&lt;br /&gt;noutra o sabor da traição.&lt;br /&gt;Eis a história se enveredando&lt;br /&gt;em seus enredos e suas fantasias&lt;br /&gt;indomáveis.&lt;br /&gt;Eis a doce sentença da vida&lt;br /&gt;repleta, fantástica, poética.&lt;br /&gt;Disposta a escorrer traiçoeiramente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;pelas brechas dos dedos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2670150579540455474?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2670150579540455474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2670150579540455474&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2670150579540455474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2670150579540455474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/entre-paragrafos.html' title='entre parágrafos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/THsjxnwdnVI/AAAAAAAAB-M/yufJHTkYyv8/s72-c/entre%20para_thumb%5B7%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5532663414198251360</id><published>2010-08-23T13:58:00.001-07:00</published><updated>2010-08-23T13:58:45.359-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>fronteira de nós dois.</title><content type='html'>&lt;p&gt;eu te peço as palavras que você me negou&lt;br&gt;a exaltar a solidão.  &lt;p&gt;e você me diz que não está preparada&lt;br&gt;para repartir a solidão em dois.  &lt;p&gt;digo que é covardia e você sorri, malandra,&lt;br&gt;desdizendo e rindo feito uma porta.  &lt;p&gt;é uma porta que nos separa. um verso. uma palavra.&lt;br&gt;ou qualquer coisa que seja fronteiras de nós dois.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5532663414198251360?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5532663414198251360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5532663414198251360&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5532663414198251360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5532663414198251360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/fronteira-de-nos-dois.html' title='fronteira de nós dois.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1602595229788681818</id><published>2010-08-15T14:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T14:15:32.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Os livros acabam.</title><content type='html'>páginas e páginas de vida &lt;br /&gt;carentes de serem reescritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dedos convulsos a perseguir o teclado&lt;br /&gt;esse verso foi meu, há tempos, agora é nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que há de reescrito nele?&lt;br /&gt;o teclado mudou. os dedos enrrugou. o movimento forçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não. nada disso. tudo é o mesmo.&lt;br /&gt;li o mesmo livro que leram a mil anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu e você somos o mesmo. pare. entenda.&lt;br /&gt;você continua a assanhar as minhas entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus dedos loucos por atravessar o seu corpo&lt;br /&gt;e nada deles conseguirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você leu o livro que te dei&lt;br /&gt;e que tantos deram a tantas pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nada mudou. nem um verso lhe consumiu?&lt;br /&gt;lhe tragou? lhe mascou? e te trouxe de volta, nova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você é o que mesmo? &lt;br /&gt;porque continua a insistir nessas suas frases, soltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;exausta, com os cabelos lavados e talvez secos pela brisa.&lt;br /&gt;me olha a frente do caz, deixada aos ventos alisios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e devagarinho repete tudo de novo,&lt;br /&gt;palavra por palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os livros acabam.&lt;br /&gt;e a gente continua. &lt;br /&gt;(Bruno Silva)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=en_US"&gt;Receba as intimidades por Email&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1602595229788681818?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1602595229788681818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1602595229788681818&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1602595229788681818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1602595229788681818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/os-livros-acabam.html' title='Os livros acabam.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2770638363482898828</id><published>2010-08-08T22:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T22:25:57.088-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Para o passado:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;A cada dia fico mais cafona, passional e antiquado.&lt;br /&gt;Muito embora continue evitando a indiferença&lt;br /&gt;Quanto mais cavo o passado, menos conjugo o verbo no presente,&lt;br /&gt;mas sei que o que me aguarda mesmo&lt;br /&gt;são os preteritos perfeitos do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou enterrar meus verbos.&lt;br /&gt;Há pessoas que são verbos e merecem ser conjugadas&lt;br /&gt;e amadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-te passado óh presente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Cuide-se.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NOMWqbTOQMg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NOMWqbTOQMg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2770638363482898828?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2770638363482898828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2770638363482898828&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2770638363482898828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2770638363482898828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/cada-dia-fico-mais-cafona-passional-e.html' title=''/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-7327417394162823605</id><published>2010-08-07T13:04:00.001-07:00</published><updated>2010-08-07T13:17:47.882-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Do texto que teria titulo “Clarice Nua”.</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font color="#0c2769"&gt;Se ainda escrevo é porque nada mais        &lt;br /&gt;tenho a&amp;#160; fazer no mundo enquanto espero a morte.         &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Hora da Estrela&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Eu viria escrever sobre a autora em conto, verso ou prosa. Mas me ponho a pensar, após ter lido de uma fisgada só o romance &lt;i&gt;A Hora da Estrela&lt;/i&gt;, sobre o fato da voz de Macabéa ter incorporado uma semelhança postiça ao som de uma amiga que me ligara hoje mais cedo para, talvez, apenas emprestar seu ruído à personagem jeca.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TF28FXsl1eI/AAAAAAAAB6U/7bPiYSLCrpk/s1600-h/A-HORA-DA-ESTRELA%5B9%5D.jpg"&gt;&lt;font color="#0e0e0e" size="3" face="Arial Narrow"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="A-HORA-DA-ESTRELA" border="0" alt="A-HORA-DA-ESTRELA" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TF28HrOQ_7I/AAAAAAAAB6Y/iLMpPlEKCWs/A-HORA-DA-ESTRELA_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" width="155" height="232" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt; Não será uma critica destinada a essa amiga, pois não por acaso foi ela quem me mostrou vasta obra dessa autora de reveladora expressão. Seria, decerto, um sobreaviso de que minha memória estaria suprindo seus registros com leituras literárias em substituição à realidade que, com esforço, essa cara amiga me segreda. Eu não tenho uma foto nítida da figura, e suas fotos de chat me são altamente imaginativas, o que ao contrário do que se pensa, as tais imagens só excomunga ainda mais minhas raras referencias mentais.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Ela me ligara para dizer que havia visitado o hospital por conta de uma queda no banheiro da própria casa. Imagina você agora o que faria se ouvisse isso e como se não bastasse imaginar, tivesse na imaginação a fertilidade de uma criança boba. Pois então, ao escutar tal episódio exprimi o riso com força quase com brutalidade, sufocava a risada como quem sufoca de almofada o desafeto ululante. Construa na sua mente, amigo leitor, um banheiro todo feito de cerâmica branca, fácil de utilizar com um esplendoroso espaço, embora com a ligeira elevação qual o Box era encaixado. Veja ela, mansamente, dirigindo-se ao chuveiro e tropeçando, toscamente no compartimento de plástico, ou no escovão jogado pelo chão cinzento e esmigalhando as moléculas que caíram depostas feito as moléculas suculentas das carnes de açougue, e o par de olhos castanhos mirando a sarjeta, deixando brotar fios de um grosso sangue.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Passada a frivolidade decorrente da imaginação, façamos uma busca se desfazendo da relação do pouco tempo que houve entre a ligação dessa tal amiga e sua covarde utilização de voz na personagem Macabéa: o hoje. Tentemos se apegar ao fato de que ambas: a sujeita e a personagem têm voz de princesa do nordeste. (E só uso “princesa” para livrar minha cara de ódio vital, posto que a figura é tamanha apreciadora da polidez de palavra, e, por sua vez, fará interpretação metódica, reunindo as palavras de peso e contrabalanceando com os elogios).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TF28RNAy5hI/AAAAAAAAB6c/GQw4SgXWheE/s1600-h/marceliacartaxo%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;font color="#0e0e0e" size="3" face="Arial Narrow"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="marceliacartaxo" border="0" alt="marceliacartaxo" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TF28XCeX1dI/AAAAAAAAB6g/KKpwcdrTzI0/marceliacartaxo_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="178" /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Pois então que se desvende a verdade. As duas são sim, delicadas naturalmente, embora executem no seu vocabulário o destempero. Um verdadeiro malabarismo desajeitado, ensopando as palavras e tornando-as (perdoe!) levemente vulgar (continuo polido, observe!). Queria eu ter o dom de relevar as coisas para agora ter meu pescoço livre da guilhotina. Ainda que para tanto tivesse eu de pesar e contrabalancear. Não. Pensando bem, isto é oficio rabugento de quem acredita em valor supremo de conceitos. Não me dou a essa tarefa. A vida por si só já é um exercício de polidez.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Vou aproveitar o embaraço para revelar à tal figura que a pouco, na leitura, descobri toda a farsa. Ela que diz odiar ostensivamente o romance supracitado, ao contrário, penso, deve gostar em silêncio e talvez no sabor de seu quarto ama, idolatra e quem sabe o vive. Eu encontrei, caro leitor, as passagens que descrevem uma “chuva fininha”, tão chuviscosa quanto as que ela me ofereceu na nossa história real. Que bonito, dona graciosa! Roubando de Macabéa o cenário de seu segundo encontro com o namorado. É &lt;/font&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;fastidioso&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;. É doentio. Tá na página 43. Nem vem que não tem. Já que irá me odiar terei moedas de troco. Eu nunca faria algo de tamanho absurdo, amigo leitor. Hum!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Arial Narrow"&gt;Para que o texto não fique grande, vejo oportuno encerrar minhas palavras premunindo um perdão posterior. Eu te perdôo, obviamente. Sou de uma nobreza indissipável e jamais, em hipótese alguma, me chatearia contigo depois de, involuntariamente, tê-la emprestado em voz, roca e juvenil àquela que não entende nada do mundo; é um pouco desengonçada para o mundo e se impressiona com palavras esquisitas escutadas no radio; mulher de poucas palavras e que não sabe o que é porque pensa que nasceu “assim” e acabado. E a semelhança não se exaure ai. Ainda tem a facilidade tanto de Macabéa quanto da tal amiga de ter sido naturalmente escrita por Clarice Lispector, incluindo a cena da queda desajeitada no piso do banheiro. Mas não me faça descrever de novo...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;ILUSTRAÇÃO:     &lt;br /&gt;http://www.mulheresdocinemabrasileiro.com/marceliacartaxo.jpg      &lt;br /&gt;http://fonteliteraria.files.wordpress.com/2009/08/a-hora-da-estrela-2009.jpg?w=150&amp;amp;h=225&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-7327417394162823605?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/7327417394162823605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=7327417394162823605&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7327417394162823605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/7327417394162823605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/do-texto-que-teria-titulo-clarice-nua.html' title='Do texto que teria titulo “Clarice Nua”.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TF28HrOQ_7I/AAAAAAAAB6Y/iLMpPlEKCWs/s72-c/A-HORA-DA-ESTRELA_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2748615493608457428</id><published>2010-08-05T21:14:00.001-07:00</published><updated>2010-08-05T21:14:57.459-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Passogeiro da vida.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFuMH2G0xOI/AAAAAAAAB6M/6ZOWLF19bsg/s1600-h/pegadas-na-areia-i2%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="pegadas-na-areia-i2" border="0" alt="pegadas-na-areia-i2" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFuMPvviFSI/AAAAAAAAB6Q/WOyFa4sBlc8/pegadas-na-areia-i2_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="298" height="406" /&gt;&lt;/a&gt;Perambulo o dia todo. Afundo os dedos em flores que desabrochariam caso meus pés não lhes determinasse o fim.     &lt;br /&gt;Meus pés definem não apenas o fim da existência de flores que casualmente atropelam o meu caminho, como também (pasme!) o meu próprio destino de eu-lírico. E isso me incomoda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Maldito Amor – Simona Talma (recomendo o album)   &lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/40787484/adaf2982" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fonte:http://fabianapaula.files.wordpress.com/2009/10/pegadas-na-areia-i2.jpg&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2748615493608457428?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2748615493608457428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2748615493608457428&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2748615493608457428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2748615493608457428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/passogeiro-da-vida.html' title='Passogeiro da vida.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFuMPvviFSI/AAAAAAAAB6Q/WOyFa4sBlc8/s72-c/pegadas-na-areia-i2_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2503234235225762556</id><published>2010-08-01T13:12:00.001-07:00</published><updated>2010-08-01T13:12:15.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>tem gosto de chuva.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFXVA3lvomI/AAAAAAAAB6E/blGIFjxDhWA/s1600-h/PIC_0166%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="PIC_0166" border="0" alt="PIC_0166" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFXVGmKb4RI/AAAAAAAAB6I/WDMSV1YYN8g/PIC_0166_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" width="439" height="329" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;caminhar sobre a chuva descalço   &lt;br /&gt;e ver-te ao longe entre nuvens     &lt;br /&gt;entre raios de beleza molhada    &lt;br /&gt;desabando em corpos alheios.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2503234235225762556?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2503234235225762556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2503234235225762556&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2503234235225762556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2503234235225762556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/08/tem-gosto-de-chuva.html' title='tem gosto de chuva.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFXVGmKb4RI/AAAAAAAAB6I/WDMSV1YYN8g/s72-c/PIC_0166_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2639105527178336083</id><published>2010-07-28T08:18:00.001-07:00</published><updated>2010-07-28T08:18:16.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Do destino das bolachas.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; No geral eu tenho medo que esses versos caiam em ouvidos errados. Lá embaixo, um pacote de bolachas doce e um copo de guaraná me aguardam. O copo no qual o refrigerante está despejado tem um fenda que cortaria a minha boca, caso não soubesse antecipadamente. As janelas estão fechadas, porque os mosquitos não respeitam e invadem. Talvez seja a tarefa natural de qualquer mosquito. Mas nessa vida, as tarefas naturais não são bem aceitas. Viver não é fácil. O destino das bolachas são embrulharem o meu estômago. O copo ter-se-á cumprido seu oficio essencial caso corte meus lábios, mãos, pele. A vida é um vicio. E a tarefa do vicio... É nos vencer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;FRAG-MENTOS.&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px" title="PUROCLICHÊ" border="0" alt="PUROCLICHÊ" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFBKN3TkRaI/AAAAAAAAB6A/etRacLjyFzE/PUROCLICH%C3%8A_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="339" height="254" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2639105527178336083?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2639105527178336083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2639105527178336083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2639105527178336083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2639105527178336083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/do-destino-das-bolachas.html' title='Do destino das bolachas.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TFBKN3TkRaI/AAAAAAAAB6A/etRacLjyFzE/s72-c/PUROCLICH%C3%8A_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4009488097163778173</id><published>2010-07-25T01:00:00.001-07:00</published><updated>2010-07-25T01:34:20.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Aquele em que decidi tornar-me doutor.</title><content type='html'>&lt;h4 align="right"&gt;&lt;a href="http://blig.ig.com.br/ieebs/2009/12/11/o-desafio-das-escolhas-e-a-realidade-nua-e-crua/"&gt;O desafio das escolhas&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que faz alguém cuja vontade de escrever é tamanha, optar pelo direito, uma área qual a escrita é técnica e legitimadora da burocracia? E mais, desejando a arte da escrita e, sobretudo tentando fazer parte dessa arte, primeiro devotar-se a um curso que a arte não alimenta, e que o resultado dele é um profissional subnutrido de criatividade. Um limitado ao parâmetro que sua arte deveria desafiar. O que movimenta pessoas como essa: provocação ou desafio?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ainda sangrando por dentro, respondo timidamente: Provocação. O que talvez moveu Clarice Lispector e Machado de Assis, retornou para me assombrar e só deixou-me sossegado quando resolvi, de supetão, encarar o direito. Encará-lo de frente. Perscrutá-lo. Extorqui-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="margin: 0px 5px 0px 0px" align="left" src="http://1.bp.blogspot.com/_3g7z5E6bleE/SrcPBUp-1rI/AAAAAAAAAkM/q_LlR-g2L48/s400/direito.jpg" width="194" height="219" /&gt;O direito nasceu de dois dedos: o primeiro foi um dedo de prosa que tive com minha mãe: falávamos sobre o nosso antigo sonho de formar-me doutor, da medicina. Relembrávamos as tantas vezes que fomos a um consultório e dizíamos, orgulhosos, que tornar-me-ia um grande doutor. Um especialista na pediatria. Sonho infantil alimentado pela rica vontade que as mães depositam no futuro de seus filhos. Foi uma conversa de duas horas. Na mesa intrépida da vovó. Eu, ela e nosso vão desejo antigo. Suspirávamos antecipando a carga e dura noticia de que eu resolvera não ser mais doutor da medicina. Não havia vocação, nem gosto. Havia uma antiga obrigação a zelar, e agora exposta naquela mesa, essa obrigação tomaria da liberdade de tal cumprimento. Eu queria livrar-me daquela fantasia. E necessitava do aval materno. Já que era filho, e prole é objeto de investimento. Seria justo e não somente econômico aquele acerto de contas. Os olhos maternais pregados sobre meu cansaço mostravam-me uma cumplicidade. Faça o que vier a mente, o apoiarei sem decrépito. Faça o que tomou seu gosto. Faça, mas seja doutor!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Após a exclamação maternal ficou claro em que baseava o desejo daquela mulher que clamava-me por satisfazê-la. Enfim, um desengano. Tudo que ela queria era um doutor na família. Alguns diriam o primeiro. Já resolvido as contas, fui escolher o meu curso, na internet, dentre as opções para vestibulares. Fiz três seleções. Primeira para jornalismo, uma paixão rasgante e como qualquer paixão, nova e imatura. A segunda para psicologia, por gosto antigo. E a terceira? Tomado de curiosidade e provocado pelo efeito que esse curso investe em seus estudantes, usei o segundo dedo que me trouxe aqui, escolhi, com a ponta do dedo indicador, o meu futuro: curso de direito. E aqui estou. Provocativo? Nem tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O direito começou de maneira romanesca. Entre os trovões fantasiosos do tribunal [vê-se “&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/exorcismo-de-emily-rose/"&gt;A exorcismo de Emily Rose&lt;/a&gt;”] e a tranqüilidade econômica [vê-se matéria da &lt;a href="http://veja.abril.com.br/vestibular/guia-das-profissoes/direito-%28magistratura%29-eleusa-maria-do-valle-passos.shtml#14"&gt;Veja&lt;/a&gt;], eu insistia em entendê-lo. A ingenuidade foi debruçando-se pouco a pouco sobre os pés gigantes da &lt;a href="http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&amp;amp;source=hp&amp;amp;q=nua+e+crua&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;amp;meta=&amp;amp;aq=f&amp;amp;oq=nua+e+crua&amp;amp;fp=477cbda37b3d1906"&gt;realidade&lt;/a&gt;. Dentro da faculdade, agora estou ciente dos dissabores que acompanham minha escolha. Confesso que tentei um recuo, a princípio. Mas como dizia Nelson Rodriguez: “Os que choram pouco, ou não choram nunca, acabarão apodrecendo em &lt;em&gt;vida”&lt;/em&gt;. Melhor que chore agora enquanto há vigor, do que depois que o desengano bater novamente, o balde encher-se até a borda e o leite derramar. A provocação é o melhor sabor. Fazer o que se gosta é bom. Mas, como os modernistas, os jovens não sabem o que querem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Portanto a realidade contraditória, onde se esbarra a todo tempo em obstáculos, é a escolha mais alucinante. O importante é saber que os olhos brilham de fascínio. Movo-me a partir do meu olhar, às vezes incrédulo, outras, desatento. Porém sempre movimentando-me sob a direção que meus olhos perseguem, meu toque anseia, e meu pensamento atina. Pois fantasia é o recurso fraudulento dos fracos. E a imaginação frustrada é um par de olhos cobertos pelo medo de tentar. Meu dilema é o desafio. E desafiado, irei preferir sempre o amargo acontecimento dos fatos à mentira leviana que se pode produzir com a mente inerte. A palavra “doutor” é desafio, por ora. Porém as coisas se movem e as palavras se concretizam. Numa metáfora simples: “Doutor” ainda é transeunte que espera o trem da realidade. Ah! Realidade…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bruno Silva     &lt;br /&gt;11/12/09&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4009488097163778173?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4009488097163778173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4009488097163778173&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4009488097163778173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4009488097163778173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/aquele-em-que-decidi-tornar-me-doutor.html' title='Aquele em que decidi tornar-me doutor.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3g7z5E6bleE/SrcPBUp-1rI/AAAAAAAAAkM/q_LlR-g2L48/s72-c/direito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3908938189474886125</id><published>2010-07-18T20:50:00.001-07:00</published><updated>2010-07-18T20:50:24.791-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O esquecimento do tédio</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TEPK3mTN_lI/AAAAAAAAB54/dUmWYeomFgE/s1600-h/fazenda-4332%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="fazenda-4332" border="0" alt="fazenda-4332" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TEPLeSYKb5I/AAAAAAAAB58/91NVZYQWsf4/fazenda-4332_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="488" height="367" /&gt;&lt;/a&gt;Como se não pudesse rir nem chorar, Antonio acordou naquele dia ameno. Era domingo de véspera de Natal. E não seria fácil tragar aquele dia sem o consolo da ausência de seus vícios. Os passarinhos da fazenda cantavam uma melodia cansativa e afinada daquelas de desatinar qualquer juízo. O ritmo ressoava por todo o corpo recém acordado de Antonio de Mello e isso determinava que era momento de despertar para o dia que mal se inicia, mas já se acaba na falta de vícios. Seu vicio era o tédio, a monotonia, a descrença de si mesmo. Qualquer coisa lhe esgotava os gestos e as forças físicas. Seus pensamentos iam e voltavam numa dor assombrosa. Não conseguia, naquele relento dia anterior ao feriado natalino, se quer, acordar com a paz dos que levantam sedentos de vida em plena aurora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acostumou-se a ideia fácil de que seu dia estava terminado naquele mesmo instante que começara. Iria enganar-se o dia todo, acreditando que aquele era o dia antecedente à segunda-feira, porém nunca o chamaria de domingo para não lembrar-se do nostálgico rito dominical pré-natalino. Apenas um dia grávido de outro. Uivou, de repente, sem dó num sobressalto. &lt;i&gt;Wake Up Antonio de Mello, o dia lhe aguarda com ansioso rancor, &lt;/i&gt;disse sem entonação&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; Repetiu essa frase com veemência e varias vezes, e tantas vezes que seus lábios perderam os sons das palavras e apenas emitiam um som resmungado e desproporcional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Recostado no tédio e detento de sua distração matinal, Antonio fez suas atividades domesticas tal qual limpar os canteiros e dar de comer às galinhas até que parou, cansado, para lavar o seu rosto no torneirão fora de sua casa. Enquanto envolvia seu rosto na poça que suas mãos formavam, sentiu uma tremenda angustia de não estar esfregando a própria face com prazer. E sim como um peso, ou representação de uma coisa perdedora, falsa e entediada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Riu, falaciosamente, para guardar o pensamento em segredo. Viu-se esmagado pelo sorriso que não cessava nem lhe parecia sincero. Ria obcecadamente para disfarçar a melodia cansativa dos pássaros. E às gargalhadas, começou a gesticular todos os membros possíveis para iniciar uma dança estranha e solitária. Ria e dançava como se aquilo não fosse parte de seus dias comuns, o que fazia daquele antecedente de segunda, um dia especial e não monótono. Em passadas agressivas e risadas canhestras, viveu com a intensidade aquele momento de prazer lânguido. O esquecimento lhe sucumbiu o tédio. O esquecimento lhe sucumbia tudo e tornava seus dias menos monótonos. O esquecimento era o seu segredo e seu sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Till There Was You - The Beatles&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/71602014/9f6e5e16" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3908938189474886125?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3908938189474886125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3908938189474886125&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3908938189474886125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3908938189474886125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/o-esquecimento-do-tedio.html' title='O esquecimento do tédio'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TEPLeSYKb5I/AAAAAAAAB58/91NVZYQWsf4/s72-c/fazenda-4332_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4287251733636932125</id><published>2010-07-10T13:19:00.001-07:00</published><updated>2010-07-10T13:19:05.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Que saudade!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; &lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDjVp-4AcWI/AAAAAAAAB5Q/d90wpKKv5tw/s1600-h/1626421%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" class="wlDisabledImage" title="1626421" border="0" alt="1626421" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDjVtjcl7mI/AAAAAAAAB5U/apTIQYKoYPE/1626421_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="412" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Depositou o corpo sobre a cama. E depois de meia hora de pensamentos, certificou que a madrugada se ia alongar como de costumes às noites que precedem encontros tão esperados quanto o dele e o dela.   &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Roteirizou todo o encontro, imaginou as posições dos envolvidos, escolheu os tópicos de conversa, ensaiou o riso amolado, empenhou-se na tarefa de parecer agradável, solta e independente.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Ele, enquanto isso, estava dormindo o sono tranquilo e límpido. Sonhava com belos passos de dança, conduzidos pelos corpos chamuscados em voga que se encontrariam logo mais no alvorecer em uma praça citadina. Os bancos de praça acinzentados em fileira, as flores vívidas e exalando o seu melhor aroma, os passarinhos ressabiando suas canções que musicariam os passos e guiariam as tantas mãos e pés que se beijavam numa dança lenta à beira do lago, sublimes.     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Estava ela no deserto de sua madrugada. Ansiosa, insegura, pensando consigo “será que ele vai notar minhas unhas cinza em razão de nossas tantas conversas sobre as cores que homenageiam a solidão?” e muitas outras perguntas vieram à tona sem qualquer sinal de respostas. E por não tê-las sentia-se ainda mais escura e mergulhada no azul marinho de sua vagueza.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Ele, por sua vez, acordou no meio da madrugada, entre espanto e lamúria, para tomar um copo de água. Próximo da porta viu um espelho e um rapaz dentro dele, perplexo, sonolento, embora perceptivelmente obtuso. Escorregou as mãos sobre o queixo como se pudesse afiná-lo, encheu o pulmão de ar, estalou os ombros e de repente, enrubesceu o pobre rapaz que achava-se franzino.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Já desistindo do sono e alagada de duvidas, recorreu à caixa de cartas para se aprofundar nos modos como ele lidava com as palavras. Buscou cada sujeito, interjeição e os tantos “ah!”, em sinal de veemente desistência e cansaço da ideia percorrida. Fatalista, pensou: “Ele é inócuo” e riu da palavra repetindo três vezes: inócuo inócuo inócuo. Soluçava e ria e proferiu as três palavras sustentando-se da reação que ela produzia. Inócuo, puramente inócuo, seguramente inócuo, apenas inócuo. Passado cinco minutos de torpezas mentais, interrogou-se: “E o que é inócuo, fulana?”, descobriu-se burra desse significado. Inventou sentidos, desmontou a palavra, ainda assim não teve certeza do que seria inócuo. Paralisada e vencida, de sobressalto pressentiu a imagem mental dela dizendo na cara dele, impetuosamente: “Você é inócuo, cicrano” e ele aprumando-se ainda mais sua elegância entendendo inócuo como elogio, “obrigado obrigado”, o que devidamente não era o esperado. Sentiu-se uma mulher irresponsável e grunhiu silaba por silaba a palavra inócuo em direção à parede de cor vermelha escarlate que ria para ela sem qualquer condescendência.     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Duas horas depois e era o dia seguinte.     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Ela acordou entre trilhas de espanto, abismos e poesias. Ele despertou cheio de camadas. Solitários de seus quartos foram invadidos pela vontade de ser rever logo, se abraçar logo, vorazmente e acabar toda aquela agitação.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; As sete em ponto, numa praça qualquer da Bahia cuja lateral ostentava um lago azul misterioso de águas florais, os dois se viram de longe como figurinhas nanicas de um álbum e não demorou para compartilharem um abraço, um “olá” recatado e preguiçoso e pronto: todo roteiro despencou do alto do imaginário para dar lugar a uma conversa boba, úmida e sincera sobre a singularidade de cada flor, o cisne branco repousado nas águas geladas do lago e o próprio lago resplandecente que reproduzia tudo quanto se aproximava dele.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Disseram a palavra amizade 33 vezes, amor foi dito dezoito vezes, por sua vez olhos e sorrisos foram ditas 8 vezes cada uma, Lispector foi dita uma vez por ela: enquanto recitava a poesia comedidamente; absurdo foi empregado 2 vezes por ele quando ironizou os traços franceses incompatíveis com as palavras encardidas que por vezes ela aplicava. Paixão foi dita 2 vezes, uma por ele e uma por ela, com muita simplicidade. Estrago foi dita 1 vez por ela quando sinalizava que a falta dele tinha feito estrago, e quis rimar, ousada, com espasmo que era na verdade a reação com a qual ela se identificava perante a ausência dele.    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Na ânsia de se conhecerem mais e entre relatos e trejeitos, ele não desgrudou seu olhar dela que, por sua vez, quis imitá-lo: o garoto com os olhos repletos de melanina esfomeadas a observar cada célula que compõe aquele corpo de mulher. Ela, notadamente com os olhos marejados, ralos e um sorriso incansável, tanto que sua boca parecia ter aquele formato infinito do riso que tal qual o ensaio, fora perfeito. Ambos, felizes e descobrindo que a felicidade não podia ser ensaiada, disseram fulminamente, “que saudade!”. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4287251733636932125?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4287251733636932125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4287251733636932125&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4287251733636932125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4287251733636932125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/que-saudade.html' title='Que saudade!'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDjVtjcl7mI/AAAAAAAAB5U/apTIQYKoYPE/s72-c/1626421_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3362882177632208113</id><published>2010-07-06T22:45:00.001-07:00</published><updated>2010-07-06T23:09:26.566-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estranhos-amigos'/><title type='text'>Um capitulo sobre as diferenças (musicais)</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDQZwvaSMbI/AAAAAAAAB5I/aVbAoUqNl9U/s1600-h/1001_discos%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" class="wlDisabledImage" title="1001_discos" border="0" alt="1001_discos" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDQZxvxWvII/AAAAAAAAB5M/4TcXMuauxUo/1001_discos_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="304" height="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Diálogo extraído de uma das tantas conversas que exalam genialidade e cumplicidade. Agradeço ao amigo caro, pensador e escritor &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://marioribeiros.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Mário Ribeiro&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt; pela compreensão e generosidade.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;font size="2"&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;Mário: Gosto de seus textos. Mas as musicas do final os fazem menos “apreciáveis”.       &lt;br /&gt;Bruno: São vulgares, acertei? Musicas populares que se ouve pelas ruas citadinas.       &lt;br /&gt;- São ruins, apenas.&amp;#160; &lt;br /&gt;- “ruins” não diz muita coisa que me convenceria a experimentar outras melodias. Na verdade isso apenas sela que seu gosto musical é distinto do meu, o que não é exorbitante, suponho.       &lt;br /&gt;Mário ri.       &lt;br /&gt;- Meu caro, não me interprete mal, mas, &lt;a href="http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/antonio-de-mello-e-os-galhos-murchos.html"&gt;&lt;font size="2"&gt;Vanessa da mata&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; é ruim em todos os aspectos.        &lt;br /&gt;- Perdoe, mas eu sou do litoral, e por lá as músicas dela embalou muitos momentos bons. E, aliás, Vanessa é muito meiga, doce e tem um bom tom. Eu confesso que acho as letras dela simplistas. Mas não são raras as vezes que a vida merece ser encarada dessa forma, simples e doce.         &lt;br /&gt;- Não é questão de simplicidade, Chico e Vinicius são simplistas e fazem bem o trabalho de músico. Ela, por sua vez, não tem letra, não tem nada a dizer ao mundo. Tem uma voz “ouvível” e só. Enfim, não serei eu que despertarei uma exigência musica em você, espero, solenemente, que Bach o faça.         &lt;br /&gt;Ambos riem juntos e serenamente.         &lt;br /&gt;Bruno:         &lt;br /&gt;- O Buarque e o Vinicius? Você traz forças como essas para compará-los à nossa modernidade? Meu caro, Vinicius enterrou consigo metade das preciosidades, ou as deixou em versos que, acredito, melodizam os nosso caminhos. Mas hoje em dia eu, ao menos, sustento-me com um manjar simples. Um café com leite que por vezes me salva do sabor amargo e das noites encardidas. Todavia acho importante indicar uma musica de Vanessa da Mata, posso?         &lt;br /&gt;- Claro, querido, faço questão de ouvi-la.         &lt;br /&gt;O silêncio preenche alguns minutos.         &lt;br /&gt;Bruno:         &lt;br /&gt;- Estou aqui experimentando algo para poder indicá-lo... Pronto, aqui: &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vDb9E2Dfn-E"&gt;&lt;font size="2"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=vDb9E2Dfn-E&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt;. Ouça imaginando-se numa praia deserta, abandonado aos encantos das cores, do sol extravagante, da espuma alvejante do mar, e deleitando-se com um livro daqueles de tornar a vida útil. Ou melhor, caso sua companheira ainda exale mistérios impercorridos, imagine-se com ela, tentando perscrutar os olhares, os gestos ou qualquer detalhe que lhe escapula. Busque se ater à imaginação.        &lt;br /&gt;- Ok, tentarei.         &lt;br /&gt;Minutos depois.         &lt;br /&gt;Mário:         &lt;br /&gt;- Ouvi tudo e....         &lt;br /&gt;- Não deu certo, suponho.         &lt;br /&gt;- Tive de terminar a música e procurar um remédio que me aplacasse. Uma cura, e a encontrei aqui: &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IXdNnw99-Ic"&gt;&lt;font size="2"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=IXdNnw99-Ic&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="2"&gt; . Estou usando essas doses.        &lt;br /&gt;- Eu entendo, caro. E acho que nossas dessemelhanças só vem a acrescer o nosso convívio.         &lt;br /&gt;- Claro, e que venham essas à tona.         &lt;br /&gt;- Mas remediar-se com Pink Floyd é, no mínimo, covardia. Ou petulância. Ou pedância. Ou todas elas. É o mesmo que usar doses de bezetacil para amenizar uma dorzinha na cutícula da unha do dedinho menor.         &lt;br /&gt;Ambos riem.         &lt;br /&gt;Mário:         &lt;br /&gt;- É porque cresci ao som disso: Led Zeppelin, Mozart, Pink, Deep, Miles Davis , Bill Evans, Tom Jobim, então exigo muito do músico pra que me agrade os ouvidos.         &lt;br /&gt;- Que vida infamiosa você teve.- Ironiza Bruno.         &lt;br /&gt;- hehehe.         &lt;br /&gt;- Eu, humildemente, vivi numa loja de discos da minha mãe, então, acrescente a esses seus interpretes, outros tantos de variados gêneros...         &lt;br /&gt;- Mas meu caro, porque ainda assim gosta de Vanessa da Mata? Aposto que teve contato com os melhores.         &lt;br /&gt;- Porque, querido, como criança sempre fui incapaz de detê-la a tocar na loja de discos de minha mãe enquanto eu descobria na leitura de algum mestre um pouco de minha alma.E venha cá, o que somos nós sem as nossas trilhas sonoras? Como poderemos revertê-la ou convertê-la no mais puro dos gostos musicais? Não perderíamos a nossa identidade ao forjar um gosto puro? Lapidar é preciso, mas na música, tanto quanto na vida, o preconceito é só subfruto do desconhecimento. E para fugir do preconceito tolo e rasteiro, não me privo de nenhuma faixa que tente levianamente ou vulgarmente falar de amor: desde o amor casto e virtuoso ao amor vadio encontrado nas bocas de tantas esquinas.         &lt;br /&gt;Mario         &lt;br /&gt;- Julgando por esse raciocínio, é bem verdade. Mas não é preconceito. Eu ouço de tudo, infelizmente.         &lt;br /&gt;- Não, não digo que de sua parte seja preconceito, meu caro, perdoe se o assim fiz notar. Observo apenas que para mim seria preconceito se eu negasse toda a trilha sonora de minha ingênua e comum infância, se a todos nos é comum a falta de apuro na infância.         &lt;br /&gt;Mario         &lt;br /&gt;- Você gosta de Fresno?         &lt;br /&gt;- Não gosto de Fresno. Não convivi nem me induzi a gostar.         &lt;br /&gt;- Ah bom! Eu, por minha vez, cresci ouvindo Blink 182 e admito que ainda acho-o agradável de ser escutado embora, claro que me admito, nessas horas, ser um medíocre incorrigível.         &lt;br /&gt;- Pêsames. E é assim mesmo. Admitir nossa mediocridade talvez nos salve do fardo dela.         &lt;br /&gt;- Ainda assim eu nunca indicaria Blink a alguém. É a mesma coisa que passasse a infância ouvindo “rebolation” e indicasse à minha filha. Coitada. Seria um fardo         &lt;br /&gt;Bruno:         &lt;br /&gt;- Verdade. Embora seja dado ao homem a escolha de suas decisões. Que cada um faça, conforme o que pensa, é o que no máximo poderei cobrar.         &lt;br /&gt;Mário:         &lt;br /&gt;- Claro meu caro, não tenho duvida disso.         &lt;br /&gt;Assim, admitidos e tolerados seguiram suas vidas. Compartilhando o valor de reconhecer e valorizar as diferenças.         &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;A flor da pele – Zeca Baleiro&amp;#160; &lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/79942019/d6e678d9" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3362882177632208113?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3362882177632208113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3362882177632208113&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3362882177632208113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3362882177632208113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/um-capitulo-sobre-as-diferencas.html' title='Um capitulo sobre as diferenças (musicais)'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TDQZxvxWvII/AAAAAAAAB5M/4TcXMuauxUo/s72-c/1001_discos_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8123405263927526806</id><published>2010-07-01T21:38:00.001-07:00</published><updated>2010-07-01T21:38:18.782-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Antonio de Mello e os galhos murchos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TC1tKzJ3_gI/AAAAAAAAB5A/2r0pTP3VrRk/s1600-h/branches%5B9%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" class="wlDisabledImage" title="branches" border="0" alt="branches" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TC1tOABC_hI/AAAAAAAAB5E/Dn9Tw7Cy1lM/branches_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" width="503" height="378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Qualquer um capaz de distinguir a loucura da lucidez saberia dizer a quantos passos Antonio estava da qualidade de ser louco. Eram poucos, constato. E essa distância diminuía vagarosamente no ritmo constante, feito a brisa que suspende a barra do tecido pesado. Mesmo que demore mais um pouco e ainda tenha Antonio ocupações que prorroguem seus dias de clareza, perceber-se-ia, embora, a qualquer instante o pedaço de pano acolhendo o desejo do vento e arreganhando-se à insanidade de seus rumos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; “Consumado”, dizia ele sobre o próprio destino. “Pois o homem raramente escapa do seu destino”, completava, invariavelmente determinista. Não há mais como intervir na luxuria qual tomaria sua vida. Luxuria de pensamentos. Suas afeições se rendiam aos encantos da demência. “O amor torna-nos louco”, afirmava repetidamente. Agora que soube porque amava aquela garota, parecia não mais existir algum nexo em continuar prestando a ela tamanho sentimento. Não. Queria agora voltar aos tantos tragos em que estava acostumado antes de Mariana entrar em sua vida e tomar de assalto toda sua insanidade, lá nos recônditos do seu pequeno passado de poeta delirante. Desejava, pobre de Antonio, o saldo de tantas noites renegadas ao prazer e tão oferecidas ao amor e aos seus apelos passionais. Suas noites estavam, marcadamente, irrealizadas no beco de suas memórias. Fosse o que fosse, achou que não tinha vivido todos aqueles anos que teve a disposição. E cada minuto que se avançava, tinha a certeira impressão de estar investindo no tédio, na mesmice, na decadência. Precisava se recuperar da fantasiosa trama de amor a qual estava submetido e embrulhado e torcia, mas torcia muito, para que a vida lhe retribuísse com os adornos venturosos da juventude desfrutável. No frio de seu quarto, esfregava os pés insensíveis e pálidos contra o tapete na intenção de roubar o calor necessário. Conhecia a estrutura de sua tentativa de produzir calor. Amava para sentir calor, e esfregava os pés, incansavelmente, com a mesma finalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Passaram-se algumas horas entremeadas de pensamentos convulsos e pés artificialmente aquecidos. Amanheceu dentro e fora de Antonio de Mello. A luz da certeza era uma apetitosa refeição cujo proveito lhe traria os próximos passos de sua jornada sob os raios de sol da manhã calmosa. Arriscou alguns passos em direção da varanda. Avistou, ainda sonolento, a varanda convidativa: a mesa posta e a porta aberta. Seu velho pai, que de tão velho não sabia distinguir as intemperanças de seu único filho homem, havia proporcionado aquele banquete vário e generoso. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Por um momento, enquanto revia a fotografia de seu pai no porta-retrato fixado na parede amarelada, e percebia que a casa estava completamente desaquecida pela ausência de seu progenitor, pensou, com os olhos lacrimosos, “ele deve ter ido colher o café”. E ainda pensante, envergou-se para olhar pela janela da cozinha e enxergou uma varanda repleta de sombras. Seu pai lá ao longe, o céu levemente nublado, galhos murchos e concluiu que nem os dias, conhecidos por sua iluminação, têm a obrigação de serem tão claros. Furtou-se, rapidamente, desviando-se de qualquer mancha de ideia ou escolha. Naquele momento ao passo que aguardava seu velho pai, desejava apenas que seus dias de insanidade não interrompessem o afeto que seu pai ofertava ao seu filho. E que alcançaria, seguramente, a eternidade genuína da qual sua história era apenas um trecho. Dessa eternidade, dessa mesma eternidade comungava a contagem de seus vacilos mentais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As Rosas Não Falam – Vanessa da Mata    &lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/117508589/e824c358" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Recomendo o video: atente-se ao trecho dos 2:40.    &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XYUOQDlZnTQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XYUOQDlZnTQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8123405263927526806?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8123405263927526806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8123405263927526806&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8123405263927526806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8123405263927526806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/07/antonio-de-mello-e-os-galhos-murchos.html' title='Antonio de Mello e os galhos murchos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TC1tOABC_hI/AAAAAAAAB5E/Dn9Tw7Cy1lM/s72-c/branches_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5238565259031669157</id><published>2010-06-28T20:44:00.001-07:00</published><updated>2010-07-20T17:38:10.332-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Um convite para dançar.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;O poeta é um &lt;b&gt;&lt;i&gt;farsante&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; que acaba dizendo as mais belas verdades. &lt;i&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TClsKeXmPiI/AAAAAAAAB4s/flaWn9GQjlA/s1600-h/Sem%20t%C3%ADtulo%5B19%5D.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Sem título" border="0" height="180" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TClsLP-QBRI/AAAAAAAAB4w/U91FsaZmL50/Sem%20t%C3%ADtulo_thumb%5B15%5D.png?imgmax=800" style="border: 0px none; display: block; float: none; margin: 0px auto 5px;" title="Sem título" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;CARTA à Graziela de Sá, sem adjetivos e nem disfarces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;Me ensinastes a pieguice.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mágico poder que o tempo tem de desnudar as coisas assume sua importância agora quando a sinceridade parece o melhor elemento que uma relação pode prometer. Acho que subestimamos o nosso potencial de amar, de perdoar-nos, e, sobretudo, de nos encarar do jeito que somos, com todo os erros que nós habita e nos forma. Não há vergonha nenhuma em ser do jeito que somos: complicados, por vezes rudes, por vezes sensíveis demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E nossas respostas se acumulam desde os tempos mais remotos. Todas as respostas e não respostas só demonstram que nós temos a chance de dialogar sobre as coisas e evoluir na medida qual elas exigem. Falta-nos o esforço de prolongar a dor decorrente das conversas. Falta-nos admitir o sofrer do movimento, da mudança. E há poucas coisas nesse mundo menores do que o medo de admitir. Mas é isso. Temos o potencial de ser uma das menores coisas desse mundo, e isso não nos apequena. Pelo contrário, isso mostra que mesmo tendo essa alternativa, ainda assim, conseguimos contorná-la e escolher o que é melhor para o transcorrer da vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida, para o cocheiro ou para o sujeito que dirige o trem não é menor pelos desafios que eles enfrentam em suas funções. Dirigir a vida, isso sim é doloroso, ainda que necessário. Somos mais que coadjuvantes de uma história qualquer. Somos protagonistas de nossas tramas, atores centrais cujos papeis não podem ser substituídos. Você, Graziela de Sá, não poderá ser substituída pela menina Liesel (A Menina que Roubava Livros) quando rouba de mim sua presença. Nem eu poderei ser Daniel quando tenta percorrer os maiores mistérios d&lt;i&gt;A&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Sombra do Vento &lt;/i&gt;que balança esse cabelos ruivos - que suponho agora negros -. Então, se apesar da tentativa, não somos insubstituíveis para a película pessoal que compomos, mesmo que teçamos mal certas escolhas, teremos de admitir os frutos destas e fazê-lo da melhor forma possível, sem medo de recorrer a erros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O medo. Volto a falar dele. Ele que nos tornou tão imputáveis para tomar qualquer iniciativa. Esse medo que nossos pais estimularam, dando aos outros sujeitos, um ar monstruoso. Pois é. Somos monstros de nós mesmos. Como disse Sartre, quase nunca conseguimos domesticar as ações e reações que os outros nos proporciona. E isso torna certas respostas insuportáveis. Para cessar elas: censuramos as reações alheias ou aceitamo-la do jeito que são dentro do frasco da sinceridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até que se rompa o vidro que separa as fraquezas e inibições do que exprimimos para o outro. Quando o outro nos invade, avançando as portas de nossa alma, esse outro torna-se parte de nós. Você é parte de mim(perceba meu sorriso envergonhado). Parte imaculada e gestada apenas pelo meu imaginário. Ai que ta. Você sobrevive, involuntariamente, no meu imaginário e isso torna as barreiras do vidro ainda mais resistentes. Rompa, portanto, essas barreiras. Mostre suas fraquezas e entregarei as minhas em suas mãos. Estraçalhe o vidro que existe entre o que imagino e o que você é, e prometo invadir, sutilmente, os recônditos de seu ser. Até onde me for indispensável. Até o seu limite. Mas construa um repouso para mim, dentro de você. Farei o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu, contaminado com meus imperativos decorrentes do lugar onde estou, tento maquiá-los. Tragicamente em vão. Meus verbos estão expostos a claridade de minhas intenções. Quero você de volta. Mas não agora, não imediatamente, não no beijo roubado dos amigos que não contêm suas emoções. Quero-na racionalmente. Porque sei que a razão não está de um dos lados, senão dos dois. E isso me faz querer possuir uma amizade mais madura, digesta, mesmo com suas futuras intempéries. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TClsMCgvI1I/AAAAAAAAB4k/lxRa-sYcXIA/s1600-h/Sem%20t%C3%ADtulo%5B18%5D.png"&gt;&lt;img alt="Sem título" border="0" height="159" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TClsNhFifNI/AAAAAAAAB4o/Ju6rC6Ys3eU/Sem%20t%C3%ADtulo_thumb%5B14%5D.png?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: block; float: none; margin: 0px auto 5px;" title="Sem título" width="445" /&gt;&lt;/a&gt;Na pagina 200 do livro A Sombra do Vento tem uma frase que Bea diz para Daniel que cabe bem nessa nossa história, que mesmo irrecuperável, ultrapassa o limite do tempo: “Tudo isso faz parte de alguma coisa que não podemos entender, mas que nos fascina”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensando profundamente na amizade fascinante que Deus separou para nós dois, lembro-me de uma passagem de Moisés perante a Sarça ardente sem se consumir e das palavras imperativas que Deus proferiu: “Retira as sandálias de seus pés que o solo que pisas é santo”. Eu penso logo em seguida. Será esse um argumento fatal? As palavras de Deus nos revestem de verdade e de amor, a ponto de deixar de lado (ou melhor, deixar para trás) as outras mazelas de uma relação? Ou será que nossa amizade custa alguns centavos – metaforicamente - de tempo que perderemos consumando mais brigas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa carta demorou. De fato. Pode ser tarde. Será que anoitece no mundo dos perdões? Eu me valho dos versos de Drummond ao adiar tanto essas letras escritas no meu peito a tantos dias atrás. Acho que no seu aniversário comecei a fazer a leitura de minha alma acerca da situação. Mesmo assim, uso de Drummond para validar essa demora tão produtiva. Ele dizia que &lt;i&gt;antes de escrever, é necessário conviver com seus poemas&lt;/i&gt;. Só se mora com os poemas, no silêncio. Antes do nascer da palavra há um sabor de silêncio que precisa ser solvido. Há sempre um silêncio íntimo a espreitar os versos verdadeiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma escolha sua: esquecer-me ou não. Mas não é justo tornar irrecuperável os rascunhos que construímos, porque, por mais que tenhamos uma vida juntos, não concluímos história alguma. E nem estamos prestes a concluir, suponho, já que o tempo de duração da vida é desconhecido para todos nós. Só que agora, quando as escolhas nos são necessárias, é preciso ter a sabedoria de esboçar as melhores reações. &lt;i&gt;É tempo de meio silêncio/ de boca gelada e suspiro,/ de palavra indireta,/ aviso na esquina./Tempo de cinco sentidos num só. (Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se mesmo assim, você optar, com muita força de vontade, por me esquecer, deixo-lhe os versos que Mario Quintana escreveu para nós dois: &lt;i&gt;se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho. &lt;/i&gt;Nessa lentidão, for você capaz de me extinguir, feito como eu havia tentado fazer contigo. Peço-te, fale isso baixinho comigo para que eu continue negando lembranças suas para minha memória e alimentando meu esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para finalizar, trago as palavras de mais outra pessoa que nos é conhecida. Faço-o por que sei que é mais fácil sobrescrever os versos alheios do que tirar de nossas letras a conformidade com o real. Encerro, sem esgotar o assunto, com as palavras que ouço imaginariamente de sua voz, talvez rancorosa, talvez ingênua: "Um menino. Aquele ar espantado. Um pouco trêmulo. Cigarro atrás de cigarro. Tenho medo de tocá-lo. De quebrá-lo." do saudoso Caio F. Esse sujeito que incrimino como cúmplice de nossa continuidade, que embora no silêncio, persiste em nós, em nossas cartas, em nossas palavras, em nosso âmago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convido-te agora para dançar ao som lancinante da poesia. Não sei dançar, minha maneira de dançar é o poema. E é entre as palavras que arrisco o passo como este que estou dando. Boa noite, senhorita. Com apego de seu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bruno&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;A música se chama &lt;b&gt;NÃO VÁ EMBORA&lt;/b&gt;. E me lembra uma pessoa que perdi, por não dizer simplesmente essas palavras.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="20" src="http://www.4shared.com/embed/69626127/266fbc96" width="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5238565259031669157?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5238565259031669157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5238565259031669157&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5238565259031669157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5238565259031669157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/um-convite-para-dancar.html' title='Um convite para dançar.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TClsLP-QBRI/AAAAAAAAB4w/U91FsaZmL50/s72-c/Sem%20t%C3%ADtulo_thumb%5B15%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3296655112559935493</id><published>2010-06-22T07:38:00.001-07:00</published><updated>2010-06-22T07:42:25.610-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Traição e filhos: a literatura imita a vida.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TCDKqRUE-rI/AAAAAAAAB4U/CVHxdrGRzXY/s1600-h/a-deriva-05g%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 3px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="a-deriva-05g" border="0" alt="a-deriva-05g" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TCDK3Cj8VRI/AAAAAAAAB4Y/Xn5I48aIHbg/a-deriva-05g_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" width="513" height="344" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;font size="2" face="Arial"&gt;Dr. Breuer vive um dilema em &lt;em&gt;Quando Nietzsche Chorou&lt;/em&gt;: contar ou não contar a seu amigo Sigmund Freud sobre sua amante. Contar significaria presenteá-lo com o peso de uma confidência a ser escondida dos ouvidos dóceis de sua esposa, Mathilde, e tornar a amizade dos dois insuportáveis. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Arial"&gt;As mesmas alternativas se apresentam em &lt;i&gt;À Deriva&lt;/i&gt;, de Heitor Dhalia (&lt;em&gt;O cheiro do ralo&lt;/em&gt;). Retrata a vida de uma jovem que guarda em segredo a traição de seu pai, por medo de provocar com isso a ruptura de sua família. A obra conta a história de uma família maltratada pelos círculos de mentiras que as envolvem. O marido, vivido pelo ator francês Vincent Cassel, é um escritor que mantém um relacionamento paralelo. Ele não desconfia que sua filha mais velha já saiba da situação e guarda em segredo, o fardo dessa informação. Esse sigilo todo para proteger sua mãe, estrelada por Débora Bloch, que por sua vez (e só no fim descobrimos isso) estava apaixonada por um de seus alunos... (sobem as notas de piano).&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;Uma separação lenta, coisas que se quebram e que, infelizmente, não são possíveis de recuperar. São assim que os melhores casamentos são desfeitos. Os sentimentos vão se desgastando: ela não mais consegue deduzir os pensamentos de seu companheiro. Porque as boas esposas conhecem a cabeça de seus parceiros. Já ele anda inconscientemente áspero até nas mais bobas circunstâncias. Um jogo de abrir feridas. Feridas, muitas vezes, irrecuperáveis.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;O menor tempo com a parceira é equivalente a aventura de pisar em areia movediça. Juntos percorrem, sem confiança alguma, o plano dos relacionamentos que não sobrevivem aos relevos sinuosos. O piso vai cedendo até não suportar nem mais um passo. Seguem eles dançando a canção derradeira. As teclas do piano vão se amarelando, desgastados; os dedos amarrotando, pesados de tanto bater na mesma tecla; os ânimos, esses vão aprendendo a se ignorar. É chegado o fim. Fatalmente. Finalmente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;Ela fuma um cigarro e separa os próprios cabelos castanhos, pensativa. Devolvida ao olhar distraído com que a vida lhe beija. Dói. Delira com as previsões da vida sem ele. Ele todo cheio de pluralidades para não pensar nela. A mãe de seus filhos. A única que durou tanto. E durou tanto com tanto amor. Sente a perda. &lt;i&gt;Mas é o fim! Deve-se superá-lo&lt;/i&gt;, reza o senso comum.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;E os filhos? O que fazem eles nessas horas? Aprendem como engolir as centenas de lágrimas que as circunstâncias lhes provocam. Desdizem as verdades. Enganam-se com a mentira do casamento que aprenderam a compor. Tentam fazer com que nada seja mudado. &lt;i&gt;Está tudo bom, acreditem, somos felizes&lt;/i&gt;! Mas nada estava, nem está, bom. Era tudo um impressionante engano. Eram felizes apenas na frente dos filhos. Mais uma história da carochinha que contaram para os seus. Os filhos perderam os detalhes para assistir o fim e não querem ver os créditos subindo. Tarde demais. A mocinha e o mocinho não ficarão juntos. É a vida e os seus requintes de malvadeza.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;Nessas horas vale encontrar vilões, culpados, coisas do tipo? E se a resposta fosse sim, esses vilões devem ser culpados como? Alienação parental: a mãe fala mal do pai pros filhos lhes transferindo toda a carga de ódio. É o roteiro mais comum, mas nem sempre é assim.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;Houve um caso que preencheu meus olhos dia desses. O retrato de mais uma família devastada por esse motivo. A peculiaridade é que os filhos, antes tão afetuosos ao seu pai, nos dias presentes não conseguem encará-lo nem de viés. O antigo herói da infância. Ele que ajudou em toda educação e em algum momento vacilou com a família. Embora tenha se mostrado arrependido, os filhos não superaram o acontecido. Eles acompanharam de perto a dor da traição. A mãe chorava muito. Quase faltava alimento em casa. A raiva foi consequente. E mesmo sem a mãe tê-los enchido a cabeça, seus pensamentos inadmitiam ter aquele estranho como pai. No fim é isso? Pais e filhos tornam-se estranhos? A dor não pode ser reparada? Nada pode ser compensado? Às tantas perguntas eu arrisco uma resposta pronta, preguiçosa, embora prudente: a &lt;i&gt;cada cabeça uma sentença&lt;/i&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2" face="Arial"&gt;Pode o ser humano arrepender-se de suas traições e restabelecer o afeto após tantos danos? (o maestro suspende rapidamente as mãos pedindo ao coral - de leitores - que encham o palco com seu cântico). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Deixem sua opinião.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3296655112559935493?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3296655112559935493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3296655112559935493&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3296655112559935493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3296655112559935493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/traicao-e-filhos-literatura-imita-vida.html' title='Traição e filhos: a literatura imita a vida.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TCDK3Cj8VRI/AAAAAAAAB4Y/Xn5I48aIHbg/s72-c/a-deriva-05g_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5252951179275775497</id><published>2010-06-18T12:59:00.001-07:00</published><updated>2010-06-19T09:39:30.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Algum ensaio sobre a vida e a morte. E Saramago.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Hoje, com algum cuidado, resolvi abrir uma página em branco deste blog pra simplesmente escrever alguma bobagem ou uma tese, seja lá o que for não importa. Importa apenas espalhar as palavras sobre esse papel virtual e concretizar pensamentos que desastrosamente só se concluem dessa maneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TBvQE5ddmgI/AAAAAAAAB4M/mlvPkTXxNl8/s1600-h/saramago%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="saramago" border="0" height="221" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TBvQI8d8csI/AAAAAAAAB4Q/DJvmmTsuG-M/saramago_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px 5px 0px 0px;" title="saramago" width="174" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não tenho a pretensão de falar das coisas importantes, se para mim, o que há de mais importante nessa vida é a própria vida e suas implicações. A pessoa, finalmente, é o que acredito ser alvo desse artigo começado por necessidade e terminado por algo que há de vir e, bem como são as coisas do futuro, não se sabe prever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Há dias venho tentando materializar o esforço de saber o que desejo para os dias vindouros e tenho detestado a ideia de me descobrir para depois seguir em frente, já que o tempo, faceiro, não nos aguarda nem amarrar o cadarço das dúvidas. E resta ao homem inoculo a tristeza de conviver com a falta de destino e aliciado pelas causalidades. Transmitindo suas incertezas a cada ouvido que o persegue, e perseguido, fatalmente, por pessoas que mal consegue abominar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Rendido aos olhos que dilaceram seus pesares e entremeiam ainda mais imprecisas questões. Assim sente-se a pessoa, o homem em frente aos seus desafios, no desjejum do conhecer. E na indecisão das escolhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Há em mim, uma imaturidade para discernir o bom e ruim, quando me faltam referências intactas desse julgamento. E o carro passa ofertando navalhas. E a vida não passa. Nem deseja passar. Deseja sim, sobressair desse estado intempérie e partir para os bons bocados de amanhã. E não pense literalmente no amanhã. Leia-se um futuro indeterminado decorrente de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;O mesmo hoje que matou o literato, depois de tomado seu café. Um homem cujas ideias resistirão aos ventos da crítica desqualificada. E cujos livros nenhum me foi saboreado. E isso me entristece, porque de que forma compreende o homem à sua pessoa se não por vias dos poetas e dos literatos? Inúmeras. E isso aquece ainda mais a imprecisão do que devo chamar de pessoa. Pessoa é o outro? Pessoa é aquele que redigi suas fraquezas? Ou pessoa não é nada disso e é apenas a vontade lógica de tornar-se imortal, feito Saramago. O Homem que falou do que tanto experimentava agora experimenta o que tanto falou em vida: a morte. Incerta. Beijada. Ou pelo contrário, nesse momento esse homem está dando o braço a torcer e encontra-se em algum plano que nem acreditava. Nesse instante, teme ter errado. Mas temeu e errou tanto na vida que ainda sobra-lhe humanidade e qualidades para errar. Risadas. Vá, homem bom. Seja feliz agora no desjejum de lucidez, você que sempre foi tão lúcido. Banqueteei-se. E deixe o seu café pra outros homens bebericar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Canto Para Minha Morte – Raul Seixas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="20" src="http://www.4shared.com/embed/131410992/7d8a3248" width="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5252951179275775497?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5252951179275775497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5252951179275775497&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5252951179275775497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5252951179275775497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/o-cafe-antes-da-morte.html' title='Algum ensaio sobre a vida e a morte. E Saramago.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TBvQI8d8csI/AAAAAAAAB4Q/DJvmmTsuG-M/s72-c/saramago_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5111586858590510835</id><published>2010-06-09T12:00:00.001-07:00</published><updated>2010-06-09T12:53:16.721-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Somente pra inspirar sua leitura.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_jB8DiahI/AAAAAAAABy0/gbzTR97biEE/s1600-h/P5170552%5B38%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="um pedaço de você está aqui." border="0" alt="um pedaço de você está aqui." src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_jK4_aAsI/AAAAAAAABy8/88FmtazgU90/P5170552_thumb%5B36%5D.jpg?imgmax=800" width="385" height="289" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Um pouco do lugar onde estou. Mais uma tarde fria e cinzenta.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_ju2R3JrI/AAAAAAAABzA/gOPH-IXFcqA/s1600-h/2%5B6%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Não são cigarros. São tragos." border="0" alt="Não são cigarros. São tragos." src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_kFgGHKDI/AAAAAAAABzE/BFM0gwU777U/2_thumb%5B4%5D.png?imgmax=800" width="383" height="269" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Os tragos de papel, as tantas páginas rascunhadas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_kiv1ANaI/AAAAAAAABzI/Pr2SBGXUQ-Q/s1600-h/1%5B8%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="1" border="0" alt="1" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_k5q0l3CI/AAAAAAAABzQ/T3Yl7ULPuF4/1_thumb%5B6%5D.png?imgmax=800" width="374" height="313" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;A sua aparência se [con]funde com a minha, quando nos descrevemos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma música do CD novo do Jack que resgata canções que embalaram minhas tardes em Itacaré. Johnson é excelente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Only the Ocean – Jack Johnson&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/300511826/ed3fd5bc" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5111586858590510835?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5111586858590510835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5111586858590510835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5111586858590510835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5111586858590510835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/somente-pra-inspirar-sua-leitura.html' title='Somente pra inspirar sua leitura.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA_jK4_aAsI/AAAAAAAABy8/88FmtazgU90/s72-c/P5170552_thumb%5B36%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1053551092361387</id><published>2010-06-09T07:29:00.001-07:00</published><updated>2011-11-19T22:24:12.714-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O poeta que não sabe usar as palavras.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA-lIP5DbeI/AAAAAAAAByM/Q4_qn3c-sQg/s1600-h/4147840752_f694d3047a7.jpg"&gt;&lt;img align="right" alt="4147840752_f694d3047a" border="0" height="292" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA-lPOn5SeI/AAAAAAAAByQ/BnbVeWr4Dlk/4147840752_f694d3047a_thumb5.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px;" title="4147840752_f694d3047a" width="389" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mariana chegou com uma demora peculiar às pessoas que escondem rancor. Não queria parecer interessada no encontro. Nem manter interesse sobre os rumos dele. No entanto, não conseguiu convencer suas reações. E sua face dissimulada por sua vez entregou todo o jogo. Antonio de Mello, ainda assim, parecia calmo e sereno, sentado no banco de pedra da praça central. Aquela de sempre. Dos afagos, abraços, beijos, apertos e cantos dos pássaros. Era primavera, o que tornara o ambiente insuportavelmente bonito para ser cenário de tal ato. Um sorriso impenetrável aconchegou ambos os olhos que se encontraram e se alisaram. Ele e ela, apesar de mais velhos, ainda guardavam no olhar, a fome jovem de sua antiga paixão. Antiga? Começaram as indagações indizíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cumprimentaram-se com uma mera sutileza, da qual se orgulhavam muito e anunciava a maneira correta de se tratar para conversar um assunto tão delicado que são os fatos do passado. Estremeceram um sorriso. E vasculharam a profundidade do olhar do outro, numa avidez desconcertante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que bons ventos a trazem? - Falou Antonio, no vicio de fazer parecer tudo um grande acaso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não estou disposta a dar asas à poesia de suas palavras, Antonio, sejamos o tanto objetivo que tal circunstância nos obriga a ser – respondeu Mariana com a voz objetiva das que tomam a decisão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Concordo com sua posição, mas não façamos da vida um filme já visto, sem novidades e obvio aos nossos olhos. Ainda assim não me deixe ultrapassar o limite que a poesia me permite. – Assentiu ele com sofisticada ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Antonio, você sempre foi assim. – Disse ela produzindo algum sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Assim como? - Perquiriu Mello com a voz embargada e como se quisesse insultá-la fazendo-a relembrar suas façanhas. Ele era bom nisso. Dava gosto de vê-lo trajando a mascara do deboche.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Escondendo-se detrás dessas suas palavras floreadas e esnobes. Eu detesto esse seu jeito. Eu posso ver isso agora com clareza. Eu odeio essa forma insultante de lidar com as palavras, de precisá-las com a prudência indecente de quem as esquartejam. Eu não o quero na minha vida novamente, senhor Mello, saiba disso adiantado. Não aguento o som roco de sua fala. – Desabou Mariana - esse seu olhar que absorve as situações e as escarram ao seu modo. Seu sorriso cínico, ele me provoca as piores sensações. E se você quer saber, eu não preciso de bonitas palavras para dizer a verdade na sua cara. E quero que faça o mesmo. A verdade não é vaidosa, meu caro, e eu detesto quando você faz dela, algo intocável, idílico. Pois bem. A verdade é simples, caro menestrel, eu lhe odiei desde o primeiro instante que percebi que minha vida estava mergulhada no seu mar de angústias. Fui infeliz de tê-lo aceito na minha vida, e não quero você de volta. Nem se fosse possível retirar os elementos que odeio em você... porque odeio você como como como – gaguejou em fraquejo –como quem odeia a própria alma pecaminosa – Berrou, murmurando em soluços.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os olhos de Antonio se iluminaram como se eles fossem expostos a claridade danosa da verdade. Deve agora o leitor ta pensando que Antonio está prestes a indignar-se. Oh pobre leitor que acredita em Antonio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É isso que você tem a dizer depois de tanto tempo? – foi o que Mello disse. Prolatou atribuindo certo peso em sua voz. Um grave desenfreado que deixava o seu tom enfático, embora ingênuo. Franziu a testa sem saber mais o que dizer. Deixou as linhas de seu semblante expostas a nudez virgem de seu descontrole.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, senhor Mello. Você é dono de si, senhor de seus próprios caminhos. Pois então, eu também o fui dos meus. Não quis você, e na hora certa o deixei aqui. – Disse ela confundindo o assunto em questão. - Você vive dentro de uma caixa mágica, da qual não se respira o ar da realidade. Por favor, reprima esse sorriso vadio! – falou sobre a reação que Antonio libertara ao ouvir tais palavras - não minta uma alegria. Odeio você – Sentenciou aos berros. Odeio com todos os sentimentos que já tive por você unidos. – Decretou aos solapos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No mesmo instante, fez-se aquele silêncio de túmulo: rasgante, forçoso, triste. Velavam o enterro daquela amizade bem numa tarde fria, a chuva acenando no céu, os pássaros ressabiando o canto de sempre, o chão se afastando dos pés. Queriam voar, desejavam os confins da terra a estar ali, expostos à beleza nua daquela praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A verdade te parece óbvia, Mariana. Pois faça prova dela, descasque-a, desembrulhe-a. Conte-me com o requinte de detalhes, aponte pra mim os motivos, apenas os benditos motivos de você ter me deixado - Disse Mello gesticulando teatralmente os lábios, e com os olhos envenenados de vingança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Retirando um cigarro do bolso, a conversa encheu-se de cerimônia. Ele sorrindo em desalento, e ela fumando irrefletidamente fugindo de si. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Seu canalha! – Berrou apoiando o cigarro dentre os dedos. Sugando o ar que lhe restara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele aquiesceu borrando os olhos de lágrimas. E numa tola tentativa de resgatar as gotas dos cílios fechou abruptamente as pálpebras. Tornando tanto medo em estupidez. As lágrimas nessas horas deveriam jorrar. No entanto, a amadourice faz os homens não desfrutarem dos momentos em que estão incluidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você me quer crua nesse seu sonho insano. Crua como as asas de uma galinha viva. Só pra me arruinar e depois rir de mim. – Disse como se tivesse tirando sarro das tantas histórias que Mello escrevera para a ela. Após dizer atirou o cigarro no chão pisando-o com ferocidade canina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu odeio você. E não preciso de fundamentos para isso. Nem se quer preciso lhe dar os motivos de qualquer ato meu. Minha vida é minha vida. Isso basta. Isso esgota qualquer possibilidade e tendência deu lhe render qualquer justificativa. Seu escritorzinho profano. Seu falso gentil. Seu estúpido romântico. Você envergonha os poetas. Odeio você e ponto. – Relatou Mariana inquestionável de sí, deixando as lágrimas escorrerem e limparem o batom cinza borrado de seu rosto. Ela estava entregue ao ódio mortífero que cultivara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Embora fosse desejo do autor que esse encontro rendesse mais que ódio. Salve, caro leitor, Mariana desse oceano de ódio em que está envolvida. Salve-a levando os rumos dessa conversa para outras direções. Termine o conto imaginando-a debruçada sobre seus arrependimentos; ele, ofegante, aparando suas próprias palavras e efetuando nela um beijo de exaustão. Um beijo fatalista. Que faz qualquer ódio tornar-se o mais belo e vulgar dos sentimentos: o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Silva &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deusa da minha rua – Geraldo e Yamandu&lt;/div&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="20" src="http://www.4shared.com/embed/81358024/9af3e1de" width="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1053551092361387?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1053551092361387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1053551092361387&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1053551092361387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1053551092361387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/o-poeta-que-nao-sabe-usar-as-palavras.html' title='O poeta que não sabe usar as palavras.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TA-lPOn5SeI/AAAAAAAAByQ/BnbVeWr4Dlk/s72-c/4147840752_f694d3047a_thumb5.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6004104099648524716</id><published>2010-06-05T17:00:00.001-07:00</published><updated>2010-06-05T21:29:11.566-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Perdida nos olhos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TArk6P3cUOI/AAAAAAAABr4/T91DIYkqag0/s1600-h/olhos-fechados%5B14%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="olhos-fechados" border="0" alt="olhos-fechados" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TArk8Oyr8YI/AAAAAAAABr8/RkSTDZtsKN4/olhos-fechados_thumb%5B12%5D.jpg?imgmax=800" width="244" height="184" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#0a0a0a"&gt;há pessoas que me arrastam      &lt;br /&gt;e não pouco me atordoam       &lt;br /&gt;deveras somente devoram minha atenção &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#0a0a0a"&gt;envenenam esse corpulento dispendioso      &lt;br /&gt;com seu aspecto frágil, desastroso       &lt;br /&gt;irradiando sua beleza atrevida que desmorona       &lt;br /&gt;minha concentração já, naturalmente, abalada. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#0a0a0a"&gt;mal sinalizado, esse corpo cai gastando seus gestos,      &lt;br /&gt;e geme em soluço enquanto anda       &lt;br /&gt;pelas ruas demarcadas por cinzas que o vento       &lt;br /&gt;acumulou no próprio olhar. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#0a0a0a"&gt;e nesse mesmo olhar, singelo, ingênuo e meu:      &lt;br /&gt;encontro-me como em outros olhos que refletem       &lt;br /&gt;minha aparência já desgastada.       &lt;br /&gt;ainda nesse olhar: me perco,       &lt;br /&gt;porque a imagem que cintila é sinuosa       &lt;br /&gt;e contemplá-la é perder-se nela.       &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Bruno Silva, Junho 2010)&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TArk_2_njcI/AAAAAAAABrw/chaQfltx8MA/s1600-h/olhos%5B21%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="olhos" border="0" alt="olhos" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TArlBmeEGrI/AAAAAAAABr0/RnbTYTOAvg8/olhos_thumb%5B19%5D.jpg?imgmax=800" width="222" height="180" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais do que Imaginei - Catedral&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/16841227/f039d756" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Voz do autor:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;* Eu comecei a gostar de escrever no bloco de notas. É raro eu trocar o novo pelo velho, mas taí a prova de que ainda sou possível de muitas coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=en_US"&gt;Receba as intimidades por E-mail&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6004104099648524716?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6004104099648524716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6004104099648524716&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6004104099648524716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6004104099648524716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/06/perdida-nos-olhos.html' title='Perdida nos olhos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/TArk8Oyr8YI/AAAAAAAABr8/RkSTDZtsKN4/s72-c/olhos-fechados_thumb%5B12%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8434731782399555685</id><published>2010-05-30T12:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T12:54:26.408-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>amores no fim do livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/TAK7EV9AV3I/AAAAAAAABqQ/-g-EyiRbxXA/s1600/livrosescultura-9.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/TAK7EV9AV3I/AAAAAAAABqQ/-g-EyiRbxXA/s400/livrosescultura-9.jpg" width="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;nosso amor é inconstitucional&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;você querendo meu bem &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;e eu querendo teu mal.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;nosso amor parece vão&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;você ai sem céu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;e eu aqui sem chão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;nosso amor é vicioso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;você ai insensata&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;e eu aqui orgulhoso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;nosso amor é paradoxal&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;você querendo pouca coisa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;e eu etecetera e tal.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;nosso amor é respiração&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;você sugando minha alma&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;e eu empurrando ela com a mão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;seu jogo, seu vicio,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;assim,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;a rotina de nosso amor, &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;mesmo que chova, nem que o autor morra,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;é o fim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;(Bruno Silva, Maio 2010)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=en_US"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Beirut - Elephant Gun&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="20" src="http://www.4shared.com/embed/76649294/b3151f3f" width="280"&gt;&lt;/embed&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=en_US"&gt;Receba  as intimidades por Email&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8434731782399555685?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8434731782399555685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8434731782399555685&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8434731782399555685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8434731782399555685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/amores-no-fim-do-livro.html' title='amores no fim do livro'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/TAK7EV9AV3I/AAAAAAAABqQ/-g-EyiRbxXA/s72-c/livrosescultura-9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3854667262413599302</id><published>2010-05-26T20:16:00.001-07:00</published><updated>2010-05-26T20:16:43.578-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estranhos-amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Interpretação…</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_3kDV3_OEI/AAAAAAAABp4/9KCKCadbWKk/s1600-h/desenho%20002%5B10%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_3kF2osSaI/AAAAAAAABp8/gCY6yqSr7XY/desenho%20002_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="525" height="525" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa imagem foi feita por Lorena Santos, estudante de Jornalismo da UESB - Bahia. Ela diz ter se inspirado no texto “&lt;a href="http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/qualquer-outra-frase-que-nao-seja-te.html"&gt;Qualquer outra frase que não seja ‘te amo’ novamente&lt;/a&gt;”, postado abaixo. Vale a postagem aqui de uma imagem tão singela e que transmite uma paz, além de ser uma forma de carinho e uma releitura do meu texto. Obrigado Lore, valeu a pena o esforço de sua arte. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abro a oportunidade pra oferecer esse espaço a alguma demonstração do tipo. Alguma foto, imagem ou texto que tenha sido inspirado por minhas despretensiosas obras. Obrigado pessoal! E continuem fazendo valer essa Intimidade Entre Estranhos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3854667262413599302?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3854667262413599302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3854667262413599302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3854667262413599302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3854667262413599302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/interpretacao.html' title='Interpretação…'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_3kF2osSaI/AAAAAAAABp8/gCY6yqSr7XY/s72-c/desenho%20002_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8207088657721097086</id><published>2010-05-23T13:40:00.001-07:00</published><updated>2010-05-23T20:52:16.270-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Qualquer outra frase que não seja ‘te amo’ novamente.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_mR0H-CqrI/AAAAAAAABog/WL9cMxtUfIk/s1600-h/carta%5B15%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="carta" border="0" alt="carta" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_mR27hVTyI/AAAAAAAABok/VSvWW2biG3A/carta_thumb%5B13%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;&lt;em&gt;Para Graice: palavras que desejam a finitude.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;É engraçado como as coisas acontecem de um jeito que não podemos prever. É engraçado, fascinante e talvez triste. Há minutos atrás éramos raros conhecidos que se frequentavam pouco. De repente tudo ganhou uma proporção: sua voz fina e insegura ganhou agudez, e lentamente, construímos o que fomos ontem, unha e carne. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Lembra das noites insones que nos oportunizava conversas tão rasgantes, mirabolantes e até tolas? Eu não as esqueço. Lembro dos versos que suas palavras descompassadas tentavam minar e de seu hálito fresco tentando roçar meus ouvidos impuros. Você era desastrada. Era não, é. Já eu gostava de me esconder debaixo do charme que as palavras possibilitam e sempre fui o inverso de você que era descuidosa, sempre pronta a esparramar letras pela cama. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Você era assim, falastrona, sem o menor pudor que suas palavras jorrassem e eu as acompanhasse com surpresa ou agradável pavor. Até que lentamente, como se uma epifania tivesse te acometido, você mudou.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Não, e não foi apenas você, fomos nós. Parte de nós mudou significativamente, e de repente não nos achávamos mais embrulhados nos lençóis. Éramos estranhos se cheirando a todo tempo para conseguir identificar os rastros do antigo companheiro. Das prosas delicadas. Dos versos mudos. Das horas incertas. Da emoção inconstante. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Como se não bastasse, seu timbre mudou, havia nele um tom de improviso. De alguém que não ensaia o roteiro e fica se debatendo, desguiado, feito as ondas do nosso mar, aquele mesmo mar que foi testemunha de nosso amor urdido. Nossa trama que fomos incapazes de concluir o script. E ver essa sua mudança, sem me movimentar era insuportável. Eu queria aqueles olhos antigos, tão negros e tão profundos que a vida se despedaçava ao mergulhar dentro deles. Mas eles não estavam mais ali, debaixo dos seus cílios estranhos, alheios. Eu queria você de volta, e me angustiava pensar em não tê-la do meu jeito, apenas e exclusivamente da minha maneira. Sua conversa, sua pernas preguiçosas se roçando, sua pele branca, de um branco tão elucidativo que deixava suas palavras desnecessárias. Você era a pureza do sorvete de flocos intocado, meu bem, e tudo se derreteu. Tão rápido. Tão apressadamente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Seus mistérios foram sendo revelados aos poucos, sua leveza inventada foi se desmistificando, os cabelos tingidos de negros foram descobertos. Aquela mesma madeixa que servia para confundir as minhas impressões físicas, era desde a seguir, um manto que descoberto mostrou o que devia esconder. E foi tudo tão rasteiro e tão inadiável quanto um despertar sonolento e bocejoso. Você, que era segredo, tornou-se &lt;i&gt;bom&lt;/i&gt; &lt;i&gt;dia&lt;/i&gt;. Tão dado. Tão neutro. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Nós deixamos o receio do estranho nos vencer. Não fomos possíveis juntos. Não conseguimos praticar o exercício do amor, a doce atividade de abrir mão de nossos medos. Esse medo que nos acompanha da infância e que faz as figuras construídas na imaginação desmoronar vagarosamente sobre os destroços de nossas edificações e nossos conceitos. Esse medo que não se encerra nem agora quando é fácil destinar essa carta.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Meu bem, por que as coisas acontecem de um jeito que não podemos prever? Não, não responda. Fique muda, me olhe de soslaio lá da esquina, feche seu sorriso embraquecido pelo dia ensolarado, suas mãos cortantes: guarde-as pra si; enxuga as letras que despencam de sua boca. Não vacile. Feche-se. Esconda-se. Ame-se. E me procura apenas quando seus pensamentos se reordenarem. Esses mesmos pensamentos que agora hesitam em atribuir um ponto final... Porque os dias de sol que passamos separados, esses pequenos dias, nos deixaram vulneráveis, embora saibamos que nada mudará. Nada.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Assinado: Bruno S. de Mello&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;font size="3" face="Cambria"&gt;Seguindo Estrelas – Paralamas do Sucesso&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/33897188/55c92fa3" width="200" height="20" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_mR-ehjspI/AAAAAAAABow/aHCm9AmW7YU/s1600-h/bruno%5B15%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA         " border="0" alt="OLYMPUS DIGITAL CAMERA         " align="right" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_mSt7wiuMI/AAAAAAAABo4/AWhOc1WT2SQ/bruno_thumb%5B13%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8207088657721097086?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8207088657721097086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8207088657721097086&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8207088657721097086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8207088657721097086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/qualquer-outra-frase-que-nao-seja-te.html' title='Qualquer outra frase que não seja ‘te amo’ novamente.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S_mR27hVTyI/AAAAAAAABok/VSvWW2biG3A/s72-c/carta_thumb%5B13%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1035618483788758137</id><published>2010-05-18T13:47:00.001-07:00</published><updated>2010-05-18T13:47:05.931-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Casca de Bala...</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CBRUNOS%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CBRUNOS%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CBRUNOS%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;    &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; 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 &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/S_L8hujyIVI/AAAAAAAABns/O3wpci_rD2w/s1600/ventania.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="118" src="http://1.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/S_L8hujyIVI/AAAAAAAABns/O3wpci_rD2w/s200/ventania.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Acordei por volta das 11 horas. As coisas de fora vacilando sobre o chão azul rutilante. Não era terremoto, na verdade, foi aquela sensação após um pesadelo que acomete de fora pra dentro e insinua que a manha começou mal e pode, certamente, piorar. Tava chovendo. Um vento levemente doentio arqueou parte do meu lençol me concedendo a impressão agonizante de ser despelado vivo, o frio arrastava a carne exposta aos seus efeitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Não obstante, uma casca de bala percorre todo piso, levada por determinada força invisível que a satisfaz e a reduz a poeira. Sinto-me casca de bala lentamente deslocada pelas forças da vida efêmera e abstrata e cujo desejo é somente viver, e como se não bastasse ainda aguentasse o peso de já ter embrulhado algo muito doce e que derreteu. Sem delongas, reconheço o eco do silêncio de quando o vento se desfez entre brumas e desapareceu. Apanho o celular, vejo as horas e pulo da cama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Começo a brincar com as palavras livres no meu intelecto enquanto me visto para comprar o café. Chego ao mercado da esquina, e com cara de tolo busco algumas bolachas que possam interromper o meu desjejum. Ainda com a cara de tolo, chamo algum atendente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;- Não existem bolachas que prestem? As bolachas estão mofadas, feito meus sonhos, meu senhor. Porque diabos o senhor não troca essas bolachas velhas por biscoitos novos? - falo com voz de tolo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;- O senhor, que mal varia os próprios sonhos quer dar palpite sobre as bolachas alheias? Faça-me o favor – respondeu o jovem de sapatos lustrados, camisa amarela e limpa, tão somente limpa que seus dentes amarelados combinavam bem. E falava com autoridade, repugnância e ameaça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi as palavras. As mesmas que mais cedo eu jogava para as paredes tolas do meu quarto. Tanto tempo que aquelas paredes não me satisfazem boas noites, pensei enquanto o senhor ainda esperava alguma resposta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Desconsiderando tudo, sai com o estômago cheio de buracos. Queria vomitar, naquela mesma esquina, parte do meu estômago cru. Decidi por bem desistir de comer algo, e retornei para meu quarto. O mesmo quarto de sempre. A mesma cama defronte a janela, que de manhazinha, me proporciona os ventos mais alísios e os sonhos mais intrépidos. É bom ou ruim ser casca de bala?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=en_US"&gt;Receba as intimidades por Email&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1035618483788758137?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1035618483788758137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1035618483788758137&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1035618483788758137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1035618483788758137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/casca-de-bala.html' title='Casca de Bala...'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_R0aQsaqbZBQ/S_L8hujyIVI/AAAAAAAABns/O3wpci_rD2w/s72-c/ventania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4541501851106138150</id><published>2010-05-13T11:17:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T11:21:24.155-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Entre tragos</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-xCGvhVnoI/AAAAAAAABmo/AEK4F7k9i8o/s1600-h/P1010171%5B23%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="tragos e estragos      " border="0" alt="tragos e estragos      " src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-xCJDB-zLI/AAAAAAAABmw/J2wKofsr2qA/P1010171_thumb%5B21%5D.jpg?imgmax=800" width="301" height="401" /&gt;&lt;/a&gt; Drogar-se de poesia    &lt;br /&gt;E compreender que um trago de fumaça é    &lt;br /&gt;Apenas um trago de fumaça.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Consumir-se nos tragos da vida,   &lt;br /&gt;Bastante seria se o conteúdo da fumaça    &lt;br /&gt;Fosse o mesmo que as chaminés espirram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Viver é dissolver-se aos momentos,   &lt;br /&gt;E não entregar-se aos tormentos    &lt;br /&gt;Esquecer os malditos lamentos    &lt;br /&gt;Sabendo que o trago, salvo do estrago,    &lt;br /&gt;E o amor, não salvo da dor, são os melhores vícios.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Bruno Silva&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4541501851106138150?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4541501851106138150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4541501851106138150&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4541501851106138150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4541501851106138150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/entre-tragos.html' title='Entre tragos'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-xCJDB-zLI/AAAAAAAABmw/J2wKofsr2qA/s72-c/P1010171_thumb%5B21%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5666687081088535253</id><published>2010-05-11T19:38:00.001-07:00</published><updated>2010-05-16T19:21:51.400-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'>Será a Felicidade Necessária?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;Hoje é dia de apresentar mais um autor influente na minha formação intelectual. A minha adoção da leitura de Roberto Pompeu de Toledo, religiosamente, aos sábados, começou com um recorte de sua página que uma doce amiga trouxera pra me apresentá-lo em sala de aula. Aquela página significou muito pra mim, haviam naquelas linhas uma mensagem (extrapolando a interpretação) de abordagem altruística. Pompeu, para mim, é um Augusto Cury de muitos. Leitura semanal de realidade comentada com muito humor, doses de inquietação e uma placidez invejável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #121212; font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #121212; font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-5DOxUO-YI/AAAAAAAABm4/mxF4vIIKLqw/s1600-h/P10103176.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-5DOxUO-YI/AAAAAAAABm8/BP8RHQnzJcE/s1600-h/P101031712.jpg"&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;&lt;img align="left" alt="OLYMPUS DIGITAL CAMERA         " border="0" height="180" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-oUp978dUI/AAAAAAAABj4/fME0yC6OQqE/P1010317_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA         " width="217" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="color: #121212; font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;Os pais costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. Não há encargo mais pesado para a pobre criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista &lt;i&gt;New Yorker&lt;/i&gt; (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre "satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok &lt;i&gt;(The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being),&lt;/i&gt; constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland &lt;i&gt;(Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), &lt;/i&gt;informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da &lt;i&gt;New Yorker,&lt;/i&gt; preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://origin.veja.abril.com.br/240310/sera-felicidade-necessaria-p-142.shtml"&gt;&lt;span style="color: #252525;"&gt;Roberto Pompeu de Toledo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: #121212;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5666687081088535253?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5666687081088535253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5666687081088535253&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5666687081088535253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5666687081088535253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/sera-felicidade-necessaria.html' title='Será a Felicidade Necessária?'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-oUp978dUI/AAAAAAAABj4/fME0yC6OQqE/s72-c/P1010317_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-2518497712794630528</id><published>2010-05-09T15:38:00.001-07:00</published><updated>2010-05-21T09:26:14.458-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Mãe mente para seu filho para ensiná-lo a amar de verdade…</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;i&gt;Dá-me um beijo na fonte dolorida          &lt;br /&gt;Que ela arde de febre, minha mãe.           &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Vinicius de Morais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c; font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:66467035-4b9d-4bca-94cd-c9714535a6b6" style="display: inline; float: right; margin: 0px; padding: 0px 3px 0px 0px;"&gt;&lt;div id="81f589fb-0414-4233-b048-603e763f726c" style="display: inline; margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ER38QP9NfIQ" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;" target="_new"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Saia de perto da tevê ou estragará as vistas. Se não usar óculos, seu grau vai aumentar. Se engolir o chiclete ele gruda no estômago. Essas e muitas outras frases são frequentes na infância de qualquer criança que teve uma mãe como a minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:66467035-4b9d-4bca-94cd-c9714535a6b6" style="display: inline; float: right; margin: 0px; padding: 0px 3px 0px 0px;"&gt;&lt;div id="81f589fb-0414-4233-b048-603e763f726c" style="display: inline; margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ER38QP9NfIQ" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;" target="_new"&gt;&lt;img alt="" galleryimg="no" height="166" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('81f589fb-0414-4233-b048-603e763f726c'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;288\&amp;quot; height=\&amp;quot;240\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ER38QP9NfIQ&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ER38QP9NfIQ&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;288\&amp;quot; height=\&amp;quot;240\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-c5U5Sbe_I/AAAAAAAABiQ/zhofTUYfOBo/videoc1871de49770%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none;" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Possessiva, controladora, por vezes até cruel. Afetuosa, super protetora e compreensiva. São esses os retratos que tenho da mãe que tive (e tenho). Se em alguns momentos minha mãe conseguia ser uma benção de Deus, que cuidava de mim com carinho, outras horas conseguia ser, fulminantemente, minha carrasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que apenas me recordo com saudade, é que vale à pena ser lembrado: as tantas vezes que ela corria o mundo para encontrar o presente que eu queria, as bolachas que preferia, ou simplesmente fazer minhas vontades. Só por fazer. Só por amor. Em alguns momentos até irracionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe é doida. É tão doida que dela nasceram nós. E elas começam cedo a nos amar loucamente, do seu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a infância até a morte, podemos ver como somos nutridos pelo afeto dela. E isso a partir do nascimento. Nosso primeiro ato após o nascimento é o de mamar o leite de quem de quem? Dela. É um ato de afeto, de compaixão. Sem esse afeto não podemos sobreviver. É claro. E esse ato não pode ser realizado a menos que exista um sentimento mútuo de amor. Por isso amamos elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão bom olhar para o passado e enxergar um individuo que nos amou tanto, mas tanto, que foi capaz de mentir todos os dias para nos preservar. Se eu não ouvisse minha mãe, e parasse de usar o óculos, por exemplo, mesmo que meu grau não aumentasse, eu não teria tanto gosto em olhar o mundo do jeito que olho.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-c5ZrOwffI/AAAAAAAABiU/5Czm7U1i_vQ/s1600-h/3%5B10%5D.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="200" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-c5b4r4y8I/AAAAAAAABiY/YFi5LyRMGe4/3_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Elas são demais. E mentem pra nos ver felizes, ainda que futuramente sejam descobertas em flagrantes. E que fiquem constrangidas quando surpreendidas no ato. Mas elas mentem, nos encobrem e fazem tudo pra nos ensinar a amar, a ser feliz e a manter o nosso olhar da realidade sempre intacto, sem estragar nem um filete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então feliz dia das mães! e sigam o conselho delas: saiam da internet, enxerguem o mundo com amor e vão abraçá-las desesperadamente.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=pt_BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Receba as intimidades por Email&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-2518497712794630528?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/2518497712794630528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=2518497712794630528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2518497712794630528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/2518497712794630528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/mae-mente-para-seu-filho-para-ensina-lo.html' title='Mãe mente para seu filho para ensiná-lo a amar de verdade…'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-c5U5Sbe_I/AAAAAAAABiQ/zhofTUYfOBo/s72-c/videoc1871de49770%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5854748264714172692</id><published>2010-05-07T21:06:00.001-07:00</published><updated>2010-05-18T13:47:46.699-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Cínica e encantadora...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-TjJoSHO6I/AAAAAAAABh8/3_BwQeIjcXM/s1600-h/NOME%20PROPRIO03%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-TjJoSHO6I/AAAAAAAABiA/93hoy1Yep4w/s1600-h/NOME%20PROPRIO03%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="NOME PROPRIO03" border="0" height="215" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-TjLZRuaLI/AAAAAAAABh4/ihybSv1pU8Q/NOME%20PROPRIO03_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px 3px 0px 0px;" title="NOME PROPRIO03" width="365" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Finalmente, perto das dez da noite, ela ligou de volta. Dava para ouvir barulhos no fundo. Música, vozes abafadas. Onde ela estava? Num bar? Aquela possibilidade me assaltou como uma baforejada, denunciando alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Sua voz estava gravemente entrecortada de melancolia, insensatez, talvez até um pouco mais alterada do que nas outras tantas ligações que tivemos, sempre um banquete de vozes macias se alastrando pelas linhas telefônicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Nessa ligação foi diferente. Havia algo de rugoso em suas palavras culpadas, tão imensamente mergulhadas no desespero a procura de perdão. Perdão esse que, mesmo que eu tivesse, não poderia ofertá-la. Parei e pensei, será que estou sendo amargo? Talvez não. Acho extremamente justo pesar as coisas que nos machucam antes de perdoar. Não pra usar pretexto e adiar o perdão, mas pra ser sincero, convicto e não coberto pela desfaçatez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Eu estava debaixo do lençol, era tarde. Tão tarde que suas primeiras palavras queriam afobadamente explicar porque o avançar das horas não impediu a ligação, muito pelo contrário, a menina da madrugada achava conveniente conversar essas coisas noite adentro. É quando voz encontra paz e solidão pra seguir seu rumo, e as coisas parecem mais precisas quando não há barulho, dizia em tom insolente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Espere. Eu comecei essa história justamente com a descrição reclamosamente indefensável, de que o telefonema foi por demais ruidoso? Ah! Ela é incoerente. Ordinariamente incondizente com seus pensamentos. E não compreendia essas suas imperfeições. E tragicamente, isso a transformava na mais louvável mulher. Eu adorava ouvi-la reclamando de meu saudosismo inútil, enquanto ela mesma ouvia músicas da década passada, em seu player. Era fantástica essa sua inabilidade pra manter discurso e comportamento retinhos um do lado do outro. Era debochado também... e o deboche é um bom tempero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Ela me ligou uma hora daquela, de seu estúpido ambiente barulhento, acredite, pra me pedir desculpas por ter desligado na minha cara. Eu sei que eu aumento as coisas. E já era alternativa pirraçá-la numa próxima ligação, ou simplesmente deixá-la sem mim por uns dias. Embora ela, com vagaroso insulto, disse que não há algo mais imperdoável do que desligar o telefone na cara de um amigo. Assustado eu incompreendi, por que era frequente ela desligar na minha cara, comecei a desconfiar e quando me dei por mim havia pronunciado: você está num bar e muito bêbada, aposto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Suavemente, como se tivesse dedilhando sua voz, e até o barulho se interrompeu, ela falou melódica. Estou sim, mas não torne minhas palavras menos encantadoras do que elas são. Eu estou bêbada e você está sonolento, senão lerdo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;Pensei bem e numa fração de segundo, (como os pensamentos chamados bons perdem a validade horas depois) num instante respondi diligentemente. Você é tão cínica quando bebe. Boa noite, beba menos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #0c0c0c; font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Bruno Silva&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5854748264714172692?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5854748264714172692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5854748264714172692&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5854748264714172692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5854748264714172692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/cinica-e-encantadora.html' title='Cínica e encantadora...'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-TjLZRuaLI/AAAAAAAABh4/ihybSv1pU8Q/s72-c/NOME%20PROPRIO03_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-475312413267927925</id><published>2010-05-05T23:01:00.001-07:00</published><updated>2010-05-16T19:22:19.917-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Da fascinante inocência</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Não choro por tristeza e nem sorrio só por felicidade.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Faço graça das pessoas e das suas ingenuidades&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;Alexandre Boarro&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #111111; font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-JbQldbiFI/AAAAAAAABhY/Bgdv_KluWJA/s1600-h/crian%C3%A7as%20beijando%5B3%5D.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img align="left" alt="crianças beijando" border="0" height="153" src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-JbRej5PSI/AAAAAAAABhc/-BUCA3RAhog/crian%C3%A7as%20beijando_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="crianças beijando" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Parece petulância falar de inocência enquanto homens e mulheres contam em seus calendários, para festejarem a perda dela, num carnaval, ou num são João ou até mesmo no embalo de sábado à noite. Porém, como prometido a uma graciosa e (talvez ingênua) leitora, o farei. A tal leitora, que merece de mim tal abordagem, pode estar equivocada em escolher a mim, pobre lúcido, para falar de tamanho assunto, do qual a parte que me for possível discorrer será insignificante frente a vastidão que o tema aguenta. Parece-me cruel também essa escolha, já que para tanto, eu carecia ao menos experimentar mais um pouco do assunto para tê-lo na ponta da língua. Todavia, desastrado feito um observador desatento, farei o que me foi pedido, sem muito rodear, o que por si só, já me é desafiador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ingenuidade, esse estado de natureza, dotado de tempo de validade, é algo que só, empaticamente, ainda consigo sentir. Minha irmã, criança de três anos, parece ter um bocadinho dela. E como boa portadora, transborda o tal elemento como se tivesse orgulho de mantê-lo e de passá-lo. Tempos atrás, qualquer inocência seria tranquilamente observada, mas falando de tempos modernos teremos que perseguir mais atentos a realidade para, numa criança de três anos, achar com esforços, não sem disfarce, a famigerada inocência cativante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Menino do Pijama Listrado parece atrair, com devida propriedade, a atenção desse assunto. A história na qual dois meninos, de etnias diferentes, mantêm uma amizade sob os arranjos da Alemanha de Hitler. Esses meninos, cuja inocência encobre os obstáculos do relacionamento entre um Judeu e um Alemão, são encontrados na aventura de se atribuírem afeto em detrimento ao ódio experimentado pelos seus pais e povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o desenvolvimento do filme, obtemos a fotografia perfeita de uma situação onde “o véu é rasgado” e o ódio apresenta-se como primeira opção. Porém é visível que a descoberta, a consciência do que estava acontecendo, não impediu que eles mantivessem, até o trágico fim, uma amizade intocável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-JdxLskEYI/AAAAAAAABho/mS8XNczWbU0/s1600-h/forrest-gump-p11%5B4%5D.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img height="200" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-JdzYybVLI/AAAAAAAABhs/RC1UTX62CFE/forrest-gump-p11_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;Outra película que aborda tal assunto, com solene aspecto, é Forrest Gump, estrelado por Tom Hanks, que conta a fascinante aventura de um contador de histórias, especialmente afetuoso, cujo desafio de vida é correr o máximo que puder. E para tal desafio investe toda sua vida e tempo. No decorrer do filme, nos envolvemos com as histórias hilárias e agradáveis contadas pelo protagonista, num banco de praça falando para os transeuntes de um ponto de ônibus. A dócil ingenuidade do personagem central, perceptível a todo instante em sua fala e seus trejeitos é um recurso tanto atraente quanto odiável a depender das decisões tomadas no percurso de sua vida. Começamos a detestá-lo quando defende sua amada, mesmo não tendo-a merecido tal ato, afeto reconquistado no instante sequente quando demonstra, sem reservas, seu amor pela tal moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inocência, que parece tão inapropriada aos moldes de nossa modernidade, já foi critério para fazer laços matrimoniais, alvo de poesias, e (ainda é) relacionado ao sagrado. Para mim, e falo com esperança, ela ainda existe no mundo material, nos olhos da criança que enxerga na vida, uma grande brincadeira; na atitude dos que não priorizam a maldade; talvez, no pedido despretensioso de alguém que quer ouvir um breve relato por mera tolerância ou na tentativa corajosa de quem pretende esboçar uma opinião sobre um assunto que não (mais) domina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-475312413267927925?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/475312413267927925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=475312413267927925&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/475312413267927925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/475312413267927925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/da-fascinante-inocencia.html' title='Da fascinante inocência'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-JbRej5PSI/AAAAAAAABhc/-BUCA3RAhog/s72-c/crian%C3%A7as%20beijando_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3441479937291043704</id><published>2010-05-03T20:23:00.001-07:00</published><updated>2010-05-21T09:26:06.997-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Ninguém merece solidão…</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="color: #1f1f1f;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“A literatura não evoca em mim inicialmente nem romance nem poesia, mas uma pessoa que na solidão de seu quarto empreende a tarefa de reconstruir seu mundo interior com palavras, e que pretende torná-lo visível para os outros”&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;Orhan Pamuk&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9-TJTGH90I/AAAAAAAABek/4gZ7_p9-o88/s1600-h/P1010177%5B10%5D.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img align="right" alt="P1010177" border="0" height="241" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9-TK2Ix5FI/AAAAAAAABeo/ii53TL8IAUU/P1010177_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px;" title="P1010177" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Você não ouve em qualquer lugar um sujeito qualquer levantar velozmente, encher os pulmões de ar e prolatar, como num discurso, que seu nome é ninguém e que sim merece a solidão perene, tão brilhantemente descrevida nas tantas canções de Roupa Nova. Isso porque é preciso ser muito corajoso, ter muito fôlego e pensar pouco pra ‘denunciar-se’ com a própria confissão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Ninguém também pode condenar a forca esse que vos fala, só por usar da besteira de começar um post com um trecho musical. Eu, como tantos autores que caem nessa cilada, não sei pra onde levar a crônica. E a crônica começa a deslizar sobre esse mar de brancura irretocável (que o Word simula), feito uma música nova que nos chega aos ouvidos, com melodia e ritmo envolvente. Embora desconheçamos (eu e os autores que se aventuram) a canção metafórica que esse tipo de crônica representa, ficamos a tatear a letra musical num escuro imenso, sem habilidade nenhuma. Uma tarefa trágica. Musicalmente trágica como um som escapulido diretamente para o céu azul das crônicas mal iniciadas, se é que há um céu que as esperam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;E eu divago... A solidão, tema inconsequente desse recém-nascido post, é um estado muito almejado (espante-se!) pelos sujeitos que vê fora da vida social, um recanto aconchegante, agradável e (porque não?) digno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Eu conheço muitas pessoas que assinariam em baixo de tudo isso que digo com certo descaramento. Alguns agora mesmo, devem estar se repuxando na cadeira, enquanto lê e esfrega o intelecto tentando descobrir... “será que sou eu?”, mas não me perguntarão nada por aqueles corredores da universidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;A universidade é um lugar de solidão. Não, quis dizer, lugar de solidões. Muitas, inúmeras, várias. Uma mais profunda que a outra. Algumas magoadas, outras fingidas, algumas provocadas, outras temidas. Aquela praça que parece suspensa entre os módulos povoados, é o encontro de todas as solidões. A menina que lê um livro, vagueando pela história dramática. O rapaz míope que folhea o caderno para espantar a solidão, ou senão, espantar a má solidão. A menina de passos comovidos, arrastando a ‘percata’, querendo somar sua solidão com a solidão do outro menino que, absorvido ao seu tocador, não percebe a agonia das ‘percatas’. Todos eles são sujeitos da solidão, essa quimera. Essa quimera vestida de paraíso para, jeitosamente, puxar a atenção do silêncio, do vazio, do branco perene... Porque o paraíso deve ser silencioso, certo? Ou se não for, que ao menos não tenha gosto de crônica mal iniciada, e que todos os dias sejam como dias de verão, com chuvas fininhas e um entardecer longo e lento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:5c9de02d-ddfd-405c-b382-b140ce8f9550" style="display: inline; float: right; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;div id="dec934ed-f579-4e4e-b12f-7f8e0f09b300" style="display: inline; margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GroDErHIM_0&amp;amp;feature=related" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_new"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Cada vez mais, eu percebo que, a solidão é menosprezada, por que ela como sensação de desconexão, é boa. Estado no qual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt; você sente todo seu eu, pulsante, arfante... E onde a completude, pra contrariar toda ideia de dois, se faz presente. É no ‘um’, saudável, que você pode se sentir completo, repleto. Mas isso é pra você que consegue viver bem com a solidão. Coisa que só descobrimos no entardecer de nossas vidas, quando nossa velhice vai aproximando-se vagarosamente do horizonte da vida. É isso que desejo pra todos que merecem (ou não) a solidão. Se for pra ser só, como quem nasce sozinho, puxado abruptamente pra agressão extra-uterina, desejo que seja solitariamente feliz, completo, pleno. Porque é exatamente nesse estado, quando isso for absolutamente possível, você, aliás, nós estaremos completos pra ser duas... Três... Uma família. Apenas quando você identificar sua solidão e aconchegar-se, indiscriminadamente, nela terá a capacidade de sair de dentro de você, abraçar o mundo, e, numa roda de amigos, levantar, velozmente, anunciando num brado profundo: ‘Eu sou ninguém’... E errando o advérbio irá continuar... ’completamente ninguém’.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GroDErHIM_0&amp;amp;feature=related" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_new"&gt;&lt;img alt="" galleryimg="no" height="166" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('dec934ed-f579-4e4e-b12f-7f8e0f09b300'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;324\&amp;quot; height=\&amp;quot;270\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/GroDErHIM_0&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/GroDErHIM_0&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;324\&amp;quot; height=\&amp;quot;270\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9-XAqXIhrI/AAAAAAAABhg/WL0EcBC3bZ4/video26d4d33b1294%5B2%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none;" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogspot/rJQys&amp;amp;loc=pt_BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Receba as intimidades por Email&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3441479937291043704?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3441479937291043704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3441479937291043704&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3441479937291043704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3441479937291043704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/ninguem-merece-solidao-literatura-nao.html' title='Ninguém merece solidão…'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9-TK2Ix5FI/AAAAAAAABeo/ii53TL8IAUU/s72-c/P1010177_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-6218902401875076764</id><published>2010-05-01T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T16:53:08.655-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Influxo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;span style="font-family: Lucida Bright; font-size: medium;"&gt;As palavras que nunca são ditas&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma sessão que não poderia faltar nesse novo estágio, é uma coletânea mais organizada sobre minhas influências e apreciações. Começo, ainda tombado pela literatura, com um pequeno conto. Tudo que tem a capacidade de impressionar, indignar ou provocar merece aqui sua reprodução, com devidos créditos. Aproveitem a dica! &lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;de Zeca Camargo&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9z9JcRkP-I/AAAAAAAABb8/DdsN_w-QU6M/s1600-h/zeca_duendes%5B12%5D.jpg"&gt;&lt;img align="right" alt="zeca_duendes" border="0" height="266" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9z9Kn_V9vI/AAAAAAAABcA/QsxB1KQ62Xo/zeca_duendes_thumb%5B10%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px 0px 0px 3px;" title="zeca_duendes" width="394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;“Joana não sabia se achava graça, se deixava ‘passar batido’, ou se abria o envelope que carregava sempre na sua bolsa. A terceira opção certamente era a mais perigosa, já que abrir o envelope significava deixar a memória de Breno substituir todos seus pensamentos. Fazia dias, talvez semanas, que ela nem lembrava que o envelope estava lá – branco, quase indistinto de tantos outros, não fosse pela caligrafia nervosa que, sobre o lado sem emendas havia escrito: ‘As palavras que nunca são ditas’. &lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas agora a presença dele em meio ao pequeno inventário que Joana carregava sempre a tiracolo era tão óbvia que o envelope parecia vibrar como um celular poderoso. E tudo isso porque, ao procurar no próprio telefone um ‘torpedo’ com um endereço de um dermatologista que uma amiga (também chamada Joana, só que com ‘u’) a havia enviado no final do ano passado, descobriu que não havia apagado todas as mensagens que ele havia mandado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de abril, em mais uma tentativa de esquecer o cara que tinha mudado sua vida, Joana fez o impensável: deletou tudo que ele havia escrito para ela – tudo! Dos primeiros recados em código – já que nenhum dos dois sabia onde estava pisando – ao último recado onde ele inquestionavelmente pedia para ficar sozinho. Simples declarações de amor, profundos questionamentos sobre os sentidos da paixão, passagens de livros que ambos gostavam (e achavam que haviam sido escritas para eles), pedidos na linha ‘não me abandone jamais’, breves lembretes de que um havia encontrado no outro a parceria da sua vida – tudo sumiu em menos de dez segundos, depois que ela respondeu ‘sim’ à pergunta direta na tela do seu celular: ‘apagar mensagens marcadas?’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ‘tudo’ não era exatamente ‘tudo’. Havia sobrado uma mensagem, que Joana não tinha certeza se a havia guardado de propósito ou se foi mero ato falho – uma modalidade de esporte masoquista na qual ela era campeã. Talvez o recado não houvesse sido descartado junto com os outros por mero acaso mesmo. Afinal, ela nem podia imaginar por quais motivos ela gostaria de reler, mesmo tanto tempo depois, uma bobagem como essa: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;‘Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?! Eu te adoro meu amor, tenho tanta felicidade dentro de mim que parece que eu não vou aguentar! E assim como eu a vi hoje quando abri meus olhos, eu também não sei mais durmir sem você…’ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema era que tinha sim alguns motivos para retornar sempre a essa mensagem. O primeiro deles, a referência à tarefa sempre insana de um constantemente tentar surpreender o outro com uma frase de amor original. A citação a ‘Quase sem querer’, do Legião, era uma brincadeira íntima, como se os versos cantados por Renato Russo fossem uma espécie de provocação constante que fizesse parte da intricada equação do amor que eles sentiam. Geralmente quando Joana achava que tinha sido original – por exemplo, usando fragmentos da decadente decoração da casa dele para falar dos seus sentimentos –, Breno vinha com algo ainda mais inesperado – como uma listagem das coisas que melhoraram a sua volta simplesmente porque ela havia feito dele uma pessoa melhor. E a competição – que eles adoravam frisar que ‘não era uma competição’ – ia em frente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A referência a ‘não aguentar de tanta felicidade’ era outra constante na relação entre Joana e Breno – e outro motivo não declarado para ela querer guardar aquela mensagem. Mais de uma noite foi gasta tentando pensar em como eles administrariam tanto amor – uma grande ironia, quando o que os separou foi justamente a incompetência (de ambos) em lidar com algo tão avassalador. &lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E finalmente havia a grafia errada do verbo ‘dormir’ – um pequeno pecado ortográfico que ele assumia, mas admitia não saber a origem… Desde pequeno escrevia daquele jeito – com ‘u’ – e só se dava conta que havia feito isso quando relia um texto seu. Joana, claro, adorava que ele cometesse aquela pequena gafe (um inexplicável deslize em alguém que tinha o português tão impecável), e mais de uma vez forçou dele uma reposta por escrito que tivesse o verbo ‘durmir’ só para rir sozinha, cheia de carinho e saudade, quando estava longe do Breno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltou a ponderar as três reações possíveis à ‘redescoberta’ da mensagem. Achar graça seria leviano demais – mesmo depois de mais um ano, nada naquela separação inspirava sequer um sorriso. Passar batido? Impossível. Cada vez que Breno cruzava seu pensamento era como se todo seu raciocínio fosse sequestrado – não tinha como ignorar, qualquer referência a ele que não merecesse uma resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a levava à terceira opção: abrir o envelope na sua bolsa. Mas se fizesse isso, já sabia o que viria depois. Ali ela encontraria todas as cartas e todos os bilhetes que ele havia escrito para ela. Contraditório? Nem tanto. Uma coisa era apagar as mensagens do celular. Outra era jogar fora o registro da letra de Breno. Isso ela não tinha coragem de fazer. O que não significava que ele estava preparara para revisitar aquele material. Enfim, reler aquilo tudo significaria se perder mais uma vez em lembranças boas demais que a fariam sofrer tudo de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Era preciso pensar numa quarta opção. Mas não houve tempo para pensar. Quase como um reflexo, Joana apertou a tecla ‘responder’ no seu telefone e escreveu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Breno, não se assuste. Nem pare de ler essa mensagem por aqui’.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-6218902401875076764?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/6218902401875076764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=6218902401875076764&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6218902401875076764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/6218902401875076764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/as-palavras-que-nunca-sao-ditas.html' title=''/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S9z9Kn_V9vI/AAAAAAAABcA/QsxB1KQ62Xo/s72-c/zeca_duendes_thumb%5B10%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8470489712429753473</id><published>2010-04-30T12:22:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T11:13:57.917-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Cegueira do ódio</title><content type='html'>&lt;div  style="font-family: arial;font-family:arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;"&gt;Estar mudo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;"&gt;E querer estar mudo, em silêncio, sem nada pra falar, pra pensar. Preso dentro de uma cápsula de mudez, curtindo a devassidão das cinzas com os sons ausentes. Prisioneiro deste mundaréu de liberdades, de vaidades. Exilado de seus próprios pensamentos. Oscilando entre a escuridão, a cegueira e a lucidez. A morte parece próxima, tão próxima que não enxerga sua sagacidade, tamanho, sua fome de si. A ignorância vacilando no mar da embriaguez, da inconstância, da incerteza e de tudo que não se concretiza. Embora a ausência de solidez persista, consagra o calculo e a pretensão de estar longe dela. Desesperadamente distante de seu brilho, de seus olhos mafiosos, obscenos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;"&gt;Ansiosamente destinado a não amar. Faminto do não-amor, do ódio cru, indolência e profandade que sua pupila nega, mas seus raciocínios ofertam. Ela merece o detestar, pestaneja. A irracional negação tão profunda e tão faminta quanto o próprio estômago podre. O esquecimento. Ou algo que pareça com esquecimento. Não pode desistir de esquecê-la, conclui num respirar fundo e negro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;"&gt;Crê que a maldade, a frieza e o cinismo são juntos os seus companheiros. Roe a unhas, caminha sem olhar as vitrines, corroendo-se. Dedicado a tentar esquecê-la. Detestá-la. Mal amá-la. Recorre ao abismo de seu coração. Perde-se. Para, ressente e silencia com as palavras certas nos lábios.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;"&gt;“Cicatriza! Cicatriza!”, pensa ligeiro assoprando as folhas da arvore.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8470489712429753473?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8470489712429753473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8470489712429753473&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8470489712429753473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8470489712429753473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/04/cegueira-do-odio.html' title='A Cegueira do ódio'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-3101630603365944111</id><published>2010-04-26T11:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T21:13:53.480-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A intimidade estranha dos passantes</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93CqrmMmRI/AAAAAAAABdY/B8iy46tXkr8/s1600-h/22_do--les-passantes-7%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="22_do--les-passantes-7" border="0" alt="22_do--les-passantes-7" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93Ct32CbvI/AAAAAAAABdg/spf_LqhHXdQ/22_do--les-passantes-7_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="365" height="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; Há poucas coisas tão perigosas quanto a abordagem ilegível de um estranho na rua, que passa por você, acena com fúria e você, tonto de susto, responde cinicamente com intimidade e entusiasmo. Numa dessas abordagens pode-se encontrar a figura de um assaltante que lhe rouba repentinamente a atenção ou, no melhor dos casos, um amigo antigo do qual não nos lembramos de supetão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Essas situações são recorrentes com os outros. No entanto quando acontece conosco não é fácil de lidar e por mais ínfima que seja a procedência é difícil entender por que se acena para alguém cujo rosto parece disforme à nossa captação de memória. Mas é inevitável a reação. Seja ela de espanto, estranhamento ou fascínio. Já ouvi dizer que se pode prever a qualidade de uma pessoa pela forma qual ela se comporta após um susto, de qualquer grandeza. É possível, através desse método empírico, saber se a pessoa é corajosa ou covarde com um simples assalto de abordagem imediata. Os resultados, contanto, são dos mais desagradáveis, já que mais de 50 % da população digere mal um susto e a outra porcentagem guarda um rancor interminável do agente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;O caso é que nos últimos dias tem me ocorrido a frequência de um acontecimento que tem alarmado meus sentidos. Há pessoas desconhecidas que me chamam na rua sem eu ter, no mínimo, alguma memória de sua identificação. Em alguns dos fatos eu tenho reagido de maneira cordial perguntando, numa manifestação desonesta, até como vão os familiares, na tentativa estúpida de a partir dessa informação conseguir descobrir ou reconhecer o sujeito com quem falo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Não satisfeitos em me estarrecer apenas por isso, houve gente se insinuando a mim com um abraço de amigo de longa data, daqueles que se supõe uma intimidade fraternal. Desajeitado, porém agradável, devolvo o mesmo afeto e gentileza com alegria quase espontânea. Uma garota, cujo nome não me ocorre no momento, de beleza até notável dentro de seu biquíni curtinho me acenou um gigantesco “olá Bruno” com um sorriso frouxo e as mãos balançando aceleradamente no ar. Eu revidei com um riso célebre e, chegando de mais perto – numa tentativa hercúlea de enxergar seus traços não familiares – me foi confirmado que na minha mente havia se quer o esboço de sua identificação. Franzi o cenho e tentei começar uma conversa, diligentemente. Em vão, e como tudo que começa por um estranhamento, terminamos com um breve aceno e deixamos a dúvida emperrada na garganta. ‘Será que a conheço?’, me assalta as ideias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Pode o leitor achar desnecessário de minha parte a inquietação com diminutos fatos, porém nessa cansativa vontade de interromper essa recorrência interminável, já me foi sugerido inúmeras soluções e dentre elas uma que pra mim é inadmissível: perguntar ao sujeito de onde nós, supostamente, conhecemo-nos. Todavia eu acredito ser uma medida improcedente, uma ação inaceitável visto o tamanho do impropério. Eu detesto ser indagado de tal questão, sei lá, você se sente desprezível ou ínfimo demais para participar do córtex cerebral de outrem. É odiável. Diante disso, não consigo fazer a tal pergunta e prefiro ter a duvida corroendo meu juízo. Por mais que insistam, eu não suporto, por assim dizer, fazer o que não espero receber das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Nessa dança irreparável e sofrida de um (talvez) desmemoriado ou de (quem sabe) alguém que foi clonado sem autorização, ou até melhor, (aposto nessa suposição) uma vítima de alguma conspiração dos próprios leitores blogueiros, nessa dança sigo sofrendo lentamente a cada passo. Pode ser mesmo verdade que algum leitor ao se deparar com o titulo do blog, se viu tentado a autenticá-lo. Numa cruzada de amor e ódio, no qual leitores resolvem (bem unidos) fazer jus a tal nome e acabar com a vida mesquinha e sofrida desse pobre autor. Vê se pode?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-3101630603365944111?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/3101630603365944111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=3101630603365944111&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3101630603365944111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/3101630603365944111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/intimidade-estranha-dos-passantes.html' title='A intimidade estranha dos passantes'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93Ct32CbvI/AAAAAAAABdg/spf_LqhHXdQ/s72-c/22_do--les-passantes-7_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-8023925120627601600</id><published>2010-04-25T11:30:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T20:33:46.203-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Esfumaçando o monitor</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sqvrn6_QSwI/AAAAAAAABFU/yXHoHU2Svec/s1600-h/digitando%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="digitando" border="0" alt="digitando" align="right" src="http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sqvrr8V0T8I/AAAAAAAABFY/FIZ8N9M8OF8/digitando_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="363" height="273" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; Para Graziela de Sá (12/09/09) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Arrancou-lhe, apressado, o fones do ouvido que o impedia de escutar o grito tortuoso da confusa realidade. Dirigiu-se, ainda emergente, para sua cadeira cinza, de rodas gastas e apoio já sinuoso. Ainda com os olhos esfumaçados, adaptando-se ao ligeiro clarão daquele velho e companheiro computador, revirou-se a pensar no que, cuidadosamente, deveria ser dito quando estivesse, enfim, numa conversa de MSN com ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;O computador demorou a ligar de tal maneira, que insinuava uma pirraça ao revés de qualquer pressa. Aquela preguiçosa delonga espalhava pelo chão toda uma mentira planejada, meticulosamente, a qual iria ser rigorosamente digitada e, por conseguinte, engolida pelo paladar convulso de sua amiga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Ele definira, ainda enquanto ouvia uma de suas musicas encorajadoras, um roteiro estúpido, porém eficiente para desmanchar qualquer vinculo de amizade entre eles. Por algum motivo que misturado à sua raiva, não apresentava-lhe legível. Porque exatamente ele tinha que reler todas as suas conversas bobas no registro cínico de seus documentos? Não o bastava, tão somente, uma ilusão criativa e bem costurada para anestesiar-lhe a inquietante agitação que algumas palavras relidas ergueram em sua cabeça? Porque não se acostumava com o despautério da menina que sempre se mostrou adversa à aceitação de sua personalidade ou da falta dela?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;O Windows ligara e ele não disfarçou sua alegria ao esboçar uma tentativa de risada frustrada, e integralmente raivosa. Romperia, de vez, todo aquele dramático circo de horrores, do qual ele nunca fora mais que um palhaço. Um arrogante palhaço que escrevia patéticas e mesquinhas apresentações para agradar unicamente àquela platéia miúda de uma pessoa só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;A impaciência do Word enchia-o de um ódio silvestre que inflamava, incessantemente, os seus ouvidos, olhos, mãos - desde que ouvira uma maldita música motivadora. Podia ele deitar-se, sem escutá-la costumeiramente, na intenção de adequar, talvez, os seus sonhos à sua eterna vontade de conhecê-la? Porque diabos aquela bendita canção fizera-lhe um efeito tão desfavorável e igualmente intenso, que resultou no sinistro plano de enganá-la a fim de contrariar qualquer absurdo desejo de permanecer posto ali, calado, naquela relação exorbitantemente desarmônica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Terminou de reconstruir toda falsa verdade com o auxílio ortodoxo daquele processador de texto. Abriu – temeroso – o Messenger que tantas vezes lhe trouxera uma alegria boba ao final de longas conversas inaproveitáveis. Achou-se sortudo por conectar rapidamente àquela imparcial janela. Procurou ainda grosseiro, severo e bravo, o ícone perturbador que ficava ao canto esquerdo da tela, próximo do nome, estranhamente complicado e em ardilosa semelhança à proprietária dele. Ficou imóvel e, involuntariamente, surpreendido quando a vira online. Maquiando a contraversão, abriu aquela janela que tinha pra si no momento, ensopada de rancor. Viu-se perplexo e permanecera assim até que um “oi” tímido dela fora-lhe direcionado. Ainda sagaz, mas quebrado por dentro, ele revidou-a num súbito “olá” indelicado, da espécie daqueles concedidos à revelia. Um “olá” que lhe custara os dedos, pois após digitar as três letrinhas, percebeu-os esmagados e clandestinamente colados nas pontas de suas mãos. Enquanto ensaiava, pela décima quarta e derradeira vez, todo o esquema cuja função era converter os seus dias em dias mais tristes, porém mais prósperos e fecundos, sentiu-se permitido a vestir a angústia da solidão, trancado no seu quarto, apenas com as janelas da alma abertas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;   &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; width: 199px; padding-right: 3px; display: inline; float: left; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:88045858-84bd-4421-93a7-27f148db8d3e" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="2f7fc3e2-0cde-4e97-84fc-8984bbfafc98" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="199" height="167"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nCpD72b-dfs&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nCpD72b-dfs&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="199" height="167"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Decidido em colar o texto naquele agonizante momento, um texto da profundeza abissal de águas marítimas, e identicamente infalível, que eliminasse qualquer questão, por achar altamente arriscado não conseguir respondê-la os motivos de sua escolha com a majestade dos fundamentos, era indubitavelmente perigoso qualquer falha, ou uma vírgula mal posta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;O rapaz fitou o impiedoso cursor que vivia a piscar e a lhe agredir. Quando colou, enfim, aquelas letras bandidas, fingiu uma dor no peito antes de confirmar o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;enter&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Mentiu um sofrimento. E quase viu, novamente, uma de suas lagrimas o desafiar. Pressionou o botão, firme, determinado, rígido, demorado... Arfou um último gole de ar – e o prendeu – com a compaixão cristã por seus órgãos. Sentiu o pulsar abalado de seu coração, viu seu pulmão estufar, e traído por sua reação, petrificou-se ali. Gelado como um o corpo sem vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Bruno Silva &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-8023925120627601600?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/8023925120627601600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=8023925120627601600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8023925120627601600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/8023925120627601600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/04/esfumacando-o-monitor.html' title='Esfumaçando o monitor'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sqvrr8V0T8I/AAAAAAAABFY/FIZ8N9M8OF8/s72-c/digitando_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-4065568953004017406</id><published>2010-04-24T11:57:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T20:33:52.483-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Fluidos de um ser</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sh3AYAMEDtI/AAAAAAAAAxk/xR3r-Y6gb34/s1600-h/Chuva%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Chuva" border="0" alt="Chuva" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sh3Aa9Bb6qI/AAAAAAAAAxo/Me_wgwxfX7A/Chuva_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="240" height="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;De Bruno Silva para alguns amigos e um em especial que me fez conhecer o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;velho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; escritor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;O  corpo é regular, a altura é mediana, outrora era exageradamente pequeno e fino. Os cabelos, cortados curtos, são castanho, nem ruivos e nem pretos. Os olhos, &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;alagados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;, são profundos e marrons, em alguns momentos convidativos e agradáveis, já em outros &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;frios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; e agressivos, contudo, se investigados com teimosia notar-se-há um &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;luto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Mesmo sendo muito &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;serenos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;, fixam-se em paredes descoloridas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Ele é um pequeno livro de cabeceira. E gosta de sê-lo. Entendê-lo, porém, não é como tomar uma pílula. Compreendê-lo é denunciar a sí próprio. Ele sente-se uma medalha que reflete com um brilho opaco as vitórias do seu dono. Apenas um objeto em exposição, um mero &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;brinquedo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; de admiração, não admirado pelo que é, mas pelo que representa. Mas mesmo como medalha não se sente condecorador, nem tampouco possui base para seu repouso. Por fora, ativo, alegre e &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;cintilante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;, sentimentos cravados na carne morna de seu resto, que nada reflete além do que querem ver. Por dentro, entretanto, correm rios &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;caudalosos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; e misteriosos, que, imprevisivelmente, não sabem seu destino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Isso, porém, nada representa aos olhos das pessoas de seu cotidiano, que não possuem a capacidade de enxergar pela fechadura de uma porta ofuscada. As gretas reparam todos passando, com despercebimento vigoroso. Os fluidos de seu interior estão represados. &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Aprisionados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; em bacias e &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;penduradas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; em seu coração &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;equilibrista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Ele é um ensaio. Um ensaio para a cultivação de um ser supostamente com mais valia. Um teste das técnicas, um produto que não importa ficar ou não estragado, um produto que é, aos olhos dos que o &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;manipulam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;, nulo de emoções, nulo de sentimentos. Apenas um metal para ser trabalhado, antes de trabalhar-se com o outro metal, o que realmente tem mais valor. Ele é nada. Apenas um aglomerado de células, a união de vários tecidos. Apenas órgãos. É isso que ele é. É isso que era. É isso que sempre será, até que os órgãos não mais funcionem, até que os tecidos se &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;rompam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Até que as células vazem de sua represa disforme. Mas até lá, até que se destrua lentamente, ele tocará seus dedos convulsos no seio de sua alma, querendo se libertar das cordas do &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;convencionalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Querendo lançar-se à autonomia de sua personalidade. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;É então que ele relembra estar &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;algemado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;. Algemado ao aspecto que representa. &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Asilado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; no corpo figurante que deve constituir. O jovem amigo gentil, sempre a espera de seus três minutos de &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;altruísmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;, para se &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;alforriar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; de si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-4065568953004017406?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/4065568953004017406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=4065568953004017406&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4065568953004017406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/4065568953004017406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/04/fluidos-de-um-ser.html' title='Fluidos de um ser'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/Sh3Aa9Bb6qI/AAAAAAAAAxo/Me_wgwxfX7A/s72-c/Chuva_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1099124349307568313</id><published>2010-04-23T12:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T20:00:37.112-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Não sejas feliz antes de amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93NaVhq5II/AAAAAAAABd0/0EYXczZ2JIs/s1600-h/dfgssa%5B9%5D.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="dfgssa" border="0" height="229" src="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93NpnqM6lI/AAAAAAAABd8/xY0HxNsAqTw/dfgssa_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800" style="border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="dfgssa" width="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Se puderes apenas viver ou ser feliz,     &lt;br /&gt;Escolhas amar.     &lt;br /&gt;No aconchego de seu quarto, ame baixinho.     &lt;br /&gt;Ame com a ferocidade desativada,     &lt;br /&gt;Com as pernas sobrepostas uma na outra, em desalinho,     &lt;br /&gt;Feito um senhor que fuma um tostão de silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Seja decente, ame no recolhimento de vossa aurora,    &lt;br /&gt;Não espantando a quietude que repousa     &lt;br /&gt;Na penumbra de seu exílio.     &lt;br /&gt;Ame sem sentir a dor que Vinicius enxergava     &lt;br /&gt;Na própria felicidade, tal qual era dolorosa e incandescente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Ame com a fúria dos que pedem silêncio,    &lt;br /&gt;Ou dos que migalham em fraquejo físico a metade     &lt;br /&gt;de uma boquinha, e não como quem pede     &lt;br /&gt;a metade de um beijo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;&lt;br /&gt;Não ame como os poetas, eles se esfregam     &lt;br /&gt;No tal sentimento feito uma velha indecente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;Se puderes apenas viver ou ser feliz, sejas sensato e    &lt;br /&gt;Não escolha nenhum dos dois, por que     &lt;br /&gt;Negando o som de tuas palavras como     &lt;br /&gt;Ingrata resposta, verão que o teu silêncio     &lt;br /&gt;Invoca a maior resposta delas:     &lt;br /&gt;Amar vividamente algo que não se conhece     &lt;br /&gt;Porém se procura. Amar a felicidade.     &lt;br /&gt;Essa dolorosa réplica que não se quantifica e nem se acha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #330000;"&gt;(Bruno Silva)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1099124349307568313?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1099124349307568313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1099124349307568313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1099124349307568313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1099124349307568313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/05/nao-sejas-feliz-antes-de-amar.html' title='Não sejas feliz antes de amar'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S93NpnqM6lI/AAAAAAAABd8/xY0HxNsAqTw/s72-c/dfgssa_thumb%5B7%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-5631979738495769732</id><published>2010-04-17T20:22:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T20:33:58.966-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>OFF</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-DkpH9UnZI/AAAAAAAABfs/jIfCFhabfmw/s1600-h/controle_remoto_thumb%5B5%5D%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 3px 0px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="controle_remoto_thumb[5]" border="0" alt="controle_remoto_thumb[5]" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-DksISFN4I/AAAAAAAABfw/PmLMGM3lRFM/controle_remoto_thumb%5B5%5D_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="244" height="163" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt; E quando todos desligam as luzes. E as portas se trancam. Eu fico aqui sozinho, conversando com o chiado da TV dessas madrugadas de chuvas fininhas. Nada quer ser real, a felicidade se fantasia de livros, de programas bobos de humor, de céus abrilhantados, que espiados por mim, cutucam e despertam uma vontade desesperada de ser feliz. Não há ilusão. Não há sede de que o telefone toque e a mão trêmula atenda. Não há dedos que desejem discar o seu número. Não há número. Está tudo apagado. Como as casas dos estranhos. Como os letreiros do centro. Como as velas do funeral. Já parti. Já doeu demais. Já faz horas que eu não conto mais os minutos. Não há mais minutos que caibam os nossos sentimentos. Acabou. Adoeceu em overdose. Morreu entre remédios. Nem houve desejo seu. Nem houve orgulho meu. Não houve se quer a sinceridade aliada de sempre. Não houve nada. Você não quis ser infeliz comigo. Agora seja infeliz sozinha. Somos agora uma página limpa do Word que se mancha de uma tinta que nem mesmo existe. Porque sempre foi assim, sempre foram palavras digitadas, equivocadamente, enviadas. Não haverá mais lamento. Não haverá mais tormento. Porque agora não passamos de ‘um programa de televisão que saiu do ar, e como ninguém desliga o aparelho de TV, fica aquele chiado incomodando no escuro’.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#330000;"&gt;Bruno Silva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-5631979738495769732?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/5631979738495769732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=5631979738495769732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5631979738495769732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/5631979738495769732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/04/off.html' title='OFF'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-DksISFN4I/AAAAAAAABfw/PmLMGM3lRFM/s72-c/controle_remoto_thumb%5B5%5D_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5433512435184043114.post-1089516794565230206</id><published>2010-04-16T08:26:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T08:35:24.597-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Eu, ela e a Felicidade.</title><content type='html'>&lt;h3&gt;   &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;Para Neusa&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Arial"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-GOUHOe-PI/AAAAAAAABf0/fMoPGj78nMo/s1600-h/10a%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="10a" border="0" alt="10a" align="right" src="http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-GOXYnvv8I/AAAAAAAABf4/ZaINcG0RbPo/10a_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="275" height="275" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;font color="#0d0d0d"&gt;Minha mãe viajava para buscar o futuro. E eu engolia a seco aquela vontade de dizê-la o quanto os seus biscoitinhos de goma faziam falta quando ela não estava. Começamos essa vida de despedidas muito cedo. Lembro que por volta dos meus seis anos eu chorava descontroladamente para tê-la sempre perto de mim. Era uma angústia seguida de um vazio que arrancava meu sentido de vida, esbaforidamente. Eu temia qualquer ordenação de suas bagagens, inconscientemente, isso agoniava e&amp;#160; não mais conseguia me afastava de debaixo de sua saia. Era uma melancolia precedida de um aperto socado no peito. Uma vontade de morrer pra vingá-la da dor que eu sentia.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 3px; display: inline; float: left; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:276c2807-3bf6-4186-b44e-d2269c6b5a41" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="7573a7aa-98f4-4117-9c77-8c5e2aa246e6" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hFFfAOeqsTo" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-GQOo9d_8I/AAAAAAAABf8/4wWvlu2Vt1w/video55cb97b94e20%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('7573a7aa-98f4-4117-9c77-8c5e2aa246e6'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;326\&amp;quot; height=\&amp;quot;273\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/hFFfAOeqsTo&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/hFFfAOeqsTo&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;326\&amp;quot; height=\&amp;quot;273\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#0d0d0d" size="3" face="Arial"&gt;A primeira partida fora numa segunda sem graça, como tantas outras segundas que ela me deixou. Estava nublado dentro de mim, igualmente sem graça e meu interior fechava-se para qualquer maturidade ou entendimento. Ela avisou-me antecipado e inutilmente que viajaria para buscar nossa felicidade. E eu questionei a ela porquê nós não simplesmente esperávamos a nossa felicidade vir, feito o homem do leite ou a moça da costura. Bastaria apenas que dormíssemos e na manhã cedinho, lá estaria ela enrolado num saco cinza, cheirando a – inevitável – leite fresco. Ou senão ligávamos para ela - numa inocência desesperada - e a iludíamos prometendo-lhe um saco de doces, decerto ela viria – até eu viria, mamãe! - Foi aí que ela me olhou fascinada. Frustradamente fascinada, dirigiu suas mãos trêmulas de mãe que precisa mentir para o bem, e disse que a felicidade faz pouco da gente. Ela falava num tom desanimado, numa voz cortante, aguçada, forçosa. A felicidade não nos quer como companhia e jamais iria vir sem que a bajulasse pessoalmente. Dizia necessária a viagem, que eu ficaria bem. Eu era grande suficiente para aquilo. Delegando-me uma maturidade, uma aceitação... Que eu - que eu - nem sabia negar. Mas não quis chorar de novo. Falsamente convencido, deitei sobre seu colo e prometi que se ela trouxesse a felicidade, se ela voltasse rápido dispondo da felicidade nos braços, eu jurava nunca deixá-la fugir de nós. Trancaria a felicidade em mim. Eu e ela jamais estaríamos desacompanhados: Eu, ela e a felicidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5433512435184043114-1089516794565230206?l=bsproducao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bsproducao.blogspot.com/feeds/1089516794565230206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5433512435184043114&amp;postID=1089516794565230206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1089516794565230206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5433512435184043114/posts/default/1089516794565230206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bsproducao.blogspot.com/2010/04/eu-ela-e-felicidade.html' title='Eu, ela e a Felicidade.'/><author><name>Bruno Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02422384582125948925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-wYGwiOjVl6g/TjEby1IabtI/AAAAAAAACN8/li_0LlPWgFE/s220/catedral.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_R0aQsaqbZBQ/S-GOXYnvv8I/AAAAAAAABf4/ZaINcG0RbPo/s72-c/10a_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
